| Foto Hernâni Von Doellinger |
Mostrar mensagens com a etiqueta Noiva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Noiva. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 19 de outubro de 2021
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Emílio Moura 4
Noiva
Caminhas para mim como uma colegial em férias.
Teu sorriso é tão puro que te ilumina toda.
És mito, mas toco-te;
realidade, te elevo e te transformo em sonho.
Por que não me revelas de onde surgiste e de que elementos te formaste?
Teus cabelos são nuvens?
Tua voz é de orvalho?
Quantas vezes me torturei inutilmente porque ainda estavas irrevelada,
- fonte oculta na mata, ária adormecida, estrela entre nuvens...
Dormias, Noiva?
Meu apelo te acorda e eis que sorris, de súbito.
E é como se eu nascesse agora.
Teu sorriso é tão puro que te ilumina toda.
És mito, mas toco-te;
realidade, te elevo e te transformo em sonho.
Por que não me revelas de onde surgiste e de que elementos te formaste?
Teus cabelos são nuvens?
Tua voz é de orvalho?
Quantas vezes me torturei inutilmente porque ainda estavas irrevelada,
- fonte oculta na mata, ária adormecida, estrela entre nuvens...
Dormias, Noiva?
Meu apelo te acorda e eis que sorris, de súbito.
E é como se eu nascesse agora.
"Itinerário Poético - Poemas Reunidos", Emílio Moura
(Emílio Moura nasceu no dia 14 de Agosto de 1902. Morreu em 1971.)
sábado, 4 de agosto de 2018
Orlando Mendes 2
Noiva
Eu te daria frescas flores de laranjeira
para uma grinalda na carapinha desfrisada.
Eu te daria um colar de missangas coloridas
para uma cruz de outra carne a fogo marcada
sobre o seio esquerdo ao rasgar da virgindade.
Eu te daria um trevo de quatro folhas verdes
para que te nascesse o primeiro filho varão.
Eu te daria se não fosses a noiva de todos
fazendo bandeira com uma capulana garrida
às nove da noite naquela rua de areia suburbana.
Uma rosa encarnada se desfolha
na fonte do teu corpo em cada lua nova como
se fosses a virgem noiva a quem eu daria
flores de laranjeira, um colar e um trevo
que te darei talvez para usares quando não
puderes ser noiva de todos fazendo bandeira
às nove horas da noite naquela rua de areia.
"Adeus de Gutucumbui", Orlando Mendes
(Orlando Mendes nasceu no dia 4 de Agosto de 1916. Morreu em 1990.)
Eu te daria frescas flores de laranjeira
para uma grinalda na carapinha desfrisada.
Eu te daria um colar de missangas coloridas
para uma cruz de outra carne a fogo marcada
sobre o seio esquerdo ao rasgar da virgindade.
Eu te daria um trevo de quatro folhas verdes
para que te nascesse o primeiro filho varão.
Eu te daria se não fosses a noiva de todos
fazendo bandeira com uma capulana garrida
às nove da noite naquela rua de areia suburbana.
Uma rosa encarnada se desfolha
na fonte do teu corpo em cada lua nova como
se fosses a virgem noiva a quem eu daria
flores de laranjeira, um colar e um trevo
que te darei talvez para usares quando não
puderes ser noiva de todos fazendo bandeira
às nove horas da noite naquela rua de areia.
"Adeus de Gutucumbui", Orlando Mendes
(Orlando Mendes nasceu no dia 4 de Agosto de 1916. Morreu em 1990.)
Subscrever:
Mensagens (Atom)