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sábado, 30 de maio de 2026

Quando o telefone toca

Sem pé
Tinha um medo terrível de andar de avião. E se o aparelho caísse ao mar? Ele não sabia nadar...

O telefone toca, a gente atende num susto, e o que é que faz? A gente, quero dizer nós todos, fafenses e portugueses em geral. Posto isto - então o que é que a gente faz? A gente agarra-se ao telefone com as duas mãos numa aflição que Deus me livre, e pergunta para o outro lado, aos gritos e falta de ar: - Estou?! Estou??!! Estou???!!! A gente tem medo de não estar. Precisamos de confirmação. Ó insegurança! Ó angústia existencial! Ó compinchas caguinchas! Que é das armas e dos barões assinalados? Que é dos heróis do mar, nobre pobre, nação valente? Que é do com Fafe ninguém fanfe?...
E nisto estamos. Ou não estaremos?

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia Nacional do Agente de Viagens.)

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Mais uma para Guilherme Pinto

                                                                                        Foto Hernâni Von Doellinger

E, pronto, a segunda antena aí está, ainda mais firme e hirta do que a outra, mas igualmente enfiada nas traseiras daquele empreendimento muito jeitoso e razoavelmente exclusivo sito em Matosinhos-Sul, mesmo em frente ao mar e à praia. O braço-de-ferro entre a autarquia e os refinados moradores vinha pelo menos desde Maio do ano passado, parecendo agora que Guilherme Pinto ganhou mais uma vez. São, portanto, 3-0 a favor do presidente da Câmara. A nova e alva antena de telecomunicações apareceu lá hoje de manhã, como que por artes mágicas. Não sei se a coisa vai ficar assim. Na minha terra, e para estes casos, diz-se que incha, desincha e passa. Seja como for, espero em pulgas pelos próximos capítulos.

(Os anteriores episódios desta apaixonante novela podem ser lidos aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ainda não falaram dois doutores

                                                       Foto Hernâni Von Doellinger

Novos desenvolvimentos no estranho caso das antenas de telecomunicações de Matosinhos-Sul. Esta manhã deveria ter sido colocada a segunda antena, mas não foi. Apareceram moradores, carregados de advogados e papéis, chamou-se a polícia, mandaram vir jornalistas, os trabalhos pararam. A antena nem chegou a ser descarregada. Pouco antes do meio-dia preparava-se para voltar para casa, de rabinho entre as pernas, à espera das novas ordens de Guilherme Pinto, a quem pertence a próxima jogada. Faça o favor, Senhor Presidente...

                                                                                        Foto Hernâni Von Doellinger

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Foi você que pediu uma antena?

                                                        Foto Hernâni Von Doellinger

Ela aí está, firme e hirta, como prometera Guilherme Pinto. Eu gosto. Por mim, até se metia lá outra...

terça-feira, 20 de maio de 2014

2-0 para Guilherme Pinto

Parecia-me impossível mas vai haver antenas no "jardim" em frente ao mar de Matosinhos, mesmo debaixo dos narizes de gente de dinheiro e posição que as não queria. Os trabalhos recomeçaram ontem, e eu tenho de dar a mão à palmatória: Guilherme Pinto não pára de surpreender-me, e algumas vezes pelas melhores razões.
Aquilo é Matosinhos-Sul, e o empreendimento (creio que é assim que se diz) será muito do tipo do not disturb. Quanto ao "jardim", é um espaço de uso público, cagatório canino do mais alto coturno.
Ora bem. Em 2010, antes da zanga com o Rato, Guilherme Pinto meteu lá no "jardim" o comício da rentrée do PS do amigo Sócrates. Os moradores espernearam, fizeram luto, mexeram os cordelinhos nos jornais, mas tiveram que engolir a pastilha. Agora o presidente da Câmara enfia-lhes as antenas pelas goelas abaixo. 2-0. É de homem. E os bairros agradecem.

(Ler mais em Que é da antena? e em Matosinhos: quem pode, pode)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Que é da antena?

Os trabalhos para a instalação de uma antena de telecomunicações num "jardim" em frente à marginal de Matosinhos estão parados há oito dias, fez ontem exactamente. "Na sequência de uma preocupação manifestada por alguns munícipes" e depois de um dramático apelo "à tranquilidade dos matosinhenses", a Câmara de Guilherme Pinto deixou o buraco aberto à espera de um parecer dos sábios Siza Vieira e Souto Moura. A questão já não é portanto de saúde e passou a ser só de estética.
A autarquia pôs aspas na antena. Eu ponho as aspas no "jardim". É um relvado geralmente mal tratado e reservado a cagalhotos de cão no dia-a-dia. Cães de marca, é preciso que se note. Lembram-se decerto que eu disse que a antena iria ser colocada "mesmo debaixo do nariz de gente de dinheiro e posição". Com efeito.
Não sei qual vai ser o futuro do buraco que Guilherme Pinto arranjou. Suspeito, no entanto, que não vai passar disso, de um buraco a tapar - independentemente da infalível opinião que há-de vir dos dois supra-sumos da arquitectura nacional, e que até nem me custa muito a adivinhar qual será. Antenas ali, não me cheira. Manda quem pode e obedece quem deve. E eu parece-me que já disse que aquele é um sítio de "gente de dinheiro e posição".

E também me falta saber para que bairro social é que o extraordinário melhoramento vai ser deslocalizado.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Matosinhos: quem pode, pode

                                                                                     Foto Hernâni Von Doellinger

Uma antena de telecomunicações vai ou ia ser ser instalada no jardim em frente à marginal de Matosinhos, mesmo debaixo do nariz de gente de dinheiro e posição. Os trabalhos começaram na segunda-feira. Antecipando eventuais protestos de quem pode pagar a bons advogados e costuma dar bons empregos, ou, vamos admitir, "na sequência de uma preocupação manifestada por alguns munícipes", o posto de comando da Câmara Municipal saiu-se ontem com uma inusitada "Informação à população", a qual termina, dramaticamente, apelando "à tranquilidade dos matosinhenses".
A autarquia diz que a antena tem aspas. É quase uma escultura, objecto de design urbano utilizado com enorme sucesso "em várias capitais europeias", e que, para além do mais, vai muito bem com o local. A Câmara de Guilherme Pinto "assegura que não está em causa qualquer problema de saúde pública".
E eu desta vez acredito, mas acredito mesmo. Se a coisa fosse feia e provocasse doenças, seria certamente colocada no Bairro da Biquinha. Por exemplo.

Em todo o caso, as "obras" estão paradas há dois dias...