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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Desarmado em parvo

Era tão pacifista, tão pacifista, tão objector de consciência, tão objector de consciência, tão não-violento, tão não-violento, que havia quem dissesse que ele andava constantemente desarmado em parvo.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.)

Tanques para a Ucrânia

Portugal mandou tanques para a Ucrânia. Para além dos tanques, Portugal vai também mandar estendais, cestos e molas.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.)

Missais terra-ar

Portugal acaba de enviar missais para a Ucrânia. Pequenos missais de rito bracarense praticamente novos. As ordens eram para mandar mísseis, mas alguém da intendência fez confusão ao aviar a encomenda.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.)

O homem-bala

Cabisbaixo e de mala na mão, o homem-bala apresentou-se logo de manhãzinha na rulote da gerência. Deixava o circo. Ia embora para casa. Descobrira durante a noite que era objector de consciência.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.)

Contra os canhões

"Às armas, às armas! / Sobre a terra, sobre o mar, / Às armas, às armas! / Pela Pátria lutar! / Contra os canhões marchar, marchar!", manda o Hino Nacional. E hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento, parabéns à prima!

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.)

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

A invasão

Foto Hernâni Von Doellinger

Não sei se veio da Rússia ou da Ucrânia, do Irão ou de Isarel. Há muita desinformação nisto da guerra, das guerras. Na verdade, as superpotências, viagradas até ao sufoco, atacam-se mais com mentiras do que com mísseis, o que até é melhor para a nossa saúde. Dou-lhes, portanto, o devido desconto. Sei é que esta manhã pela fresca entrou-me um avião varanda adentro, estava eu muito descansado a ver navios. Abati-o, naturalmente. Jamais poderia tolerar tão flagrante violação do meu espaço aéreo e ainda por cima ia ficando cego de um olho. Não há, graças a Deus, outras vítimas a lamentar. Era um avião não tripulado, um drone, como agora se diz.

P.S. - Hoje é Dia Mundial do Origami. E é também Dia do Armistício. Como dizia o outro, isto anda tudo ligado.

domingo, 9 de julho de 2023

Um dia de morrer a rir

Há dias que são mais de rir do que outros. Por exemplo, hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento, e eu, espero que não me levem a mal, penso nas bombas de fragmentação que Joe Biden, presidente dos EUA, vai mandar para a Ucrânia, e estou aqui, com as mãos na barriga, a escangalhar-me às gargalhadas...

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Desarmado em parvo

Era tão pacifista, tão pacifista, tão objector de consciência, tão objector de consciência, tão não-violento, tão não-violento, que havia quem dissesse que ele andava constantemente desarmado em parvo.

sábado, 9 de julho de 2022

Às armas! Às armas!

Mão ante mão, Portugal caminha para ser um país de pistoleiros. Há registos de mais de 210 mil licenças de porte de armas válidas, e só no ano de 2020 foram emitidas 13 mil novas autorizações. Portugal é um dos países da União Europeia com mais armas de fogo. As autoridades policiais estimam em mais de milhão e meio o número de armas legais, enquanto estatísticas citadas pela comunicação social contabilizam 21 armas por cada 100 habitantes. Agora imagine-se o que vai aí de revólveres, espingardas e carabinas sem bilhete de identidade! Os especialistas em segurança costumam dizer que a corrida ao armamento é um sintoma da crise. Pois deve ser. E temos então o faroeste à porta. Os políticos há muito que não nos são de confiança e a pobreza galopante com que eles nos castigam está a pôr-nos a desconfiar uns dos outros, cá em baixo, onde devíamos ser unidos mas os bagos de arroz pingam a conta-gotas, quando pingam, e não chegam para todos. Colegas de trabalho tramam-se uns aos outros em nome da sobrevivência, as passadeiras nas estradas são cada vez menos local de tréguas e até os irmãos já foram mais fraternos do que são. Se quem me lê ainda tem coragem para sair à rua, repare como as pessoas estão cada vez mais agressivas umas com as outras nas filas dos supermercados. E é para pagar! Um destes dias desata tudo aos tiros. E seremos as vítimas do nosso fogo cruzado.
Entre mortos e feridos, safam-se os de lá de cima. Como sempre.

P.S. - Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Às armas! Às armas!

Mão ante mão, Portugal caminha para ser um país de pistoleiros. Há registos de mais de 210 mil licenças de porte de armas válidas, e só no ano de 2020 foram emitidas 13 mil novas autorizações. Portugal é um dos países da União Europeia com mais armas de fogo. As autoridades policiais estimam em mais de milhão e meio o número de armas legais, enquanto estatísticas citadas pela comunicação social contabilizam 21 armas por cada 100 habitantes. Agora imagine-se o que vai aí de revólveres, espingardas e carabinas sem bilhete de identidade! Os especialistas em segurança costumam dizer que a corrida ao armamento é um sintoma da crise. Pois deve ser. E temos então o faroeste à porta. Os políticos há muito que não nos são de confiança e a pobreza galopante com que eles nos castigam está a pôr-nos a desconfiar uns dos outros, cá em baixo, onde devíamos ser unidos mas os bagos de arroz pingam a conta-gotas, quando pingam, e não chegam para todos. Colegas de trabalho tramam-se uns aos outros em nome da sobrevivência, as passadeiras nas estradas são cada vez menos local de tréguas e até os irmãos já foram mais fraternos do que são. Se quem me lê ainda tem coragem para sair à rua, repare como as pessoas estão cada vez mais agressivas umas com as outras nas filas dos supermercados. E é para pagar! Um destes dias desata tudo aos tiros. E seremos as vítimas do nosso fogo cruzado.
Entre mortos e feridos, safam-se os de lá de cima. Como sempre.

P.S. - Samuel Colt obteve a patente dos Estados Unidos para o seu revólver Colt, o dos cobóis, no dia 25 de Fevereiro de 1836. A propósito, diz-se que se diz: "Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt tornou-os iguais." Isto é, digo eu: mortos.