Mostrar mensagens com a etiqueta António José Seguro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta António José Seguro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

PS, o velho saco de gatos

António José Seguro desafiou Mário Centeno a explicar o salário de Hélder Rosalino no Banco de Portugal - 15 mil euros por mês, como consultor da administração. António José Seguro e Mário Centeno são socialistas e potenciais candidatos à Presidência da República. Hélder Rosalino, não, nem é socialista nem candidato à Presidência da República - que só paga, líquidos, menos de 6 mil euros por mês.
Quer-se dizer: Seguro, finalmente com pressa, para marcar posição, começa por atacar o seu camarada de partido, o que só lhe fica bem, no respeito pela longa tradição socialista. Sendo o PS o eterno saco de gatos que é, queimam-se todos uns aos outros, os melhores, e no fim atamancam um candidato da treta, pataqueiro, perdem naturalmente as eleições, e a culpa, já se sabe, é do povo, que é tolo e vai atrás dos outros.
Eu por acaso acho extraordinário que alguém, para além dele próprio, pense que, nos dias de hoje, António José Seguro é um bom candidato a eleições. Seguro, apesar do nome, e não lhe ponho em causa a honradez e o sentido de serviço, é realmente uma personalidade arrebatadora e empolgante, uma figura carismática e mobilizadora, entusiasmante - tanto que, juro e com o devido respeito, de cada vez que o vejo e ouço, faz-me sempre lembrar o Droopy, o cãozinho melancólico dos desenhos animados de Tex Avery, e ainda assim fica a perder.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

De cabelo encaracolado e atrasado como sempre

António José Seguro, que voltou ao cabelo encaracolado, exigiu ontem ao Governo explicações sobre a nomeação de Franquelim Alves para secretário de Estado do Não Sei Quê E Coisa E Tal. O Franquelim deve ser uma boa peça, era da panela do BPN mas mandou queimar essa parte do currículo. Homem praticamente sério, portanto, mais um artista do circo do Relvas.
Mas, palavra de honra, eu pensava que já sabia deste número desde anteontem, quando o deputado comunista Honório Novo denunciou o escândalo - sim, o escândalo. Durante estas mais de 24 horas, onde esteve o secretário-geral do PS? No cabeleireiro?

domingo, 18 de novembro de 2012

Ziguezagueador às sextas, repetitivo aos domingos

Luís Menezes, filho primogénito de Luís Filipe Menezes e vice-presidente da bancada do PSD na Assembleia da República, acusou António José Seguro de andar num "ziguezague permanente", criticando-o por mudar de posição sobre o memorando de ajuda externa todos os dias. Isto foi na sexta-feira.
Virgílio Macedo, deputado e presidente da distrital do PSD/Porto, acusou António José Seguro de ser "irresponsável" e criticou o "discurso demagógico e cansativamente repetitivo" do líder do PS. Isto foi hoje.
Seguro faz, portanto, o pleno: é um troca-tintas e toca sempre na mesma tecla. Ainda bem que o PSD fala assim afinadinho: senão, como é que nós íamos perceber? 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A falsa visita de Angela Merkel a Portugal

Primeiro: Angela Merkel não vem a Portugal. A Senhora Dona Angela visita Lisboa.
Segundo: Angela Merkel não visita Lisboa. Vai por lá andar cinco horas, sem sequer ir a Lisboa.
Terceiro: em cinco horas, Angela Merkel vai encontrar-se com Cavaco Silva em Belém, almoçar com Pedro Passos Coelho e Paulo Portas no Forte de São Julião da Barra, dá uma conferência de imprensa de meia hora e quatro perguntas, posa para a fotografia de família (família?) no Centro Cultural de Belém, onde também fala a empresários alemães e portugueses, e diz Marcelo que ainda poderá conceder uma palavrinha a António José Seguro.
Quarto: Marcelo Rebelo de Sousa, que não quer que se pense que já é menos do que Marques Mendes, preopina que o eventual passa-bem entre Merkel e o líder do PS apenas demonstraria que a chanceler alemã vem disposta a perceber o que se passa realmente em Portugal.
Quinto: em cinco horas? A falar com o Cavaco, com o Passos, com o Portas e eventualmente com o Tozé? A Merkel perceber o que se passa realmente em Portugal? Dentro do carro blindado e sem me perguntar nada a mim? O Professor é um pândego.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

E o PS é um deserto

Querem uma a sério? Mesmo a sério? Tomem lá esta: vamos todos juntos pensar no PS. No PS de António José Seguro. No PS que está atrás do líder ou que vem à frente falar por ele - e não é o caso de António Vitorino. Pensemos com muita força, a ver se o PS aparece. Já apareceu? Vê-se qualquer coisinha, não é?, mas não se percebe bem o quê. Então agora tentemos imaginar dois ministros credíveis no PS de Seguro, para o caso de ser preciso. Dois! Conseguiram encontrar? Eu também não.

Não sei se é por isso que Mário Soares diz: "Sou democrata e sei bem que não há democracia sem eleições. Mas há momentos em que as eleições não se justificam porque não resolverão nada e podem antes complicar muito a situação". Pois.

domingo, 2 de setembro de 2012

Dupond e Dupont

"O PS não está para mais austeridade", disse António José Seguro em Évora. "Temos dado sentido aos sacrifícios", acrescentou Pedro Passos Coelho em Castelo de Vide. Ora ainda bem que estão os dois de acordo. O quê? Acham que não? Então esperem pelo Orçamento de Estado.

domingo, 6 de maio de 2012

Vê-se logo que não têm família

"Passos e Seguro escrevem a Hollande". Passos é Pedro Passos Coelho, o alegado primeiro-ministro de Portugal, e Seguro é António José Seguro, o desautorizado líder da oposição em Portugal. Hollande, embora seja um nome que dá para os dois lados, é François Hollande, o novo presidente da República francês. Mal se soube da desfeita esperada que os franciús acabavam de fazer ao Sarkozy mai-là sua, os nossos dois apressaram-se a epistolarem vassalagem (não sei quem ganhou) ao próximo inquilino do Eliseu. Estou informado de que é da etiqueta diplomática, mas vê-se logo que não têm mais ninguém a quem escrever. E aos que cuidam que isto agora vai melhorar com Hollande, só peço que se lembrem de José Sócrates, que está lá fora a lutar pela vida e também era socialista. Alegadamente.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Professor

Por causa da bola, cheguei tarde à missinha de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, mas ainda a tempo de o ouvir dizer: "Nunca se percebe o que ele pensa. É assim uma espécie de espuma dos dias. Uma espécie de suflé". A minha mulher explicou-me que Marcelo estava a falar de António José Seguro. E faz todo o sentido. Mas palavra de honra que, por momentos, eu pensei que o Professor estivesse a fazer autocrítica.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A "táctica Paulo Futre"

Jogada de mestre, ontem, a de António José Seguro. Farto de falar para o boneco, cansado de ser ignorado pelo País em geral e pelos portugueses em particular, o líder do PS resolveu finalmente deitar mão à arma que tem mais ao pé para ultrapassar a sua congénita invisibilidade: convocar uma conferência de imprensa e fazer figura de urso. Concentradíssimo no seu discurso, com papel e tudo, Seguro conseguiu embrulhar-se brilhantemente em gafes e contradições, umas atrás das outras, inaugurando em Portugal o uso da versão política da já famosa "táctica Paulo Futre". O resultado da esperta iniciativa? Um sucesso! Hoje não se fala de outra coisa.
Aparentemente de língua enrodilhada, António José Seguro "acusou" o Governo de Passos Coelho de total ausência de insensibilidade social e de exigir sacrifícios a quem mais tem e a quem mais ganha. Quê? Não faz sentido? Faz, sim senhor: estas é-assim-mas-ao-contrário são artimanhas que Seguro astutamente engendrou para focar as pessoas na proposta socialista, que lá meteu pelo meio, de uma taxa extra de 3,5 por cento sobre as empresas com lucros anuais acima dos dois milhões de euros.
É de génio! Quem assim mete os pés pelas mãos só pode ser de propósito. Não descortino razões sólidas para pensar de outra maneira. Só se forem razões líquidas. E então o melhor é o PS mudar as suas conferências de imprensa para de manhã.