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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

De régua e esquadro

Truque
Se o defesa-esquerdo for uma nódoa, lava-se com vinagre?...

Se eu mandasse ou sequer me perguntassem, comigo era assim: no futebol dos Jogos Olímpicos só valiam golos marcados de canto directo, e nem vou explicar porquê.
Uma vez eu vi um, fui testemunha, um golo olímpico a sério como requerem as devidas certidões, e foi de rir, obra-prima assinada pelo Palmeira, ele e o José Manuel emprestados pelo Braga à nossa AD Fafe, certamente na época de 1971/72, vem-me à cabeça que aquilo pode ter acontecido em Penafiel, mas tenho muitas dúvidas a esse respeito...

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. A AD Fafe era de uma só cor: amarelo e preto. Agora, derivado talvez ao negócio, apresenta-se de azul. Parece-me estranho, mas eles é que sabem.)

domingo, 23 de junho de 2024

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Olimpicamente

Como é que ele se sentia? Ora, sendo ele quem era, vindo ele de onde vinha, como haveria de sentir-se? Pois sentia-se olímpico, homérico, plutónico, titânico, vulcânico, erótico, apolíneo, afrodisíaco, epicúrio, hermético, báquico. Absolutamente. Mas sobretudo olímpico. Quiçá também um pouco messiânico, salomónico, angélico porém satânico, vá lá. Era realmente muito dado à antiguidade clássica, às mitologias, à espiritualidade primordial e definitiva, ao desporto amador. E daí não transigia. Compreenda-se portanto a potência da ira que o acometeu quando inesperadamente lhe disseram que ele parecia estar, assim visto de fora e tão depois de Cristo, um tudo-nada dantesco, algo sádico às tantas...

P.S. - Hoje é Dia Olímpico. E todos os golos devem ser marcados de canto directo.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Deuses do Olimpo

Foto Hernâni Von Doellinger

Aos domingos de manhã eles lá estão e são os meus ídolos. Jogam à bola porque gostam, são amigos e compinchas, para além disso dá-lhes imenso jeito ganhar apetite para o almoço, Deus os farture. Jogam a sério, têm árbitro, capitães de equipa, minuto de silêncio, estão organizados, já vi assembleias gerais antes dos prélios e minis geladinhas ao intervalo. Há os da praia seca e, no quintal dos fundos, os da praia molhada. A paixão pelo futebol é a mesma, tremenda e pura. Olímpica. São amadores como quer dizer a palavra.
Eles são o meu Mundial, o meu Europeu, e jogam futebol na praia - não confundir com futebol de praia. Em Matosinhos, fora da época balnear. São regra geral gordos e não têm cortes de cabelo idiotas, se descontarmos os carecas. Aqui não há mialgias nem lombalgias, ditas de esforço, mas haverá se calhar diarreias e ataques de fígado, o que se compreende perfeitamente. Aqui não há hooligans nem claques "organizadas". Não há cláusulas de rescisão, mas há multas por atrasos ou faltas, provavelmente para serem gastas à mesa. Não há paineleiros nem considerações filosóficas, psicotácticas e tibiotársicas. Não há último terço do terreno nem quarto segredo de Fátima. Para o espectador, então, é um luxo: vê pelo menos seis jogos ao mesmo tempo e ao vivo, enquanto faz a caminhada pela marginal, e depois é só direccionar a cabeça para o campo certo quando ouve... "Gooolooo!!!"...
E isto, é preciso que se note, sem precisar de telecomando.

P.S. - Publicado originalmente no dia 3 de Fevereiro de 2014, sob o título "O futebol realmente". Hoje, 23 de Junho, celebra-se o Dia Olímpico.