| Foto Hernâni Von Doellinger |
Tarrenego!
quinta-feira, 25 de junho de 2026
quarta-feira, 24 de junho de 2026
A compaixão é um perigo
A ressacaA ressaca é uma saca repetida.
Passa das sete e meia da manhã e a Queima das Fitas ainda está a desfazer a tenda. Na Praia de Matosinhos e na Praia Internacional do Porto, dorme-se, mergulha-se, fuma-se, bebe-se, vomita-se e fornica-se. As esplanadas do Edifício Transparente, pejadas de garrafas em cacos e cadeiras partidas, parecem um campo de batalha sem cadáveres nem sobreviventes. Na Rotunda da Anémona, uma pequena multidão de ressacados espera de orelha caída pelo autocarro. Têm tratamento de claque de futebol, de gado: estão enjaulados e vigiados à distância de um bastão pela polícia de choque.
Três miúdas cambaleiam pela Avenida de Montevideu, aparentemente em direcção à Foz. Vão vestidas. Nos intervalos entre cabeçadas contra painéis publicitários e tropeções nos mecos de delimitação do passeio, pedem boleia aos carros que passam. São mesmo miúdas, caloiras da vida, naquela idade e naqueles corpinhos que o sacana do arguido aproveita sempre para se defender, dizendo: "Senhor Doutor Juiz, ponha-se no meu lugar".
Uma das raparigas salta para a estrada, faz sinais ostensivos, quase desesperados, para que os carros parem e as levem dali. Só as buzinas lhe dão troco. E os trolhas que vão para as obras em carrinhas cheias de pressa e juízo mandam-lhe a boca da ordem, "Ó filha, és toda boa", mas boleia é que nada. Um crime. Quero dizer, o piropo bronco. "Foda-se! Ninguém tem compaixão", lamenta-se a miúda, mais para si mesma do que para as outras, num desgosto que só visto.
Ela é nova e não sabe. Às vezes há quem tenha "compaixão", "compaixão" até demais. E é aí que o tribunal entra na história...
(Publicado originalmente no dia 11 de Maio de 2012, sob o título "Sexta-feira da compaixão", no lavar dos cestos da Queima das Fitas. E passou-se mesmo assim. E podia ter sido hoje. No Brasil, o Dia da Ressaca é a 28 de Fevereiro. No Porto é a 24 de Junho.)
Três miúdas cambaleiam pela Avenida de Montevideu, aparentemente em direcção à Foz. Vão vestidas. Nos intervalos entre cabeçadas contra painéis publicitários e tropeções nos mecos de delimitação do passeio, pedem boleia aos carros que passam. São mesmo miúdas, caloiras da vida, naquela idade e naqueles corpinhos que o sacana do arguido aproveita sempre para se defender, dizendo: "Senhor Doutor Juiz, ponha-se no meu lugar".
Uma das raparigas salta para a estrada, faz sinais ostensivos, quase desesperados, para que os carros parem e as levem dali. Só as buzinas lhe dão troco. E os trolhas que vão para as obras em carrinhas cheias de pressa e juízo mandam-lhe a boca da ordem, "Ó filha, és toda boa", mas boleia é que nada. Um crime. Quero dizer, o piropo bronco. "Foda-se! Ninguém tem compaixão", lamenta-se a miúda, mais para si mesma do que para as outras, num desgosto que só visto.
Ela é nova e não sabe. Às vezes há quem tenha "compaixão", "compaixão" até demais. E é aí que o tribunal entra na história...
(Publicado originalmente no dia 11 de Maio de 2012, sob o título "Sexta-feira da compaixão", no lavar dos cestos da Queima das Fitas. E passou-se mesmo assim. E podia ter sido hoje. No Brasil, o Dia da Ressaca é a 28 de Fevereiro. No Porto é a 24 de Junho.)
Cada macaco no seu galho
"Em que ramo é que trabalhas?", perguntaram-lhe. E o macaco respondeu: "No de baixo, derivado às vertigens..."
P.S. - Hoje é Dia Mundial da Prevenção de Quedas.
P.S. - Hoje é Dia Mundial da Prevenção de Quedas.
O cigano e o sapo
Havia aquele cigano, espírito de contradição, que só entrava em estabelecimentos que tivessem um sapo de louça a servir de porteiro.
(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Nacional do Cigano.)
Um bocado cigano
Sou um bocado cigano, confesso. Sempre que posso, e posso quase sempre, recuso-me a entrar em estabelecimentos que têm um sapo a guardar a porta.
(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Nacional do Cigano.)
(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Nacional do Cigano.)
terça-feira, 23 de junho de 2026
De régua e esquadro
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Truque
Se o defesa-esquerdo for uma nódoa, lava-se com vinagre?...
Se eu mandasse ou sequer me perguntassem, comigo era assim: no futebol dos Jogos Olímpicos só valiam golos marcados de canto directo, e nem vou explicar porquê.
Uma vez eu vi um, fui testemunha, um golo olímpico a sério como requerem as devidas certidões, e foi de rir, obra-prima assinada pelo Palmeira, ele e o José Manuel emprestados pelo Braga à nossa AD Fafe, certamente na época de 1971/72, vem-me à cabeça que aquilo pode ter acontecido em Penafiel, mas tenho muitas dúvidas a esse respeito...(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Olímpico.)
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Olha a triste viuvinha
Sem desculpa
Errar é próprio do homem. A mulher não tem desculpa!
(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Internacional das Viúvas, lamento informar.)
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