quarta-feira, 20 de maio de 2026

Abelhas e vespas, a diferença

A diferença entre as abelhas e as vespas. As abelhas são insectos himenópteros, da família dos Apídeos, que vivem em enxames e produzem mel e cera. As vespas são lambretas ou, vá lá, motorizadas para senhoras, desculpai-me a expressão...
E depois há as vespas asiáticas. As vespas asiáticas, diga-se em abono da verdade, são principalmente Honda, Yamaha e Suzuki. Mas também Zongshen, Lml, Lifan, Generic, Kinroad, Jincheng, Znen, Masaï, Keeway, Baotian, Sym, Pgo, Kymco e TNT. Isto apenas por exemplo. E são realmente uma praga.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. A Vespa fez 80 anos há coisa de um mês. Foi no dia 23 de Abril de 1946 que Enrico Piaggio registou a patente de sua criação mais famosa e verdadeiro ex-líbris da marca Piaggio. Hoje é Dia Mundial das Abelhas.)

O araújo no olho

Pontos de vista
Apareceram-lhe uns pontos de vista um bocado esquisitos. Da noite para o dia. E ele assustou-se. Pelo sim e pelo não, foi ao oftalmologista.

Ter um araújo no olho é uma daquelas expressões pândegas que vieram comigo de Fafe, e nem vou dizer que ela seja apenas nossa, exclusiva, mas que terá sido parida cá por estas bandas, isso já sou capaz de arriscar. Araújo é sobrenome galego e português de origem nobre medieval, também possível de encontrar escrito como Araujo ou Araúxo, mas serve igualmente de topónimo e nem é preciso ir mais longe, basta dar um salto aqui ao lado, ao antigo apeadeiro de Araújo, actual estação do Metro do Porto, em Leça do Balio.
Araújo, nome de pessoa e de sítio, está visto, mas também, há quem diga, denominação de uma variante da árvore araúja. Para nós, porém, os fafenses velhos e irredutíveis, araújo é partícula que entra no olho acidentalmente, grão de pó, minúscula maravalha, bíblico argueiro, cisco, arujo. Arujo, exactamente arujo, vocábulo fidedigno e certificado de onde facilmente derivou a nossa arisca porém bem desenrascada corruptela.
Ter um araújo no olho. Outro dia, sem mais nem menos, lembrei-me da expressão antiga, e nem faço ideia de há quantos anos não lhe punha a vista em cima nem lhe dava uso. Perguntei à Mi se a conhecia de algum lado, à expressão, se já a teria dito ou pelo menos ouvido. E ela disse-me que não. Fiquei varado! Quer-se dizer: a minha mulher, rapariga da nossa idade, nasceu no Porto, na Foz, mas é filha de pais rústicos, o meu sogro de Baião e a minha sogra de Canelas, Gaia. Isto é, a minha mulher tinha obrigação, e, vai-se a ver, nada...
Nada, também não é bem assim. Sobre araújos, a minha mulher fez questão de explicar-me que sabia era a famosa anedota que mete marinheiros e aviadores. Aquela que pergunta: se quem trabalha no mar é marujo, porque é que quem trabalha no ar não é araújo? Isso.
Ter um araújo no olho. A expressão. Não é anedota, definitivamente não é uma anedota, mas que se põe a jeito, lá isso...

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia da Marinha e Dia Europeu do Mar.)

A reboque

Foto Hernâni Von Doellinger

terça-feira, 19 de maio de 2026

Quem sai aos seus

Ele era médico, de família. Quer-se dizer, seguiu os passos do pai, do avô também e o bisavô até nem tinha sido o primeiro, todos médicos, que remédio, geração atrás de geração. Entre tios, sobrinhos e primos, formavam, com efeito, um considerável corpo clínico. Dizia-se que eram descendentes directos de William Osler, por parte da mãe, e, regra geral, do próprio Hipócrates em pessoa. Mas essa parte não posso jurar...

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Mundial do Médico de Família.)

Sete em cores, de repente

Foto Hernâni Von Doellinger

segunda-feira, 18 de maio de 2026

O remédio das bichas

O remédio das bichas antigamente era vendido em frascos tipo xarope e tomado às colheradas. Comprava-se na farmácia com recomendações adequadas ou era dado na escola por ordem do delegado de saúde, dizia-se que era eficaz, uma limpeza. Belos tempos. O negócio está hoje em dia nas mãos de exorcistas de contrabando, vendedores de banha da cobra e outros aldrabões, especialistas do Chega e parece que também do PSD.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe)

A planta

Disse o arquitecto-chefe ao arquitecto estagiário: "Chegue-me aí essa planta". E ele chegou. Era uma Dypsis lutescens, vulgo areca-bambu ou palmeira areca.

P.S. - Hoje é Dia Internacional do Fascínio das Plantas.