Suplício eterno
Não devo amá-la... e amo-a com loucura!
Quero esquecê-la... e trago-a na lembrança!
Ai! quem me livra deste mal sem cura
A que o destino trágico me lança?
Uma nuvem de tédio e amargura
Cobre-me a loira estrela da esperança...
Tudo cansa por fim na vida escura,
Só este amor infindo é que não cansa...
Se os olhos cerro, vejo-a nos meus sonhos;
Se à noite acordo, sinto que enlouqueço
De uma angústia nos vórtices medonhos...
E esta morte em que vivo jamais finda,
Pois quanto mais procuro ver se a esqueço
Sinto que a adoro muito mais ainda!
Francisco Mangabeira
(Francisco Mangabeira nasceu no dia 8 de Fevereiro de 1879. Morreu em 1904.)
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