Brasil
A tarde é uma rede vermelha e mole
E os nervos da gente esticados como cordas de violão
Vibram no fluído de volúpia que a garoa devagarzinho
Das bandas meio escuras de onde o sol nasce...
Uma mariposa começa a enlouquecer
(de quem será que eu tenho tanta sodade).
Chorar... Ser homem! Não, homem não chora, não!
... a jabuticabeira se estorce
Ainda não arranjou posição pra dormir.
(A vida)
Aquele mato deve estar cheio de lobisôme...
De repente o primeiro apito da coruja!
Imobilidade.
(a gente suspira e pensa no destino...)
Silêncio.
Mistério;
Os fantasmas vestidos de luar dançam...
Nossa Senhora, que medo!
Brasil Pinheiro Machado
A tarde é uma rede vermelha e mole
E os nervos da gente esticados como cordas de violão
Vibram no fluído de volúpia que a garoa devagarzinho
Das bandas meio escuras de onde o sol nasce...
Uma mariposa começa a enlouquecer
(de quem será que eu tenho tanta sodade).
Chorar... Ser homem! Não, homem não chora, não!
... a jabuticabeira se estorce
Ainda não arranjou posição pra dormir.
(A vida)
Aquele mato deve estar cheio de lobisôme...
De repente o primeiro apito da coruja!
Imobilidade.
(a gente suspira e pensa no destino...)
Silêncio.
Mistério;
Os fantasmas vestidos de luar dançam...
Nossa Senhora, que medo!
Brasil Pinheiro Machado
(Brasil Pinheiro Machado nasceu no dia 12 de Dezembro de 1907. Morreu em 1997.)
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