| Foto Hernâni Von Doellinger |
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sábado, 13 de junho de 2026
Estava à toa na vida
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sexta-feira, 12 de junho de 2026
O povo que não sabe onde é o céu
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sábado, 10 de maio de 2025
Senhor de Matosinhos 2025
sábado, 1 de fevereiro de 2025
A palavra apartir é como a palavra porcausa
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Há muita gente que não sabe como é que se escreve a palavra apartir. Exactamente, apartir. E é fácil. A palavra apartir escreve-se da mesma forma que as palavras asseguir e afeder. Tal como porcausa. A palavra porcausa escreve-se da mesma forma que as palavras porexemplo, poracaso e porfavor. Todas estas palavras obedecem ao mesmo princípio - o da ignorância.
P.S. - Hoje é Dia do Publicitário.
quarta-feira, 22 de maio de 2024
Farturas para sua excelência
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024
Foi-se embora o melro
| Foto Hernâni Von Doellinger |
A minha rua adoptiva, em Matosinhos-sur-Mer, é território de gatos e gaivotas. De umas pombas, vá lá, de uns pardejos lingrinhas e de uns cães abundantemente cagões e felizmente sem asas. Mas sobretudo, e historicamente, a minha rua é território de gatos e gaivotas, que vêm ao cheiro da comida que a minha vizinha lhes manda da varanda, besuntando de espinhas, patas de frango, gorduras várias e nojo extremo a estrada e o passeio mesmo por baixo do meu nariz. A minha vizinha foi quem chamou as gaivotas, mas entretanto enxota-as a baldes de água fria, porque, não sei se mudou de religião, agora só quer conversa com os gatos.
Ora bem: há mais de trinta anos que moro na minha rua e foram precisos mais de trinta anos para que me aparecesse na rua um melro. Sim, um melro efectivamente, e apresentava-se todas as manhãs. Melro cantor que dava gosto, e lambão benza-o Deus, também ia à marmita dos gatos da vizinha, até que um dia.
Na minha rua passa bissextamente a procissão do Senhor de Matosinhos e naquela altura, isto é, no tempo do melro, estava aqui estabelecido, mesmo na porta ao lado, o Núcleo do Sporting, assiduamente visitado pelo então presidente Bruno de Carvalho, que também é um senhor, não desfazendo, e teve igualmente a sua cruz, ninguém pode dizer o contrário. Exigia-se portanto outro asseio.
Não sei se era para meter raiva aos sportinguistas locais ou se derivado a outro insondável motivo, a verdade é que o melro da minha rua, o meu melro, cantava sem parar o hino do FC Porto. E juro que não fui eu a ensiná-lo. Os melros, é o que têm, já nascem ensinados. Os melros e os macacos, há quem diga.
E eu, perante isto? Eu, que vim de Fafe habituado a melros com fartura, gostei muito que o estupor do melro tivesse dado com a minha rua adoptiva e com a frente da minha casa. Grande melro! Foi porreiro, porque assim já éramos dois. Mas quê? De repente o melro foi-se embora e Bruno de Carvalho também. Ao Bruno ainda o vejo de vez em quando a fazer figuras na televisão e leio-lhe os amores e os humores na imprensa cor-de-rosa, que é hoje em dia toda a comunicação social portuguesa. Ao outro melro é que nunca mais. Agora sou só eu.
P.S. - Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho, gestor, comentador desportivo, artista de televisão, dizem que DJ e ex-presidente do Sporting, faz hoje anos. Então, parabéns!
Ora bem: há mais de trinta anos que moro na minha rua e foram precisos mais de trinta anos para que me aparecesse na rua um melro. Sim, um melro efectivamente, e apresentava-se todas as manhãs. Melro cantor que dava gosto, e lambão benza-o Deus, também ia à marmita dos gatos da vizinha, até que um dia.
Na minha rua passa bissextamente a procissão do Senhor de Matosinhos e naquela altura, isto é, no tempo do melro, estava aqui estabelecido, mesmo na porta ao lado, o Núcleo do Sporting, assiduamente visitado pelo então presidente Bruno de Carvalho, que também é um senhor, não desfazendo, e teve igualmente a sua cruz, ninguém pode dizer o contrário. Exigia-se portanto outro asseio.
Não sei se era para meter raiva aos sportinguistas locais ou se derivado a outro insondável motivo, a verdade é que o melro da minha rua, o meu melro, cantava sem parar o hino do FC Porto. E juro que não fui eu a ensiná-lo. Os melros, é o que têm, já nascem ensinados. Os melros e os macacos, há quem diga.
E eu, perante isto? Eu, que vim de Fafe habituado a melros com fartura, gostei muito que o estupor do melro tivesse dado com a minha rua adoptiva e com a frente da minha casa. Grande melro! Foi porreiro, porque assim já éramos dois. Mas quê? De repente o melro foi-se embora e Bruno de Carvalho também. Ao Bruno ainda o vejo de vez em quando a fazer figuras na televisão e leio-lhe os amores e os humores na imprensa cor-de-rosa, que é hoje em dia toda a comunicação social portuguesa. Ao outro melro é que nunca mais. Agora sou só eu.
P.S. - Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho, gestor, comentador desportivo, artista de televisão, dizem que DJ e ex-presidente do Sporting, faz hoje anos. Então, parabéns!
sábado, 6 de janeiro de 2024
De fardas novas, vem o solidó
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terça-feira, 5 de dezembro de 2023
segunda-feira, 12 de junho de 2023
domingo, 11 de junho de 2023
sábado, 3 de junho de 2023
sexta-feira, 2 de junho de 2023
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023
quarta-feira, 8 de junho de 2022
A senhora de Matosinhos
| Foto Hernâni Von Doellinger |
As árvores da minha rua crescem muito. Crescem tanto, que os seus vigorosos ramos costumam dar no focinho aos turistas que por aqui passam nos autocarros descapotáveis de dois andares. E os turistas, é preciso que se note, viajam lamentavelmente sem capacete.
A Câmara de Matosinhos, que faz de conta que liga very much ao turismo e aos turistas, mais até do que aos próprios matosinhenses, não mexe uma palha para meter na ordem as árvores insolentes e mal agradecidas. E, para vergonha da abandonada vizinhança, os incautos visitantes continuam a ser diariamente seviciados mesmo à frente dos nossos indesmentíveis olhos, vergastada atrás de vergastada. Continuavam.
No passado domingo, a cada vez mais despovoada procissão do Senhor de Matosinhos desceu a minha rua, como quase todos os anos, mas este ano movimentando-se em suspeitíssimo ziguezague, exactamente para que o andor com a preciosa e imponente cruz de Bouças pudesse passar sem mais violência ou outras avarias por entre as irrequietas pernadas das árvores que crescem muito, e os pegantes à rasca e os irmãos da confraria com o credo na boca e até eu com o coração nas mãos a ver quando é que aquilo tudo caía de cangalhas...
Ora acontece que atrás da cruz e do pálio cerimonial caminhava elegantíssima, como manda a tradição, a senhora presidente da Câmara, isto é, Nossa Senhora de Todas as Procissões, acenando para as varandas festivas, ao lado do inefável vereador Fernando Rocha, que também não falha uma, no seu fatinho de ver a Deus e naquele passinho bem ensaiado de autoridade local.
Que se segue: como que por milagre, as árvores da minha rua que crescem muito estão sendo finalmente desbastadas. Agora mesmo. Os serviços camarários entraram em acção de mansinho logo na segunda-feira, ordens de cima, como quem não quer a coisa, e hoje já atacam de motosserra em punho - estão a ouvir? É. Desalapar o cu dos gabinetes e ver como é que corre, cá fora, a vida real, às vezes até poderia ser boa ideia. Nem que seja só para dar nas vistas...
domingo, 5 de junho de 2022
terça-feira, 3 de maio de 2022
quarta-feira, 28 de julho de 2021
quinta-feira, 24 de junho de 2021
domingo, 13 de junho de 2021
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