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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

A revolta dos ratos

Reescrevendo a história
Passou o João Ratão e disse: - Ó Laurindinha, vem à janela!...

Revoltaram-se os ratos. E pudera. Sistematicamente acusados de serem os primeiros a abandonar o navio, atropelando mulheres e crianças, apontados como sinónimo de cobarde, ladrão, manhoso ou vigarista, introduzidos à força em trocadilhos idiotas e em provérbios e ditos amiúde populares, estavam fartos de levar e calar. Os ratos e inclusive as ratas, muito mais doridas e por maioria de razão.
Revoltaram-se portanto os ratos. Organizaram-se. Chegada a horinha, meteram-se na fila, esperaram pela vez respectiva, marcaram o ponto e abandonaram ordeiramente o navio. Foram os últimos a sair. E apagaram a luz. Já em terra firme, os ratos dirigiram-se sem mais delongas à montanha que os pariu e roeram a rolha da garrafa do rei da Rússia. Todos, menos o Alcides, que era um rato de biblioteca e foi para o Café Avenida beber um dedal de rum e ler com todos os vagares "A Saga/Fuga de J.B.", de Gonzalo Torrente Ballester.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia da Biblioteca Escolar.)

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Penteando macacos

Mandaram-no pentear macacos e ele foi. Começou por baixo, evidentemente, mas já é cabeleireiro-chefe em Gibraltar.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial do Careca.)

domingo, 4 de outubro de 2026

Soba! Soba! Soba!

Sete cães a um osso
"Os cães passam e a caravana ladra", dizia sempre que os via. Realmente, estava farto de políticos e de campanhas eleitorais

Nunca se deve fazer isso: assobar os cães. Para além de estúpido, é perigoso. Mas fazia-se, e muito. Sou testemunha. Em Fafe, portanto no Baixo Minho interior, e pelo menos também em Trás-os-Montes, segundo li e faz sentido, as pessoas tinham essa mania tola de assobarem os cães. Em Fafe, aliás, assobava-se bastante. - Olha que eu assobo-te o cão! Era um aviso, uma ameaça. Uma burrice. Assobar, verbo regional, oralizado, rústico, antigo e actual, queria e quer dizer provocar uma briga, uma bulha, uma luta, um ataque entre cães, ou então lançá-los contra humanos, eventuais invasores de propriedade, dissidentes de café ou apenas vizinhos de quem não se gosta.
Assobar é, evidentemente, o mesmo que açular, isto é, estimular, instigar, provocar, acirrar, incitar, irritar, atiçar, estimular, excitar, enraivar, mandar morder ou atacar. E como é que isso se fazia? Como é que isso, se calhar, ainda se faz? Colocando os cães frente a frente, focinho contra focinho, ou ao pé das pernas do homem-alvo, empurrando os animais, chibatando-os, apontando ao "inimigo" e gritando a palava de ordem "Soba! Soba! Soba!", que havia de significar "Ataca! Ataca! Ataca!", e terá sido assim que a coisa começou, de soba para assobar ou vice-versa, sei lá, estabelecendo-se enfim na gramática do povo.
E é curioso, isto do falar dos velhos. Os cães, eu já os tinha metido no "Torna! Torna! Torna!", não sei se vos lembrais, e agora, por maioria de razão e direito próprio, entram neste "Soba! Soba! Soba!". Pois é. Como dizia o saudoso Eduardo Guerra Carneiro e eu não me canso de repetir à minha mulher: isto anda tudo ligado.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial do Animal e Dia do Médico Veterinário. E Dia de São Francisco de Assis. E começa a Semana Mundial do Espaço.)

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

De que riem os portugueses?

O humorista brasileiro Juca Chaves costumava contar mais ou menos assim, pondo as palavras na boca do guia do jardim zoológico: "E aqui temos a hiena. A hiena, que é um animal que ri muito. Alimenta-se das fezes dos outros animais e tem relações sexuais com a sua fêmea apenas uma vez por ano". "Mas, se come merda e só fode uma vez por ano, ri de quê?", pergunta o visitante. 

P.S. - Hoje é Dia Mundial do Sorriso.

Animais de quinta 2

Hoje é Dia Mundial dos Animais de Quinta. E está mal, como toda a gente sabe. Isso era ontem. Hoje devia ser Dia Mundial dos Animais de Sexta.

P.S. - Hoje é Dia Mundial dos Animais de Quinta.

Animais de quinta 1

O azar dos animais de quinta são os outros dias da semana.

P.S. - Hoje é Dia Mundial dos Animais de Quinta.

sábado, 19 de setembro de 2026

À escolha

Hoje é Dia do Panda Vermelho. Amanhã poderá ser, quem sabe, Dia do Clio Azul.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia do Panda Vermelho.)

sábado, 5 de setembro de 2026

A invasão das pegas

Em extinção? Era bom!
O abutre também tem o seu dia internacional, que é em Setembro. E quem diz abutre, diz usurário, agiota, especulador, onzeneiro, ganancioso, interesseiro, avarento, agarrado, mesquinho, somítico, explorador, aproveitador, intrujão, chupista. Quem fala em risco de extinção do abutre, certamente não conhece Portugal...

Lembro-me muito bem. Pegas, se as queria ver, tinha de ir à aldeia, ao campo. Via-as às vezes, uma ou duas, três, sem abusos, nas minhas férias de Verão com a Bó de Basto, em Passos, Cabeceiras, e, mais raramente ainda, nas bouças de São Gemil e Cavadas, em Fafe, durante o resto do ano. As pegas, antigamente, eram uma raridade para a vista.
Não sei o que é que aconteceu entretanto, mas hoje em dia as pegas estão em todo o lado, às centenas, e se calhar aos milhares, não estou é para as contar. Decerto derivado ao Parque da Cidade do Porto, o bendito Parque da Cidade do Porto, as pegas instalaram-se de armas e bagagens em todas as redondezas da Invicta e particularmente na beira-mar de Matosinhos que lhe fica mesmo ao lado. A minha rua está agora constantemente cheia de pegas, e eu por acaso gosto de vê-las e até, em dias mais bem dispostos, de ouvi-las, mas não as procuro, nem é preciso.
É realmente uma invasão. A invasão das pegas. Mas também de melros, há que dizê-lo em abono da verdade, e ultimamente de papagaios, que andam por aí aos bandos, desorientados e barulhentos, num falatório que só visto. Pegas, melros e papagaios. Não sei o que é que se passa com o mundo.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Internacional do Abutre.)

domingo, 16 de agosto de 2026

Et al.

Foto Hernâni Von Doellinger

Não me descartes, não me aristóteles, não me sócrates, não me parménides, não me pitágoras, não me diógenes, não me tales de mileto e assim sucessivamente...

P.S. - Hoje é Dia do Filósofo. No Brasil. Em Portugal não há. E também é Dia de Contar Uma Piada.

sábado, 15 de agosto de 2026

Animais de tiro... e queda

O peito às balas
Um dia ele resolveu dar o peito às balas. Que descanse em paz.

Animal ou besta de tiro: animal que puxa um carro, na definição simplificadora do dicionário. Ou, desenvolvendo um bocadinho, animal utilizado como tracção para o transporte de pessoas e mercadorias, aparelhos agrícolas como, por exemplo, o arado, ou como motor de noras e moinhos. Chamam-se em Espanha moinhos de sangue.
Os principais animais de tiro são os cavalos, as mulas e os burros, os bois e as vacas, os ónagros, os camelos e dromedários, os iaques, os búfalos de água, os lamas, os alces e as renas do Pai Natal, os elefantes, as avestruzes e... os cães. Os cães: que antigamente tiravam só praticamente no Alasca e para o cinema, e agora, no Parque da Cidade, também puxam por jovens ciclistas e skaters radicais e manifestamente preguiçosos.

Outros animais de tiro, mas por diversa razão, são, aqui que ninguém nos ouve: o coelho-bravo, a lebre, a raposa e o saca-rabos; a perdiz-vermelha, o faisão, o pombo-da-rocha, o gaio, a pega-rabuda e a gralha-preta; o pato-real, a frisada, a marrequinha, o pato-trombeteiro, o marreco, o arrabio, a piadeira, o zarro-comum, a negrinha, a galinha-d'água, o galeirão, a tarambola-dourada, a galinhola, a rola-comum, a rola-turca, a codorniz, o pombo-bravo, o pombo torcaz, o tordo-zornal, o tordo-comum, o tordo-ruivo, a tordeia, o estorninho-malhado, a narceja-comum e a narceja-galega; o javali, o gamo, o veado, o corço e o muflão. Em Fafe, também, por princípio ou mera distracção, sinais de trânsito e placas indicativas de localidades.
Para não saberem que vão morrer, a estes animais de tiro chamam-lhes espécies cinegéticas. É preciso que se note que o melro saiu da lista dos abatíveis em 2011, por ordem de Daniel Campelo, o do queijo, então secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural. Uma medida que seguramente marcou um extraordinário mandato, posto que breve.

Já os caracóis são obviamente animais de tiro porque puxam pela própria casa, andam com a rulote às costas (o que não acontece com as primas lesmas, essas viscosas sem-abrigo e nudistas descaradas), mas, pelos vistos, gostavam de ser ainda mais. Em 2015, uma campanha em nome destes simpáticos moluscos gastrópodes terrestres foi lançada pelos seus representantes legais, uma rapaziada bem disposta que sobretudo não quer que eles, os caracóis, sejam cozidos vivos. Seria, portanto, de lhes enfiar um balázio na cabeça, aos caracóis como aos garranos que invadem estradas, e, então sim, metê-los na panela. Aos caracóis.
Com a coitada da lagosta é que ninguém se importa. Se calhar por ela ser podre de rica e pelar-se por uma sauna bem suada. Invejosos de merda...

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Internacional do Animal Abandonado.)

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Se um elefante

Celebra-se hoje o Dia Mundial do Elefante. Pegue no seu, tire-o da sala, faça-o sair de casa, leve-o a apanhar ar, a dar um passeio, a ver as montras. O dia é dele, caramba! Deixe-o entrar numa loja de porcelanas. Os elefantes adoram.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Hoje é Dia Mundial do Elefante.)

Adopte um e leve dois

Ouça lá! Porque é que não adopta um elefante? Eles andam aí pelos cantos, coitadinhos, depois de terem sido despedidos do circo derivado ao politicamente correcto, modernidades. São desempregados, pobres, abandonados, sujos, aleijados, excluídos, maltratados, elefantes. E agora ninguém lhes pega, por causa da má publicidade: diz que incomodam muita gente. Homessa, Cavaco Silva também, e, mais, não falta quem ande com ele ao colo! Vá lá, hoje é o dia certo, adopte um elefante, ou, olhe, melhor ainda, adopte um casal de elefantes e sinta-se bem a respeito da sua excelente pessoa, é só uma questão de organizar o espaço em casa. E os elefantes ainda hão-se ser moda...

P.S. - Hoje é Dia Mundial do Elefante.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

O homem e o cão (e vice-versa)

O melhor amigo do cão
Havia um cão que tinha um dono muito bem mandado. Um dono obediente, brincalhão, carinhoso, esperto - só lhe faltava ladrar.

Todas as manhãs o homem e o cão passeiam pela praia, naquela incerta linha de sobe e desce onde o mar enrola na areia e acaba Portugal. Par pândego, havíeis de ver. O homem atira a velha bola de ténis e o cão, dez-réis de cão, rasteirinho e de raça incerta, corre e salta, como uma bala, como uma mola, abocanhando-a, à bola gasta e sebenta, ainda no ar. Cão danado para a brincadeira. E habilidoso. "Bem, muito bem, espectáculo!", diz o homem. E o cão regressa e larga a bola, e corre e salta à volta do homem, e ladra no verdadeiro ladrar que não morde, e abana o rabo, abana, que quer dizer "Obrigado, estou muito contente, mais, quero mais!...", e põe a língua de fora, que quer dizer "Ainda havemos de fazer isto mas ao contrário".
Um quadro enternecedor. Homem e cão, numa simbiose perfeita. O amigo dos animais e o melhor amigo do homem. Fossem eles polícias, o homem e o cão da bola de ténis, matinais frequentadores de oceanos, e estaríamos na presença de um binómio exemplar e definitivo. Decerto já vistes nas notícias: binómio é um polícia e um cão que são colegas de trabalho. Já um carteiro e um cão, se coincidirem, são um perónio. Um perónio partido e o fundilho das calças esgaçado.

(Lembro-me agora. Aquilo de passear o canídeo à beira-mar, eu bem o tentara em Fafe, nos meus vinte anos, com o Buck, o nosso cão na Rua do Assento. A beira-mar que tínhamos mesmo à mão, e por acaso bem jeitosa, se não fossem as silvas e outro restolho jurássico, eram as bordas do rio de Pardelhas, quando levava água, mas o Buck nunca me deu hipótese. O cão era quase do meu tamanho, muito mais forte do que eu e completamente dono do seu nariz. Saímos apenas uma vez. No seu habitat natural, o Buck, um enorme pastor alemão abastardado, era manso para as pessoas de dentro e particularmente amável com as crianças. Sim, era lerdinho, porém destrambelhado. Gostava muito de brincar com gatos e galinhas, às vezes matava dois ou três frangos, mas era sem querer, diga-se em abono da verdade, fruto da loucura do momento, no descontrolo e afã da brincadeira. Íamos então passear, eu e o cão. A coleira do Buck parecia a soga de um boi. Coloquei-lhe a poderosíssima trela, feita por encomenda e medida, própria para bisontes e elefantes, custou uma fortuna, dei-lhe calmamente a primazia, pus o pé fora de porta, todo lampeiro, e, como um raio ou talvez uma enorme marretada, num safanão sem preliminares nem precedentes, fui imediatamente arrastado de cangalhas para o empedrado, levantei-me como e quando pude, sempre de zorra, o Buck galopava a seu bel-prazer, sem parar sequer para cheirar ou alçar a perna, e eu atrás, agarrado à trela como quem se agarra à vida, aos solavancos, aos repelões, aos trambolhões, contra esquinas, árvores de pequeno e médio porte, tabuletas de trânsito e demais mobiliário urbano, o caralho do cão andou a exibir-me e a enxovalhar-me por onde lhe apeteceu, a vila inteira à janela a rir-se de mim, a fazer pouco do moço tolo, o filho da viúva da Bomba que andou para padre, tornei a casa feito num oito, num cristo, quando sua excelência achou que já chegava, e portanto nunca mais.)

Todas as manhãs, dizia, tornando à praia atlântica. Eu também por ali ando comigo pela trela e por isso é que sei o que estava a contar, mas ninguém me atira a bola, e antes assim. Ontem desatei a rir com o raio do cão, que realmente tem jeito, parece do circo o lingrinhas, um autêntico brinca-na-areia. Entre uma acrobacia e outra, o cão tendia a enfiar-se na água, coisa de cão certamente, e o homem dizia "Sai daí, Rex, anda cá, Rex, já vais levar, Rex!...", nem de propósito Rex, eu seja cão se estou a inventar. O cão chamava-se mesmo Rex, como o cão actor, o cão artista da televisão, e, sem terem nada a ver um como o outro, por acaso até vinha a propósito. O homem, que tomara nota do meu riso, decidiu pôr-me ao corrente, quisesse eu ou não: "É todos os dias isto, a mesma merda, ele gosta, o filhadaputa do cão mete-se no mar e eu depois é que me fodo a dar-lhe banho, secar e escovar, olha, lá vai ele outra vez, ó corno!, ó boi!, não adianta, fode-me sempre..."

O cão resolveu apanhar a última, mas sem boca. Estava-se a armar para mim, eu dei fé, creio que lhe percebi até um certo piscar de olho. Dominou a bola com o peito e, sem deixar cair, rematou em grande estilo e foi golo, palavra de honra que foi golo. Depois colocou o açaime ao homem e levou-o para casa.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia de Brincar na Areia.)

domingo, 9 de agosto de 2026

Unicórnios e gazelas

"Existem 1.203 "empresas gazela" em Portugal, 85 das quais no distrito de Braga. Este tipo de empresa, assim designada, cria mais de 10 empregos nos primeiros cinco anos de atividade, representando um "elevado crescimento económico" para os padrões nacionais" - li uma vez no jornal O Minho. Empresas gazela, que nome catita. Gazela. Para abater mais adiante...

P.S. - Hoje é Dia Internacional do Coworking.

sábado, 8 de agosto de 2026

O saco de gatos

Fábula em 99 caracteres (com espaços)
No tempo em que os animais falavam, o cão disse: ão, ão, ão. E o gato perguntou: és gago ou quê?...

Em Fafe, no meu tempo, as pessoas gostavam muito de animais, como por exemplo gatos. Quase todos os lares tinham o seu gato ou a sua gata de companhia, principalmente derivado aos ratos, que também eram muitos e caseiros, mas recebiam visitas. Evidentemente estou a falar da parte de Fafe que me diz respeito e conheço, Fafe dos pobres. Ora, havendo gatos e gatas, havia também ninhadas, porque as coisas são como são e até os bichinhos gostam. Mas alimentar um ou dois gatos, mesmo com sobras, é uma coisa, outra coisa é sustentar uma família inteira de tarecos, ainda por cima largam pêlo como o caralho e nos primeiros tempos, antes de levarem naquele focinho para aprenderem, coitadinhos, cagam e mijam em todo o lado sem respeito nenhum. Que se segue? As pessoas gostavam muito de animais e pegavam na ninhada, deixavam um gatito de reserva, o mais bonito e esperto, e enfiavam os outros todos numa saca de sarapilheira bem fechada e bem atada a uma pedra bem pesada e pegavam na pedra, na saca e nos gatos e atiravam tudo ao rio, que eram vários mas lingrinhas. Não sei se Fafe conserva esta bonita tradição. E quem diz Fafe, diz Portugal regra geral.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial do Gato.)

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Como as cobras

Era mau como as cobras. E como as moscas tsé-tsé e como os cães domésticos e como os escorpiões e como os crocodilos e como os hipopótamos e como os elefantes e como os tigres e como os leões. Era realmente do piorio.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Internacional do Tigre.)

O domador

Era um desembaraçado domador de camarões-tigres. Até os comia...

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Internacional do Tigre.)

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Como as cobras

Ele era mau como as cobras. E como as moscas tsé-tsé e como os cães e como os escorpiões e como os crocodilos e como os hipopótamos e como os elefantes e como os tigres e como os leões. Era realmente do piorio.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial da Cobra.)

Cobras e lagartos

Ele dizia cobras e lagartos. E dizia sanguessugas e borboletas e gaivotas e cangurus e macacos e sardinhas assadas com salada de pimentos vermelhos, nomeadamente. Enfim, dizia o que lhe apetecia...

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial da Cobra.)

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Cada macaco no seu galho

"Em que ramo é que trabalhas?", perguntaram-lhe. E o macaco respondeu: "No de baixo, derivado às vertigens..."

P.S. - Hoje é Dia Mundial da Prevenção de Quedas.