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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Desarmado em parvo

Era tão pacifista, tão pacifista, tão objector de consciência, tão objector de consciência, tão não-violento, tão não-violento, que havia quem dissesse que ele andava constantemente desarmado em parvo.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.)

Tanques para a Ucrânia

Portugal mandou tanques para a Ucrânia. Para além dos tanques, Portugal vai também mandar estendais, cestos e molas.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.)

Missais terra-ar

Portugal acaba de enviar missais para a Ucrânia. Pequenos missais de rito bracarense praticamente novos. As ordens eram para mandar mísseis, mas alguém da intendência fez confusão ao aviar a encomenda.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.)

O homem-bala

Cabisbaixo e de mala na mão, o homem-bala apresentou-se logo de manhãzinha na rulote da gerência. Deixava o circo. Ia embora para casa. Descobrira durante a noite que era objector de consciência.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.)

Contra os canhões

"Às armas, às armas! / Sobre a terra, sobre o mar, / Às armas, às armas! / Pela Pátria lutar! / Contra os canhões marchar, marchar!", manda o Hino Nacional. E hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento, parabéns à prima!

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.)

domingo, 9 de julho de 2023

Um dia de morrer a rir

Há dias que são mais de rir do que outros. Por exemplo, hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento, e eu, espero que não me levem a mal, penso nas bombas de fragmentação que Joe Biden, presidente dos EUA, vai mandar para a Ucrânia, e estou aqui, com as mãos na barriga, a escangalhar-me às gargalhadas...

sábado, 9 de julho de 2022

Às armas! Às armas!

Mão ante mão, Portugal caminha para ser um país de pistoleiros. Há registos de mais de 210 mil licenças de porte de armas válidas, e só no ano de 2020 foram emitidas 13 mil novas autorizações. Portugal é um dos países da União Europeia com mais armas de fogo. As autoridades policiais estimam em mais de milhão e meio o número de armas legais, enquanto estatísticas citadas pela comunicação social contabilizam 21 armas por cada 100 habitantes. Agora imagine-se o que vai aí de revólveres, espingardas e carabinas sem bilhete de identidade! Os especialistas em segurança costumam dizer que a corrida ao armamento é um sintoma da crise. Pois deve ser. E temos então o faroeste à porta. Os políticos há muito que não nos são de confiança e a pobreza galopante com que eles nos castigam está a pôr-nos a desconfiar uns dos outros, cá em baixo, onde devíamos ser unidos mas os bagos de arroz pingam a conta-gotas, quando pingam, e não chegam para todos. Colegas de trabalho tramam-se uns aos outros em nome da sobrevivência, as passadeiras nas estradas são cada vez menos local de tréguas e até os irmãos já foram mais fraternos do que são. Se quem me lê ainda tem coragem para sair à rua, repare como as pessoas estão cada vez mais agressivas umas com as outras nas filas dos supermercados. E é para pagar! Um destes dias desata tudo aos tiros. E seremos as vítimas do nosso fogo cruzado.
Entre mortos e feridos, safam-se os de lá de cima. Como sempre.

P.S. - Hoje é Dia Mundial pelo Desarmamento.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Desarmado em parvo

Era tão pacifista, tão pacifista, tão objector de consciência, tão objector de consciência, tão não-violento, tão não-violento, que havia quem dissesse que ele andava constantemente desarmado em parvo.

Piopardo ao saco!

A caça ao gambozino é uma excelente e pacífica alternativa por exemplo à caça ao elefante ou à montaria ao javali. Mantém-se o lado lúdico e ecuménico, o são convívio, o almocinho e a merenda, a sacramental troca de mentirolas, mas poupa-se em perigo e em munições, dando-se uma mãozinha, por outro lado, à indústria nacional da serapilheira. Como se sabe, na caça ao gambozino os caçadores não usam armas de fogo, mas sacos e chibatas, e gritam: - Piopardo ao saco!...

À caça dos gambozinos

Numa espectacular operação de apenas três dias - quarta, quinta e sexta-feira, que depois metia-se o fim-de-semana -, unidades especiais da nossa GNR e da Guardia Civil espanhola conseguiram "deter um grupo de seis terroristas que praticava o tráfico de armamento, operando nos dois lados da fronteira, estando estes homens a preparar uma acção terrorista na zona de Lisboa", segundo fontes oficiais. Tinha de ser em Lisboa, é preciso defender Lisboa.
Isto foi há coisa de cinco anos, mas era a mangar. Era um faz-de-conta, um exercício transfronteiço, como se diz, programado, com guião, e os terroristas não eram a sério. Os terroristas, que também eram da GNR e da Guardia Civil, suponho, tinham um papel a cumprir e cumpriram: depois de meia dúzia de tiros de pólvora seca, entregaram-se aos bons ou morreram de enfarte, isso ainda não percebi bem.
Eu sempre gostei de simulacros. Desde pequenino. Primeiro dos simulacros dos Bombeiros de Fafe, na fachada do Club Fafense, depois dos simulacros da Protecção Civil, que são sempre uma enorme confusão e uma inesgotável poça de sangue, e agora também gosto dos simulacros das chamadas "operações especiais". Porque nos simulacros, na hora do balanço, correu sempre tudo bem. O sucesso do simulacro dá na televisão e ficamos todos muito mais descansados e seguros, incluindo os verdadeiros terroristas, que assim, um dia que se resolvam, já sabem como se devem precatar.

O homem-bala

Cabisbaixo e de mala na mão, o homem-bala apresentou-se logo de manhãzinha na rulote da gerência. Deixava o circo. Ia embora para casa. Descobrira durante a noite que era objector de consciência.

Tanques para o Irão

Portugal está a mandar tanques para o Irão. Para além de tanques, Portugal está a vender também estendais, cestos e molas.

O pior é o prejuízo

O que verdadeiramente devia preocupar no lamentável episódio de Tancos é o prejuízo. O roubo das armas é um escândalo, coisa de terceiro-mundo, uma vergonha para Portugal. Deixámo-las ir de borla, como foi possível? Nos países de primeiro-mundo, praticantes das mais avançadas e inatacáveis técnicas de vigilância a paióis e paiolins, nunca semelhante poderia ter acontecido. Não. Esses países cinco-estrelas, que ficaram aparentemente tão alarmados com mais este lusofiasco, vendem as armas directamente aos terroristas, perseguem a mais-valia, e isso é que é boa política, isso é que está certo.

Não é nada, não é nada, mas, feitas as contas pelo então chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, "o valor do material roubado do paiol de Tancos ascendeu aos 34,4 mil euros". É dinheiro, dá quase para comprar um carro...

Duelo à sombra

"Ainda nos havemos de rir disto", disse o duelista com bigode ao duelista sem suíças, e puxou o gatilho.

Às armas! Às armas!

Mão ante mão, Portugal caminha para ser um país de pistoleiros. Há registos de mais de 210 mil licenças de porte de armas válidas, e só no ano passado foram emitidas 13 mil novas autorizações. Portugal é um dos países da União Europeia com mais armas de fogo. As autoridades policiais estimam em mais de milhão e meio o número de armas legais, enquanto estatísticas citadas pela comunicação social contabilizam 21 armas por cada 100 habitantes. Agora imagine-se o que vai aí de revólveres, espingardas e carabinas sem bilhete de identidade! Os especialistas em segurança costumam dizer que a corrida ao armamento é um sintoma da crise. Pois deve ser. E temos então o faroeste à porta. Os políticos há muito que não nos são de confiança e a pobreza galopante com que eles nos castigam está a pôr-nos a desconfiar uns dos outros, cá em baixo, onde devíamos ser unidos mas os bagos de arroz pingam a conta-gotas, quando pingam, e não chegam para todos. Colegas de trabalho tramam-se uns aos outros em nome da sobrevivência, as passadeiras nas estradas são cada vez menos local de tréguas e até os irmãos já foram mais fraternos do que são. Se quem me lê ainda tem coragem para sair à rua, repare como as pessoas estão cada vez mais agressivas umas com as outras nas filas dos supermercados. E é para pagar! Um destes dias desata tudo aos tiros. E seremos as vítimas do nosso fogo cruzado.
Entre mortos e feridos, safam-se os de lá de cima. Como sempre.

Contra os canhões

"Às armas, às armas! / Sobre a terra, sobre o mar, / Às armas, às armas! / Pela Pátria lutar! / Contra os canhões marchar, marchar!", manda o Hino Nacional.

P.S. - Hoje, 9 de Julho, é Dia Mundial pelo Desarmamento.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

O adeus às armas

Piopardo ao saco!
A caça ao gambozino é uma excelente e pacífica alternativa por exemplo à caça ao elefante ou à montaria ao javali. Mantém-se o lado lúdico e ecuménico, o são convívio, o almocinho e a merenda, a sacramental troca de mentirolas, mas poupa-se em perigo e em munições, dando-se uma mãozinha, por outro lado, à indústria nacional da serapilheira. Como se sabe, na caça ao gambozino os caçadores não usam armas de fogo, mas sacos e chibatas, e gritam: - Piopardo ao saco!... 

Duelo à sombra
"Ainda nos havemos de rir disto", disse o duelista com bigode ao duelista sem suíças, e puxou o gatilho.

P.S. - Hoje, 9 de Julho, é Dia Mundial pelo Desarmamento.