quarta-feira, 24 de junho de 2026

Cada macaco no seu galho

"Em que ramo é que trabalhas?", perguntaram-lhe. E o macaco respondeu: "No de baixo, derivado às vertigens..."

P.S. - Dia Mundial da Prevenção de Quedas.

O cigano e o sapo

Havia aquele cigano, espírito de contradição, que só entrava em estabelecimentos que tivessem um sapo de louça a servir de porteiro.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Nacional do Cigano.)

Um bocado cigano

Sou um bocado cigano, confesso. Sempre que posso, e posso quase sempre, recuso-me a entrar em estabelecimentos que têm um sapo a guardar a porta. 

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Nacional do Cigano.)

terça-feira, 23 de junho de 2026

De régua e esquadro

Truque
Se o defesa-esquerdo for uma nódoa, lava-se com vinagre?...

Se eu mandasse ou sequer me perguntassem, comigo era assim: no futebol dos Jogos Olímpicos só valiam golos marcados de canto directo, e nem vou explicar porquê.
Uma vez eu vi um, fui testemunha, um golo olímpico a sério como requerem as devidas certidões, e foi de rir, obra-prima assinada pelo Palmeira, ele e o José Manuel emprestados pelo Braga à nossa AD Fafe, certamente na época de 1971/72, vem-me à cabeça que aquilo pode ter acontecido em Penafiel, mas tenho muitas dúvidas a esse respeito...

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Olímpico.)

Olha a triste viuvinha

Sem desculpa
Errar é próprio do homem. A mulher não tem desculpa! 

O homem da casa falecia, por esta ou por aquela razão, às vezes inadvertidamente mas geralmente por razão de força maior, e a família tinha logo uma carga de trabalhos, um rol de importantes e inadiáveis decisões a tomar, a primeira das quais era pegar na roupa toda da recém-viúva e mandá-la para a tinturaria, que, se não me engano, ficava ali ao lado do Foto Victor e da entrada para o Senhor Fernando Enfermeiro, junto aos Correios, na hoje muito justamente chamada Rua Dr. António Marques Mendes. A roupa ia para tingir de preto, a roupa e a vida da jovem viúva dali para a frente. Viúva em flagrante delito. Fafe tomava conhecimento e não perdoava. Também sabia ser cruel. Ser-se viúva era uma sentença automaticamente transitada em julgado, um castigo, provavelmente divino, para todos os efeitos. Viúva sem apelo nem agravo. Com penitência mas sem perdão. Doravante, proibida a cor, proibida a alegria, proibido o riso, proibido o sorriso. Sair de casa, apenas para a missa, ida pela volta, nem mais um minuto, encostada às paredes e de olhos no chão e bico calado. Atenção ao comprimento da saia, ao cabelo! Xaile, era preciso muito xaile. E lenço preto escondendo a cabeça, a cara. Os holofotes apontavam para a porta, tomando conta de entradas e saídas, a horas ou fora delas, que nem as havia. A mulher ficava marcada, vigiada, não lhe viesse de repente a tentação, o desejo. Quer-se dizer, era viúva e já não mulher. E começava por ficar pelo menos quinze dias metida na cama, tapada até ao nariz, sem rádio, sem televisão que não tinha e com as luzes sempre apagadas, sozinha, sozinha, sozinha, compulsivamente afastada dos próprios filhos, crianças, alimentada a canjas e venenosas recomendações das putas das vizinhas, onzeneiras, agoirentas e mal-fodidas, para se ir habituando ao resto da vida, como se tivesse acabado de parir o próprio destino. E esta merda toda, ainda por cima, porque o marido lhe morreu.

(Do meu blogue Mistérios de FafeHoje é Dia Internacional das Viúvas, lamento informar.)

segunda-feira, 22 de junho de 2026

domingo, 21 de junho de 2026

Pro Bono

Disseram-lhe que ia trabalhar pro bono e ele rebentou de alegria. "Sou fã n.º 1 dos U2", exultou, excitadíssimo.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Europeu da Música.)