Este textinho escrevi-o aqui em Setembro de 2015, título incluído. Onze anos passados, quase, o jornal Público acaba de revelar-me a existência de um podcast que se chama "Livros da Piça", e antes assim, porque, lá está, "Livros da Pissa" não me pareceria tão bem.
terça-feira, 21 de abril de 2026
Entre piçada e pissada, que escolha quem puder
A palavra apareceu-me à esquina pela pena do cronista Ferreira Fernandes, que eu tando respeito e admiro, embora lastime que ele tenha amouchado perante o, por assim dizer, novo acordo ortográfico. A palavra é "pissada". Andei à procura dela e não a vi em sítio de respeito, em local de idoneidade gramatical que me obrigasse a pensar: sim, "pissada" é mesmo assim. Mas, pronto, que seja "pissada", porque, na verdade, encontrei duas ou três "pissas" em dicionários alternativos. Eu, pela parte que me toca, continuarei a piçar com toda a potência, sem medo de que me achem malcriado ou tarado da cedilha. Piçarei, aliás, até que a vós vos doa. Dar uma piçada, levar uma piçada, deixemo-nos de hipocrisias, bem sabemos de onde é que a coisa vem. De resto, confundir "pissada" com piçada pode, consoante as circunstâncias, ser até caso de extrema gravidez.
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