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sábado, 21 de janeiro de 2012

Guilhermeville

Foto Hernâni Von Doellinger

Vamos lá ver se é desta que a Câmara de Matosinhos consegue acabar de vez com a praga dos tão descaracterísticos fogareiros a carvão à porta dos restaurantes. A coisa está bem encaminhada, e Guilherme Pinto, o presidente da autarquia, já tem outras na manga para pôr a cidade que nem um brinco. Querem saber? O mar vai ser despejado. Cheira a esgoto e é um esgoto, rua com ele! Rua, é como quem diz, que a rua é para os cagalhões de cão. Puxa-se é o autoclismo no gabinete presidencial e bye, bye, Atlântico, que um destes dias a gente vê-se lá do outro lado do mundo. Quanto à areia da praia, segue em camionetas para os cofres do município. Nunca se sabe quando é precisa para atirar aos olhos dos munícipes.
Mais? O Porto de Leixões passará a acolher apenas barquinhos de papel, higiénico, e bicicletas com matrícula estrangeira, bandeira de conveniência e campainhas de trrim-trrim. A fedorenta lota vai abaixo, para dar lugar à exclusivíssima e perfumada zona residencial Matosinhos Sul-Sul, construída só de recuados e para edis. O bife tártaro será proclamado peixe oficial de Matosinhos, porque onde não há fogo não há fumo, e quem quiser comer bem que vá à merda!
Está também a ser pensada uma permuta de população com o pessoal da Quinta da Marinha. Uma permuta total, troca por troca: a gente fina vem para cá e o povo daqui vai todo para lá. São tios por tios.
Por decreto presidencial, o Leixões SC fechará portas, derivado a excesso de alma e falta de dinheiro, e o pessoal de cabina do Metro do Porto fundará o Lokomotiv da Cruz de Pau, que dará uso ao Estádio do Mar, entretanto vendido aos Gelados Olá, sob ordens expressas do Tribunal de Contas. Para que no futuro não haja confusões, Matosinhos mudará o nome para Guilhermeville. Das memórias do passado malcheiroso e fumarento, para recordar aos vindouros a desgraça que era a cidade antiga, fica apenas o presidente. Ele e os cagalhões de cão.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Narciso, que é dele?

Quinze dias depois de o blogue O Porto de Leixões, malandreco mas geralmente bem informado, ter anunciado que Narciso Miranda "vai recandidatar-se à Câmara Municipal de Matosinhos", a imprensa dava notícia de que o ex-presidente da autarquia estava a ser investigado pela PJ, por ser "de novo" suspeito de desviar o dinheiro do povo. O JN, que levantou a lebre, falava de um alegado esquema montado por Narciso para tentar sacar 63 mil euros ao Ministério da Saúde, quando esteve à frente de uma associação mutualista de São Mamede de Infesta, de onde se pôs a andar em Março, logo que o escândalo rebentou. Coincidências?
Mais quinze dias se passaram e Narciso Miranda não disse nada. Não reclamou inocência, a não ser por carta, não ergueu a voz para se defender, não esperneou para atacar, não acusou o PS de cabala. Até parece que desapareceu. E logo ele, que gosta mais de aparecer do que o Emplastro propriamente dito: porque Narciso que é narciso é mesmo assim, e eu não conheço nenhum Narciso mais narciso do que este. Mas, de momento, não sei dele. Coincidência?
E de repente o assunto e as notícias e o escândalo também desapareceram como por encanto. Coincidência?

O blogue O Porto de Leixões está de barra fechada, espero que apenas temporariamente. Faz hoje exactamente um mês. Desde o dia 16 de Outubro e do exclusivo anúncio da recandidatura de Narciso Miranda à Câmara de Matosinhos que não há novidades. Coincidência?