"Visto de fora, Portugal é moderadamente corrupto", disse uma vez um jornal de referência. Mas visto por dentro está podre, digo eu, logo eu que por acaso até simpatizei com o advérbio de modo escolhido - moderadamente. Quer-se dizer: para quem nos vê ao longe, ou vê mal, somos um país de razoáveis vigaristas, uma pátria de trafulhas assim-assim, uma nação de recatados tratantes. Até é amoroso, não é?...
P.S. - Hoje é Dia Internacional Contra a Corrupção.
Mostrar mensagens com a etiqueta corruptos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta corruptos. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
quinta-feira, 20 de junho de 2024
Foge, Isaltino, foge!
A questão é: Isaltino foge ou não foge? Eu acho que foge e tomara que fuja. Só se for parvo é que Isaltino não foge. E Isaltino é muitas coisas (que, apesar de provadas em tribunal, eu não vou dizer), mas parvo é que não é. Antes pelo contrário. Para mim, Isaltino é um pirata, o pirata Isaltino que abocanhou quanto pôde enquanto pôde e agora tem um tesouro escondido num país que ninguém sabe, como, por exemplo, a Suíça. E pirata que se preze não se entrega. Vai mas é gozar a massa.
Se Isaltino fosse para a cadeia, cadeia a sério, os outros piratas todos iam fazer pouco dele, sobretudo dois: o pirata Alberto João e o pirata Vale e Azevedo, cada qual na sua ilha de piratas privativa. Gargalhariam, no intervalo de mais uma caneca de rum, bebida por videoconferência: este gajo é mesmo parvo! Mas, repito, Isaltino não é parvo, é Morais.
Nos filmes americanos, mesmo antes do The End, gosto de ver os malandros diplomados, piratas de todos os feitios, já livres de perigo e refastelados ao sol, lambuzando-se com lagostas e gajas boas numa praia tropical mais conhecida do que os tremoços, mas que a justiça portuguesa, por não ter GPS, nunca sabe onde é que é. E penso: quem me dera ser pirata...
É o que eu estimo, do fundo do coração, ao nosso Isaltino, que não é menos do que os outros piratas só por ser um pirata português. Palavras para quê? Vai, Isaltino, vai, e não olhes para trás! Vai pela sombra e encontra a tua ilha ao sol. E deixa um milhãozito na conta deste teu sincero admirador, que não te faz diferença nenhuma e ficas aqui com um sobrinho para toda a vida.
Se Isaltino fosse para a cadeia, cadeia a sério, os outros piratas todos iam fazer pouco dele, sobretudo dois: o pirata Alberto João e o pirata Vale e Azevedo, cada qual na sua ilha de piratas privativa. Gargalhariam, no intervalo de mais uma caneca de rum, bebida por videoconferência: este gajo é mesmo parvo! Mas, repito, Isaltino não é parvo, é Morais.
Nos filmes americanos, mesmo antes do The End, gosto de ver os malandros diplomados, piratas de todos os feitios, já livres de perigo e refastelados ao sol, lambuzando-se com lagostas e gajas boas numa praia tropical mais conhecida do que os tremoços, mas que a justiça portuguesa, por não ter GPS, nunca sabe onde é que é. E penso: quem me dera ser pirata...
É o que eu estimo, do fundo do coração, ao nosso Isaltino, que não é menos do que os outros piratas só por ser um pirata português. Palavras para quê? Vai, Isaltino, vai, e não olhes para trás! Vai pela sombra e encontra a tua ilha ao sol. E deixa um milhãozito na conta deste teu sincero admirador, que não te faz diferença nenhuma e ficas aqui com um sobrinho para toda a vida.
P.S. - Não vos deixeis enganar. Este texto escrevi-o aqui no dia 13 de Outubro de 2011, já Isaltino e a Justiça brincavam às escondidas, muito entretidinhos, e a história continua. É, pelos vistos, uma história interminável...
terça-feira, 7 de novembro de 2023
Chove merda em Portugal
Já percebi tudo. O PS quer sair do Governo. O PS pretende perder as próximas eleições, e está a dar o seu melhor para que, se possível, sejam eleições antecipadas. O afã com que os socialistas exibem diariamente as suas mais íntimas imoralidades, umas atrás das outras, alardeando a impunidade e a arrogância das ditaduras, só pode ser isso. O PS não dá ponto sem nó. O PS está a fazer de propósito. Deseja passar a pasta. Este PS de António Costa faz trinta por uma linha para ser visto e julgado pelos portugueses como um bando de malfeitores, uma organização criminosa, uma família mafiosa. O PS exige ser despedido por indecente e má figura. E está no seu direito.
Escrevi o pensamento supra no passado dia 8 de Outubro de 2022, sob o título "O PS está farto do Governo". Mas a coisa não parou, nem pelo meu aviso. Tem sido pior, e ainda nem sei do escândalo de logo à noite. No Governo, levanta-se um pedra e sai de lá um corrupto, um videirinho, um trafulha, um omisso. Chove merda em Portugal, a cântaros, merda diluviana, mas o primeiro-ministro diz que é apenas um aguaceiro, passa já. Quando estiver com ela pelos queixos, sempre quero ver o que é que ele vai dizer...
Escrevi o pensamento supra no passado dia 8 de Outubro de 2022, sob o título "O PS está farto do Governo". Mas a coisa não parou, nem pelo meu aviso. Tem sido pior, e ainda nem sei do escândalo de logo à noite. No Governo, levanta-se um pedra e sai de lá um corrupto, um videirinho, um trafulha, um omisso. Chove merda em Portugal, a cântaros, merda diluviana, mas o primeiro-ministro diz que é apenas um aguaceiro, passa já. Quando estiver com ela pelos queixos, sempre quero ver o que é que ele vai dizer...
P.S. - Publiquei este texto aqui no Tarrenego! no dia 9 de Janeiro de 2023. Hoje é o lítio e o hidrogénio verde, mas podia ser outra coisa qualquer...
segunda-feira, 9 de janeiro de 2023
Chove merda em Portugal
Já percebi tudo. O PS quer sair do Governo. O PS pretende perder as próximas eleições, e está a dar o seu melhor para que, se possível, sejam eleições antecipadas. O afã com que os socialistas exibem diariamente as suas mais íntimas imoralidades, umas atrás das outras, alardeando a impunidade e a arrogância das ditaduras, só pode ser isso. O PS não dá ponto sem nó. O PS está a fazer de propósito. Deseja passar a pasta. Este PS de António Costa faz trinta por uma linha para ser visto e julgado pelos portugueses como um bando de malfeitores, uma organização criminosa, uma família mafiosa. O PS exige ser despedido por indecente e má figura. E está no seu direito.
Escrevi o pensamento supra no passado dia 8 de Outubro de 2022, sob o título "O PS está farto do Governo". Mas a coisa não parou, nem pelo meu aviso. Tem sido pior, e ainda nem sei do escândalo de logo à noite. No Governo, levanta-se um pedra e sai de lá um corrupto, um videirinho, um trafulha, um omisso. Chove merda em Portugal, a cântaros, merda diluviana, mas o primeiro-ministro diz que é apenas um aguaceiro, passa já. Quando estiver com ela pelos queixos, sempre quero ver o que é que ele vai dizer...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2021
Um país de razoáveis vigaristas
"Visto de fora, Portugal é moderadamente corrupto",
dizia o jornal de referência. Mas visto por dentro está podre, digo eu,
logo eu que até gostei do advérbio de modo escolhido - moderadamente.
Quer-se dizer: para quem nos vê ao longe, somos um país
de razoáveis
vigaristas, uma pátria de trafulhas assim-assim, uma nação de recatados
tratantes. Até é amoroso, não
é?...
P.S. - Hoje, 9 de Dezembro, é Dia Internacional Contra a Corrupção.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
Um país de filhos da mãe
Uma mão lava a outra
Uma mão lava a outra. E as duas lavam os pés. E lavam as pernas e os braços e os sovacos e a barriga e as costas e os tomates e ilhas adjacentes e o pescoço e as orelhas e a cara e o cabelo ou a careca. É. Uma mão lava a outra.
O
banqueiro corrupto e multimilionário ficou órfão aos 73 anos.
Disseram-lhe: "Quem não tem mãe não tem nada". Ligou logo para a Suíça.
Filho da mãe
Era filho da mãe todos os dias. Mas num dia em especial, uma vez por ano, fazia questão.
Mãe há só uma
Chamavam-lhe filho desta e daquela, filho de muitas mães. Ele defendia-se: - Mãe há só uma...
Era filho da mãe todos os dias. Mas num dia em especial, uma vez por ano, fazia questão.
Mãe há só uma
Chamavam-lhe filho desta e daquela, filho de muitas mães. Ele defendia-se: - Mãe há só uma...
É tudo um questão de perspectiva
"Visto de fora, Portugal é moderadamente corrupto", dizia o jornal de referência. Mas visto por dentro está podre, contrapunha Quitério, que, por outro lado, gostou muito da palavra escolhida - moderadamente. "Quer-se dizer - explicava -, para quem nos vê ao longe, somos um país de razoáveis vigaristas, uma pátria de trafulhas assim-assim. Até é amoroso, não é?..."
"Visto de fora, Portugal é moderadamente corrupto", dizia o jornal de referência. Mas visto por dentro está podre, contrapunha Quitério, que, por outro lado, gostou muito da palavra escolhida - moderadamente. "Quer-se dizer - explicava -, para quem nos vê ao longe, somos um país de razoáveis vigaristas, uma pátria de trafulhas assim-assim. Até é amoroso, não é?..."
Aldrabons e aldramaus
Por que razão medram tanto os aldrabões
em Portugal? Por que razão vamos a votos e damos a mama aos aldrabões,
de variada cor, e há mais de quarenta anos, como se por acaso acreditássemos
neles - nos aldrabões? Os aldrabões que antes e/ou depois estão nos
bancos, nas edepês, nas caixas, nas renes, nas cepês, nas referes, nas
misericórdias, nos metros, nos centímetros, nas construtoras, nas
destrutoras, nos superescritórios de advogados, nos supermercados de
escravos, nas fundações, nas afundações, nas jotas, nas motas, nas
assessorias, nas tias, nas televisões e nos jornais, no parlamento, na
moinice enfim, e têm do povo uma vaga ideia. Por que razão?
Andava com esta dúvida fisgada nem sei há que tempos, mas ontem tive a inesperada revelação, quase sem querer, ao ouvir um minhoto retinto a falar. O homem antigo falava de não sei quem e chamava-lhe aldrabom. Aldrabom. Os minhotos de cá de baixo falamos assim (e eu até tenho uma certa vaidade na nossa maneira de falar), trocamos o ão pelo om, daí a confusom, e se calhar acreditamo-nos: ora aí está um aldra que é bom, pensamos na melhor das intenções e caímos na esparrela. Porque aí é que a porca torce o rabo: eles não são aldrabons - são aldramaus.
Andava com esta dúvida fisgada nem sei há que tempos, mas ontem tive a inesperada revelação, quase sem querer, ao ouvir um minhoto retinto a falar. O homem antigo falava de não sei quem e chamava-lhe aldrabom. Aldrabom. Os minhotos de cá de baixo falamos assim (e eu até tenho uma certa vaidade na nossa maneira de falar), trocamos o ão pelo om, daí a confusom, e se calhar acreditamo-nos: ora aí está um aldra que é bom, pensamos na melhor das intenções e caímos na esparrela. Porque aí é que a porca torce o rabo: eles não são aldrabons - são aldramaus.
Ponto de honra
Licenciou-se. Fez três mestrados, uma pós-graduação, uma pós-produção e uma pós-tulação. Arranjou trabalho num call center. O pai, preocupava-o o pai: certamente desiludira o cota. O cota dizia-lhe que não: - Meu filho, qualquer emprego é bom e digno desde que seja honesto. Ainda que assaltes bancos ou roubes velhinhas, se o fizeres honestamente, serás sempre o meu orgulho.
Licenciou-se. Fez três mestrados, uma pós-graduação, uma pós-produção e uma pós-tulação. Arranjou trabalho num call center. O pai, preocupava-o o pai: certamente desiludira o cota. O cota dizia-lhe que não: - Meu filho, qualquer emprego é bom e digno desde que seja honesto. Ainda que assaltes bancos ou roubes velhinhas, se o fizeres honestamente, serás sempre o meu orgulho.
O Legislador
Acabam o curso de Direito e vão logo à televisão dizer que são juristas. Saltam para o Parlamento e intitulam-se legisladores. Todos juntos, metidos na mesma panela, são O Legislador - como tanto gostam de etiquetar-se. E nós estamos bem servidos...
Austeridade e corrupção
Quer-se dizer. No fundo, estamos todos lixados. Lá em cima é que não.
P.S. - Hoje, 9 de Dezembro, é Dia Internacional Contra a Corrupção.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Foge, Isaltino, foge!
Se Isaltino fosse para a cadeia, cadeia a sério, os outros piratas todos iam fazer pouco dele, sobretudo dois: o pirata Alberto João e o pirata Vale e Azevedo, cada qual na sua ilha de piratas privativa. Gargalhariam, no intervalo de mais uma caneca de rum, bebida por videoconferência: este gajo é mesmo parvo! Mas, repito, Isaltino não é parvo, é Morais.
Nos filmes americanos, mesmo antes do The End, gosto de ver os malandros diplomados, piratas de todos os feitios, já livres de perigo e refastelados ao sol, lambuzando-se com lagostas e gajas boas numa praia tropical mais conhecida do que os tremoços, mas que a justiça portuguesa, por não ter GPS, nunca sabe onde é que é. E penso: quem me dera ser pirata...
É o que eu estimo, do fundo do coração, ao nosso Isaltino, que não é menos do que os outros piratas só por ser um pirata português. Palavras para quê? Vai, Isaltino, vai, e não olhes para trás! Vai pela sombra e encontra a tua ilha ao sol. E deixa um milhãozito na conta deste teu sincero admirador, que não te faz diferença nenhuma e ficas aqui com um sobrinho para toda a vida.
Subscrever:
Mensagens (Atom)