Mostrar mensagens com a etiqueta Dia Mundial do Sorriso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dia Mundial do Sorriso. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

De que riem os portugueses?

O humorista brasileiro Juca Chaves costumava contar mais ou menos assim, pondo as palavras na boca do guia do jardim zoológico: "E aqui temos a hiena. A hiena, que é um animal que ri muito. Alimenta-se das fezes dos outros animais e tem relações sexuais com a sua fêmea apenas uma vez por ano". "Mas, se come merda e só fode uma vez por ano, ri de quê?", pergunta o visitante. 

P.S. - Hoje é Dia Mundial do Sorriso.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

O arrancador de sorrisos

Do que ele gostava mesmo era de arrancar sorrisos às pessoas. Isso, arrancar sorrisos. Nesse sentido, ele era um vigoroso dentista e um homem realizado. O seu secreto lema de vida: - Ide-vos rir prò caralho!...

P.S. - Hoje é Dia Mundial do Dentista. E amanhã é Dia Mundial do Sorriso.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Sorrio-me por tudo e por nada

Gosto das escorregadelas em casca de banana. É humor de casca-grossa. Mas prefiro os trambolhões em pele de cereja - piada fina. A vida é uma comédia e há quem não saiba... 

quarta-feira, 28 de abril de 2021

O cara de selfie

No metro, direcção Senhor de Matosinhos-Fânzeres. Entro na estação Matosinhos Sul e o rapaz também. A carruagem está a rebentar pelas costuras, arranjo lugar sentado porque sou velho e momentaneamente aleijadinho, o rapaz fica de pé, encostado à porta. O rapaz, mais perto dos vinte do que dos quinze, vai ao bolso e saca do telemóvel (deve ter outro nome o aparelho, mas para mim é um telemóvel e já digo muito). Saca do telemóvel, dizia, eleva-o na mão direita bem acima da cabeça, aponta-o para a dita e, como se estivesse sozinho a fazer caretas ao espelho da casa de banho, veste de repente um sorriso de plástico que por acaso até lhe fica bastante mal, olha para o telemóvel, dispara, suponho, e volta à cara normal, como se não fosse nada. Um lado está resolvido. Agora o outro: o rapaz continua com o telemóvel na mão direita bem acima da cabeça, que revira para a esquerda num lamentável trejeito artístico, e, como se estivesse sozinho a fazer caretas ao espelho da casa de banho, veste outra vez e de repente um sorriso de plástico que por acaso até lhe fica bastante mal, olha para o telemóvel, dispara, suponho, e volta à cara normal, como se nada fosse. Feito extraordinário, de que tomo nota: o sorriso do rapaz é o exactamente o mesmo das duas vezes, o mesmíssimo, decalcado, sem tirar nem pôr, o mesmo sorriso da cara para fora, oco, palermóide, nanométrica réplica mimética um do outro, o mais profundo sorriso de cara de cu à paisana - posso garantir eu, que sei muito de sorrisos.
Penso então ali, respeitosamente: há que dar valor ao rapaz - para se atingir semelhante grau de perfeição, isto é preciso muito treino, muito ano, muita selfie!..

O rapaz saiu no Parque de Real, duas paragens acima, viagem de três minutos. Serviço feito, ala para casa, que se faz tarde! Nem tive tempo de lhe dar os parabéns.

P.S. - Publicado originalmente no dia 13 de Outubro de 2016. Hoje, 28 de Abril, é Dia Mundial do Sorriso. Que há quem diga que é na primeira sexta-feira de Outubro.

Sorrio-me por tudo e por nada

Gosto das escorregadelas em casca de banana. É humor de casca-grossa. Mas prefiro os trambolhões em pele de cereja - piada fina. A vida é uma comédia e há quem não saiba...

O homem-rã

O homem-rã apareceu à tona em câmara lenta e saiu do lago com toda a calma, perante o evidente embaraço do casal de cisnes que porteira o condomínio. Vestia um blusão de cabedal que dizia nas costas batalhão de sapadores bombeiros, bsb, passou por um bando de turistas japoneses acabadíssimos de descarregar no novo terminal de cruzeiros, sorriu para os flashes e continuou naquele andar cómico até ao bar do parque da cidade. Entrou no bar, saltou para cima de um banco, depois saltou para cima do balcão e mandou vir, com uma nota de cinco na mãozinha verde: - Coach!, coach!

terça-feira, 28 de abril de 2020

Um gesto nobre, um sorriso nobel

Uma vez estive à beira de um Prémio Nobel da Paz. Digo à beira, como se diz na minha terra, e quero dizer mesmo ao lado, ao pé, como se diz em Lisboa, quase ombro com ombro: eu e o bispo Ximenes Belo por acaso acamaradados na loja do Adão Oculista da portuense Rua de Santa Catarina. Conhecíamo-nos por telefone e (meu) dever de ofício, mas o bispo não sabia e eu, ainda que pareça o contrário, sou envergonhado para meter conversa. Hora de ponta, casa cheia. O bispo famoso à paisana. As pessoas também. Os funcionários não. As pessoas pediam "faça favor, senhor bispo, passe à minha frente", os funcionários pediam "faça o favor, senhor bispo, é só para levantar, não é?", mas o bispo, num sorriso bondoso, desarmante, dizia naquela voz de anjo, se os anjos tiverem voz, uma vez que não têm sexo, "não, muito obrigado, muito obrigado, eu espero pela minha vez." E esperou. Esperou. Sempre sorrindo.
Naquela loja passavam-se realmente coisas espantosas. Outra maré, há anos, uma senhora, via-se que pobre, posto que asseada, notoriamente viúva, rodeada de filhos, todos pequenos, comprava uns óculos para o seu mais velhinho. Pediu, triste e envergonhada, mas honesta, se podia pagar em prestações, "prestações baixinhas". Foram chamar o dono do estabelecimento, o Senhor Adão Pinho, que se inteirou rapidamente do assunto e, sem grande conversa, nem prestações nem meias prestações, resolveu num estalar de dedos que a senhora levasse os óculos de graça, assim, e não se fala mais nisso. "Toma nota aí: já estão pagos!", disse à funcionária, e desapareceu no etéreo nada de onde tinha aparecido milagrosamente quando invocado. Tudo feito à meia-voz, por meias-palavras, de uma forma discreta, quase invisível, isto que não saia daqui, mas eu estava lá. E sorri.
Desde aquele dia passei a olhar o Senhor Adão com outros olhos, o que não admira, porque fui aumentando ou diminuindo as dioptrias, já não sei muito bem. Percebi então que Adão também era um anjo, embora essa parte não conste da Bíblia. Depois do gesto que o bom comerciante teve para com aquela pobre mulher, se me dissessem que o Adão Oculista, para além das suas lojas, era bombeiro voluntário, dador de sangue, irmão da Misericórdia, visitador de prisões, ajudador hospitalar, cuidador gracioso de doentes e idosos, servita não remunerado no Santuário de Fátima, sócio do FC Porto e que à noite andava pelas ruas da cidade a distribuir medicamentos, roupa e comida aos sem-abrigo - palavra de honra, eu acreditava. E acredito.
Não me levo muito a sério nem me tenho em grande conta. Sorrio-me de mim. Sou imodesto acerca de muito poucas coisas a meu respeito, porventura apenas de uma: julgo que hoje sou uma pessoa melhor do que era aqui há dez ou quinze anos. E antes, não desfazendo, era uma boa besta. Nunca serei um anjo, como aparentemente Ximenes Belo e Adão Pinho, mas, a verdade é esta, aos dois devo, entre outros poucos, as minhas melhoras.

Evidentemente estive várias vezes à beira de um quase Nobel, mas isso já é encomenda pataqueira. Lembram-se de José Manuel Durão Barroso, o multinacional lobista que foi primeiro-ministro de Portugal e presidente da União Europeia? Pois bem: Ramos-Horta (co-Nobel com Dom Ximenes em 1996) lançou a candidatura de Durão Barroso ao Prémio Nobel da Paz de 2008. Quatro anos depois, o prémio foi atribuído à União Europeia. Quer-se dizer: só faltou um bocadinho.

P.S. - Publicado originalmente no passado dia 3 de Fevereiro. Hoje, 28 de Abril, é Dia Mundial do Sorriso, que há quem remeta para a primeira sexta-feira de Outubro.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

De que riem os Portugueses?

Diz que ontem foi o Dia Mundial do Sorriso. O humorista brasileiro Juca Chaves costuma contar mais ou menos assim, pondo as palavras na boca do guia do jardim zoológico: "E aqui temos a hiena. A hiena, que é um animal que ri muito. Alimenta-se das fezes dos outros animais e tem relações sexuais com a sua fêmea apenas uma vez por ano". "Mas, se come merda e só fode uma vez por ano, ri de quê?", pergunta o visitante.