O que verdadeiramente devia preocupar no lamentável episódio de Tancos é o prejuízo. O roubo das armas é um escândalo, coisa de terceiro-mundo, uma vergonha para Portugal. Deixámo-las ir de borla, como foi possível? Nos países de primeiro-mundo, praticantes das mais avançadas e inatacáveis técnicas de vigilância a paióis e paiolins, nunca semelhante poderia ter acontecido. Não. Esses países cinco-estrelas, que ficaram aparentemente tão alarmados com mais este lusofiasco, vendem as armas directamente aos terroristas, perseguem a mais-valia, e isso é que é boa política, isso é que está certo.
Não é nada, não é nada, mas, feitas as contas pelo então chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, "o valor do material roubado do paiol de Tancos ascendeu aos 34,4 mil euros". É dinheiro, dá quase para comprar um carro...
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