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quinta-feira, 12 de março de 2026

Um cartaz para as Festas

Quarteto de cordas
Eram um excelente quarteto de cordas: de sisal, de propileno, bamba e estática. As quatro acompanhavam regularmente a corda vocal. Quando assim, eram o Quinteto da Corda.

As Festas, se as chamo assim com maiúscula, só podem ser umas: as da Senhora de Antime, que já foram da vila, depois do concelho, depois da cidade, agora de Fafe, mas isso não interessa para nada, porque elas são é da Senhora de Antime. E cartaz, quando digo cartaz, quero dizer aquele papelão com desenhos ou fotografias, letras e números que anuncia as Festas, só para as situar no tempo, obra de autor, uma marca, um marco, talvez agora se chame qualquer coisa em inglês, mas não faço a mínima ideia. Cartaz, para mim, não é a lista de quem vem cá cantar, quero lá saber. Isso, se calhar, é o programa, mas também me é indiferente - chamai-lhe os nomes que quiserdes.
Ora bem. Fafe é uma terra de artistas, ó se Fafe é terra de artistas, é e não são assim tão poucos, e cada um mais artista que o outro, uma fartura só comparável à ausência de um verdadeiro cartaz para as Festas há não sei quantos anos. Vejo disso em todo o lado, cartazes de categoria, nas grandes romarias, em cidades que se prezam, verdadeiramente cosmopolitas, mas também em festas de caracacá e terras assim-assim, às vezes autênticas obras de arte, material de colecção, e eu, fafense e sem nada para guardar ou mostrar, fico envergonhado, triste e invejoso.
Custará assim tanto à Câmara Municipal abrir um concursozinho para o cartaz das Festas de Fafe? Um concursozinho, digo bem, porque, se a coisa for por encomenda, a gente já sabe quem ganha. Um concursozinho. Dará assim tanto trabalho? Será assim tão caro, tão fora do orçamento?
Olhai para Matosinhos, e o que vedes? As Festas do Senhor de Matosinhos, que têm sempre o seu cartaz. O Município até manda fazer livros magníficos com eles, com os cartazes antigos e artísticos. O cartaz do ano passado era da autoria do escritor Valter Hugo Mãe, que o fez de borla, ofereceu-o e pronto.
Olhai para Ponte de Lima, e o que vedes? Todos os anos é lançado concurso para a criação do cartaz oficial das Feiras Novas. Já são conhecidas as dez propostas finalistas para a edição deste ano e a escolha do cartaz vencedor será feita, pela primeira vez, por votação via SMS, aberta a todos os limianos maiores de idade.
Olhai para Fafe, e o que vedes?

(Do meu blogue Mistérios de Fafe)

sexta-feira, 21 de março de 2025

Ei, ei, vique, ei, vique, ei!

Ei, ei, vique, ei, vique, ei!
Vique vique
vique vique vique
vique vique vique
vique laranja
vique vique vique
vique cristal
vique laranja, vique cristal
duas escritas à vossa escolha
vique laranja para escrita fina
vique cristal para escrita normal
vique laranja, vique cristal
duas escritas à vossa escolha
vique vique vique
vique vique vique.
Ei, ei, vique, ei, vique, ei!
Viques vaporub.

P.S. - Hoje é Dia Mundial da Poesia. É também Dia Europeu da Criatividade Artística.

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

O risco da animação

Há desenhos animados e há desenhos, digamos assim, um bocadinho mais macambúzios. É como tudo.

P.S. - Hoje é Dia Internacional da Animação.

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Yabba dabba doo!


Já não bastavam o ciclismo, o atletismo, o halterofilismo, o futebol, o tiro, a natação, o basquetebol, o basebol, o ténis, o futebol americano, o judo, a canoagem, o bilhar, a luta greco-romana, o voleibol, o remo, a vela, o kickboxing, o chinquilho, a bisca lambida e a ginástica. Agora também a Fórmula 1.
O escândalo vai rebentar um destes dias, mas o Tarrenego! está em condições de adiantar o que lamentavelmente se passa com a especialidade rainha do desporto automóvel: estão a ver o ciclismo, aquela coisa do motorzinho escondido dentro da bicicleta a que os entendidos dão o curioso nome de doping mecânico? Pois na Fórmula 1 é exactamente o mesmo, mas completamente diferente.
Tanto quanto conseguimos apurar, os pilotos - os pilotos batoteiros, diga-se - têm disfarçado por debaixo do tapete um pequeno alçapão que abrem sobretudo em recta, quando vão a mais de 340 km/hora mas não estão suficientemente próximos do carro da frente para poderem usar o DRS, doping legal de ultrapassagem. Abrem o alçapão, dizia, e chispam os pés no alcatrão como se estivessem a correr os 100 metros nos Jogos Olímpicos, chegando com este plus aos quase 390 km/hora, não sei se estão a ver como fazia o Fred dos Flintstones...
A Fórmula 1 anda realmente uma chatice, mas especialistas anónimos chamam a isto doping humano e não concordam. E o senhor Ecclestone, que já não risca mas palpita, está fulo. Diz que, com ele, no que respeita a doping, de viagra para cima, tolerância zero...

P.S. - Publicado originalmente no dia 3 de Julho de 2016. E estavam à espera de quê? Desenho do Nestinho (Ernesto Brochado), feito de encomenda para o Tarrenego! A série The Flintstones, de Joseph Barbera e William Hanna, apareceu pela primeira vez na televisão no dia 30 de Setembro de 1960, na americana ABC.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Vasco "Koniec" Granja (a propósito de)

Desenhos assim-assim
Há os desenhos animados e há os desenhos mortiços. É como tudo.

Walt Disney, o da carona
Conheci muito bem Walt Disney. Falava brasileiro e dava aos sábados ou domingos à tarde no televisor a preto e branco do café. Nos livros aos quadradinhos é que já era a cores e ensinou-me a palavra carona, de que eu gostava muito, quase tanto como da palavra parreca, que eu já sabia das feiras e romarias. Se fosse vivo, o velho Walt teria hoje 118 anos, o que, convenhamos, constituiria façanha digna de registo.

Professor Pardal
Antes de ser o guia espiritual dos novecentos homens mais poderosos de Portugal, também chamados motoristas de matérias perigosas, Pardal era professor, vivia na fantasia dos livros aos quadradinhos da Walt Disney e falava brasileiro. O Professor Pardal era um garnizé em forma de homem, um supergénio, o maior inventor do mundo. Tinha um chapéu pensador e o Lampadinha, o seu melhor ajudante. O Professor Pardal era bom e amigo das pessoas, embora às vezes as suas invenções dessem, sem querer, para o torto. Quanto ao Pardal local, bateu asas e voou...

P.S. - Vasco Granja, lenda da velha RTP, cineclubista e extraordinário divulgador de cinema de animação e banda desenhada em Portugal, nasceu no dia 10 de Julho de 1925.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Fazer a Festa em Matosinhos


Festival Fazer a Festa nas Ruas de Matosinhos. Na praia, no mercado, no parque. Próximos dias 2, 3 e 4 de Maio (sexta, sábado e domingo). Ver programa aqui.