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sábado, 6 de junho de 2026

Missais terra-ar

O Exército português acaba de equipar-se com missais vindos directamente da Rússia. Pequenos missais bizantinos. As ordens eram para comprar mísseis, mas alguém da intendência fez asneira na nota de encomenda. 

P.S. - Hoje é Dia da Língua Russa.

domingo, 9 de julho de 2023

Um dia de morrer a rir

Há dias que são mais de rir do que outros. Por exemplo, hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento, e eu, espero que não me levem a mal, penso nas bombas de fragmentação que Joe Biden, presidente dos EUA, vai mandar para a Ucrânia, e estou aqui, com as mãos na barriga, a escangalhar-me às gargalhadas...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Tanques para a Ucrânia, e em força

Isto é que os jornais não dizem! Portugal foi o primeiro país a mandar tanques para a Ucrânia. Para além dos tanques, Portugal mandou também estendais, cestos e molas. E missais terra-ar. Pequenos missais de rito bracarense praticamente novos e cedidos aos ucranianos pelo Exército português. As ordens eram para mandar mísseis, mas alguém da intendência fez confusão ao aviar a encomenda.

domingo, 6 de março de 2022

A eurovisão

A eurovisão é a forma europeia e gramatical de ver e entender a Europa, o mundo e as coisas. Uma certa forma. Como agora com a Rússia invadindo a Ucrânia, isto é, com a guerra. A Europa agasalha-se no sofá e vê pela televisão...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Rússia: o dia do ataque

Eu se fosse a Ucrânia punha-me a pau. A pauzíssimo! Amanhã é feriado nacional na Rússia - é Dia do Defensor da Pátria ou Dia da Defesa. E a melhor "defesa" é o ataque, não é?...

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Missais terra-ar

O Exército português acaba de equipar-se com missais vindos directamente da Rússia. Pequenos missais bizantinos. As ordens eram para comprar mísseis, mas alguém da intendência fez asneira na nota de encomenda. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

A História repete-se mas não é gaga

Em 1940, por este 17 de Junho, a União Soviética abocanhou a Letónia, a Lituânia e a Estónia, com o acordo da velha Alemanha nazi e o assobio para o lado do resto do mundo. Faço 25 segundos de silêncio pensando na Ucrânia, na Alemanha nazi de hoje em dia, nos EUA e no resto do mundo látero-assobiador. Quem inventou que a História não se repete, só podia estar a falar das explicações para exames.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O foguetão e o peido-mestre

Foto Hernâni Von Doellinger

A Coreia do Norte prepara-se para comemorar o centenário do nascimento do fundador do país, Kim il-Sung, lançando nos próximos dias um foguetão - dizem as notícias. É um claro desafio à comunidade internacional, mas não tem data marcada. Depende do tempo. Até a Rússia e a China estão contra: os de Moscovo afirmam que Pyongyang "despreza" as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e os de Pequim exigem "calma e moderação". Juntemos-lhes a igualmente pacífica América, e a coisa fica ainda mais hilariante.
As notícias dizem também que a iniciativa norte-coreana está a "gerar tensão elevada em toda a Ásia", com vários países a prepararem-se para a eventualidade de algo correr mal. Três companhias aéreas vão mesmo desviar alguns voos para evitarem o aprazado foguetão, que, se não chover, poderá ser lançado entre esta e a próxima semana. A Philippine Airlines, a Japan Airlines e a All Nippon Airways anunciaram mudanças em 20 rotas, a partir de amanhã e até à próxima segunda-feira. Se o caro leitor vai para a zona, faça o favor de apontar esta importante informação.

Não sei se se lembram: Eurico da Fonseca (1921-2000) foi o principal especialista português em astronáutica. Praticamente autodidacta, nomeado investigador por decreto-lei e oficialmente equiparado a professor catedrático, colaborou com a NASA e conheceu os principais responsáveis pelo Programa Apollo. Notabilizou-se, entre nós, como divulgador de assuntos científicos. Na rádio, acompanhou em directo, na então Emissora Nacional, a chegada do homem à Lua e comentou os voos espaciais norte-americanos e soviéticos. Mas era na RTP que eu gostava de o ouver. Ouver, escrevi bem.
Foi com Eurico da Fonseca na televisão que eu aprendi que se deve dizer foguete e não foguetão. Ele explicava, apenas insinuando, que foguetão é outra coisa, por exemplo coisa gasosa, eventualmente sonora e por norma fedorenta. E portanto percebo o à-rasquismo em que estão metidos todos "em toda a Ásia". Sim, e se algo corre mal? E se o querido foguetão (chama-se Unha-3) não for tão seguro como os foguetões americanos, russos e chineses, que correm sempre bem? E se o foguetão norte-coreano encrava e dá o grandessíssimo peido-mestre mesmo em cima da cabeça, para não ir mais longe, dos vizinhos do sul? Já viram a merda que vai ser?

terça-feira, 27 de março de 2012

Querem é sexo

Sou muito procurado por causa de sexo. É verdade: centenas de visitantes do Tarrenego! entram aqui pela primeira vez porque pesquisam na Net palavras-chave tão atesoadas e cheias de segundas intenções como "belas e perigosas", "foder no parque", "mamas", "amantes", "portuguesas malucas", "portuguesas perigosas", "comendo a tia safadinha" (palavra de honra!), "putas", "prostitutas" ou "padres de Viana do Castelo". Depois levam com um balde de água fria no focinho, vão-se abaixo e se calhar nunca mais voltam. Compreendo-os.
Há outros leitores, igualmente solitários e amantes dos trabalhos manuais, porém de hábitos um pouco mais arejados e produtivos (a jardinagem ou a culinária, por exemplo), que contactam comigo através de senhas como "Alberto João", "o seringador", "arroz de polvo carolino ou agulha", "esquerda caviar", "onde comer sardinhas", "Anthony Bourdain", "ah faneca!" e "moelas de coelho". Sobretudo "moelas de coelho". Percebo também que fiquem desconsolados com o que tenho para lhes dar e não posso levar a mal o raspanete que achem por bem (no caso dos fiscais de serviço do Bloco de Esquerda), embora lamente que me virem as costas de vez. Já agora: para o polvo, arroz carolino. E é claro que os coelhos não têm moelas, mas o meu amigo Peixoto, em Fafe, cozinha-as muito bem.
Quase que só sobram então os americanos, os russos e os alemães, que são sempre os primeiros a chegar e, honra lhes seja!, não me largam. E é muito fácil mantê-los interessados. Basta-me meter um texto qualquer com uma ou mais destas inocentes palavras: "terrorismo", "EUA", "Putin", "Bush", "Obama", "Saddam Hussein", "Al-Qaeda", "Merkel", "Papa", "armas" ou "bomba", e meia dúzia de segundos depois já cá estão eles a bater-me à porta. É automático.
O que eles querem sei eu. No fundo, anda tudo ao mesmo: querem sexo, como os das "mamas" e das "prostitutas". Querem ver se me fodem, com licença da palavra. Mas também vêm ao engano.

(E depois há os casos que podem ser sérios. Como ontem, quando alguém caiu no Tarrenego! com a conjugação de palavras-chave "quero denunciar o meu pai que me maltrata". Peço desculpa pela pista falsa e espero sinceramente que quem estava aflito, se assim era, tenha encontrado a ajuda de que precisava.)