P.S. - Hoje é Dia Mundial da Consciencialização do Ego.
Tarrenego!
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Espelho meu
Ele era careca, completamente careca. E vaidoso. Penteava-se de risca ao meio.
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Mania das grandezas
Ele tinha a mania das grandezas. Sonhava com o Panteão. "Quando eu morrer - dizia -, vou chatear o Camões".
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domingo, 10 de maio de 2026
O cotrinismo 2
"Isto do movimento cívico-político "apartidário", o Movimento 2031, lançado ontem por Cotrim de Figueiredo à pala dos 900 mil votos que recolheu nas eleições presidenciais do passado domingo, cheira-me que vai acabar mal. É apenas um palpite, mas logo se vê." Escrevi eu, aqui, no passado dia 24 de Janeiro.
"Mais de três meses após ter anunciado a criação de uma iniciativa cívico-política, no embalo das presidenciais, João Cotrim Figueiredo continua sem dar novidades sobre o movimento. Não há eventos previstos, nem tampouco são conhecidos os membros da direção que integram o movimento. O site está parado, sem mais informações - além do breve manifesto inicial e do espaço para inscrição -, e as redes sociais quase não são alimentadas com conteúdos." Escreve este fim-de-semana o semanário Expresso.
O dérbi eterno, em 96 ponto 7
Acontecimentos
Há acontecimentos épicos e acontecimentos hípicos. Às vezes coincidem.
Comecei a ver o Sporting-Benfica na cozinha, ouvindo o relato na rádio Antena 1. O Sporting-Benfica ou o Benfica-Sporting, nem que seja em damas ou dominó, é o melhor espectáculo do mundo, assim aprendemos em Portugal desde pequeninos. E realmente. Estava a ser um dérbi de arromba, um clássico dos antigos, uma partida palpitante, de categoria superior, talvez bancada ou até camarote, bola cá, bola lá, sempre nas áreas, quase-golos uns atrás dos outros, os relatadores esganiçados com tanta emoção, sobejavam-lhes os adjectivos, faltava-lhes o ar, que jogaço, que loucura! Fui a correr para a sala e liguei a televisão, para ver com os meus próprios olhos: o jogo era fraquinho, uma tristeza, não havia dois passes seguidos certos, os do Benfica, sem tino, entregavam a bola aos do Sporting e os do Sporting, atrapalhados, devolviam o esférico aos do Benfica, pareciam tolinhos, desajeitados, ignorantes das balizas, por banda de um e de outro lado. Entre cortesias tontas a meio campo, isso, no miolo do terreno, como nos dizem, sarrafava-se a bom sarrafar, é verdade, mas dentro de um protocolo aparentemente estabelecido e mutuamente aceite, combinado. Que pobreza, que sensaboria, que merda! Voltei, desiludido, para a cozinha, provei e pus sal no arroz de grelos, liguei outra vez o rádio: o prélio levantou imediatamente fervura, tornou a ser sublime, frenético, sensacional, fantástico, formidável, alucinante, arrepiante, épico, dantesco, um frémito, um frenesim, um AVC em potência, só não era golo porque não calhava e o INEM estava de prevenção. Eram defesas impossíveis, eram perdidas inacreditáveis, a bola sempre a rasar o poste, a bater insistentemente na trave, até parecia, mas saiu pela bandeirola de canto, foi para o quintal, mais três pontos para o País de Gales. Fiquei-me, portanto, pelos 96.7, que também podia ter sido o resultado final, tantos os golos cantados que contei, e, confesso, fiquei de barriga cheia, regalei-me. Que fartote! Tanto drama, tanta comédia, apesar do formidável zero-zero. Digo-vos. Esquecei a televisão por cabo, que nos custa os olhos da cara e só nos dá entretimentos deprimentes. O futebol, para ser bom, para valer a pena, deve ser visto na rádio Antena 1.
Sou pela Antena 1 desde que nasci, no tempo em que a rádio era a preto e branco e a Antena 1 chamava-se Emissora Nacional e aos domingos dava os resultados da 3.ª divisão e dos distritais já pela noite dentro e era uma comoção tremenda ouvir dizer Fafe, Associação Desportiva de Fafe, no Philips da mesinha de cabeceira dos meus pais, ainda o pai era vivo e fazia-nos rir. Ficávamos ali todos à espera, a família, prezados ouvintes, como se estivéssemos a rezar o terço mas de boca calada, angustiados e alerta, porque aquilo era dito uma só vez, como no "Alô, Alô", e com a rapidez do "não dispensa a consulta do prospecto". Vamos supor: o jogo do Fafe tinha sido em Arcos de Valdevez, que naquela altura era muito longe e não havia telemóveis (eu sei que é difícil de acreditar), não fora o rádio e só saberíamos o resultado a altas horas da madrugada, se tivéssemos vagar para isso, quando a camioneta da excursão regressasse ao Largo, cheia de sono e de vinho, "bom dia, boa tarde ou boa noite, conforme a hora e o local em que nos escuta".
Sou, portanto, antigo, e faço gosto. Prefiro os dicionários encadernados à Wikipédia e os livros de uma forma geral às séries "de culto". Prefiro o éter à água oxigenada, a rádio à televisão. O melhor que a televisão tem, para mim, é que agora também dá relato. Quer-se dizer: é outra vez a velha rádio, lá com caras tipo passe, mas escusamos de olhar para ela.
(Do meu blogue Mistérios de Fafe)
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sábado, 9 de maio de 2026
Meias Perdidas
Hoje é Dia Mundial das Meias Perdidas. Só para que nos entendamos, as meias perdidas nunca acontecem de baliza aberta. Isso já seriam perdidas inteiras, completas, descaradas, escandalosas...
P.S. - Hoje é Dia Mundial das Meias Perdidas.
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