Artur Ferreira Coimbra apresenta amanhã o seu mais recente livro - "Fafe, Meu Amor", antologia de textos e imagens recolhidos em jornais,
almanaques e obras literárias do século XVIII aos nossos dias. São dezenas de textos, em prosa e em verso, assinados por escritores, jornalistas, cronistas e
poetas, originários do concelho, mas também exteriores às suas
fronteiras geográficas ou mentais, e que têm em comum a exaltação de Fafe.
Segundo informação disponibilizada, o lançamento de "Fafe, Meu Amor", obra editada pela Junta de Freguesia de Fafe, "marca o arranque da evocação dos 35 anos de vida literária" de Artur Ferreira Coimbra, que já leva mais de vinte títulos publicados.
Sexta-feira, dia 5 de Julho, a partir das 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe.
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quinta-feira, 4 de julho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Corino de Andrade, génio e farto de "chatices"
Uma vez tive a sorte de falar com o Dr. Corino de Andrade. Mário Corino da Costa Andrade (1906-2005) foi médico, investigador e humanista, uma das figuras de proa da neurologia portuguesa do século XX. Foi o cientista que descobriu a paramiloidose, ou doença dos pezinhos, identificada nos meios académicos e clínicos, a nível mundial, como doença de Andrade ou Corino-Andrade. Fundou, com Nuno Grande, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto.
Corino de Andrade tinha então uns belíssimos 87 anos, em impecável estado de conservação e conversação. Estava farto de "chatices", isso sim. Incomodavam-no a paráfrase, a elaboração escusada, as repetições. "A gente deve reduzir ao mínimo o que tem para dizer, e dizer só as coisas fundamentais, ou que assim nos pareçam, e que possam ajuntar qualquer coisa ao já dito", explicou-me.
Aliciaram-no para que escrevesse as suas memórias. Recusou, era "uma chatice". A lisonja, a ele, batia-lhe com o nariz na porta. Disse-me: "Não quero homenagem nenhuma, Deus me livre! Eu tenho horror, uma espécie de alergia urticária contra as homenagens. É uma chatice. O excesso de homenagens em Portugal é um mau sintoma".
Entusiasmado pelo singularidade daquele encontro, não segurei em mim que não fizesse uma das perguntas mais estúpidas da minha vida: "Mas o senhor doutor deve estar orgulhoso por ter descoberto uma doença, por ver o seu nome ligado a essa doença, não é?"
"Não, meu caro senhor, não é", atalhou mansamente o Dr. Corino de Andrade, com a paciência dos sábios, para imediatamente me martelar pelo chão abaixo, como quem não quer a coisa: "Seria um orgulho muito grande ter o meu nome ligado a uma cura, isso era, mas tê-lo ligado a uma doença... essa é que é a maior chatice".
O Dr. Corino era diferente, não era?
(Corino de Andrade nasceu no dia 10 de Junho de 1906 e morreu seis dias depois de ter completado 99 anos. Escrevi e publiquei este texto a 7 de Julho de 2011; republiquei-o a 5 de Abril de 2012.)
Corino de Andrade tinha então uns belíssimos 87 anos, em impecável estado de conservação e conversação. Estava farto de "chatices", isso sim. Incomodavam-no a paráfrase, a elaboração escusada, as repetições. "A gente deve reduzir ao mínimo o que tem para dizer, e dizer só as coisas fundamentais, ou que assim nos pareçam, e que possam ajuntar qualquer coisa ao já dito", explicou-me.
Aliciaram-no para que escrevesse as suas memórias. Recusou, era "uma chatice". A lisonja, a ele, batia-lhe com o nariz na porta. Disse-me: "Não quero homenagem nenhuma, Deus me livre! Eu tenho horror, uma espécie de alergia urticária contra as homenagens. É uma chatice. O excesso de homenagens em Portugal é um mau sintoma".
Entusiasmado pelo singularidade daquele encontro, não segurei em mim que não fizesse uma das perguntas mais estúpidas da minha vida: "Mas o senhor doutor deve estar orgulhoso por ter descoberto uma doença, por ver o seu nome ligado a essa doença, não é?"
"Não, meu caro senhor, não é", atalhou mansamente o Dr. Corino de Andrade, com a paciência dos sábios, para imediatamente me martelar pelo chão abaixo, como quem não quer a coisa: "Seria um orgulho muito grande ter o meu nome ligado a uma cura, isso era, mas tê-lo ligado a uma doença... essa é que é a maior chatice".
O Dr. Corino era diferente, não era?
(Corino de Andrade nasceu no dia 10 de Junho de 1906 e morreu seis dias depois de ter completado 99 anos. Escrevi e publiquei este texto a 7 de Julho de 2011; republiquei-o a 5 de Abril de 2012.)
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Descolonização de Angola na SIC Notícias
A jornalista Alexandra Marques vai esta noite ao Jornal das 9 da SIC Notícias para falar sobre o seu livro "Segredos da Descolonização de Angola". Pelas 21h15, com Mário Crespo.
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sábado, 18 de maio de 2013
Segredos da descolonização de Angola 2
A jornalista Alexandra Marques vai esta noite à TVI24 falar sobre o seu livro "Segredos da Descolonização de Angola", acabado de sair. A partir das 22 horas, com Henrique Garcia.
A sinopse publicitada da obra promete conversa interessante:
Que segredos poderão ser revelados sobre a descolonização de Angola? O que terá sido discutido na ilha do Sal (em Setembro de 1974) entre Spínola e Mobutu sobre as condições de transferência do Poder para a FNLA? Que facilidades concedeu o almirante Rosa Coutinho aos Movimentos de Libertação ainda antes do Acordo do Alvor? Porque insiste Almeida Santos que as reuniões de Argel (em Novembro de 1974) entre Melo Antunes e Agostinho Neto resultaram no guião da Penina? Porque quiseram os negociadores nacionais manter secreto o protocolo-anexo ao Acordo que nunca foi divulgado? E que posição assumiram em relação aos bens imóveis dos portugueses residentes no território? Qual o papel de Mário Soares enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros? Qual a razão do conflito entre a Coordenadora do Programa do MFA para Angola e o Alto Comissário Silva Cardoso?
A sinopse publicitada da obra promete conversa interessante:
Que segredos poderão ser revelados sobre a descolonização de Angola? O que terá sido discutido na ilha do Sal (em Setembro de 1974) entre Spínola e Mobutu sobre as condições de transferência do Poder para a FNLA? Que facilidades concedeu o almirante Rosa Coutinho aos Movimentos de Libertação ainda antes do Acordo do Alvor? Porque insiste Almeida Santos que as reuniões de Argel (em Novembro de 1974) entre Melo Antunes e Agostinho Neto resultaram no guião da Penina? Porque quiseram os negociadores nacionais manter secreto o protocolo-anexo ao Acordo que nunca foi divulgado? E que posição assumiram em relação aos bens imóveis dos portugueses residentes no território? Qual o papel de Mário Soares enquanto Ministro dos Negócios Estrangeiros? Qual a razão do conflito entre a Coordenadora do Programa do MFA para Angola e o Alto Comissário Silva Cardoso?
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sexta-feira, 3 de maio de 2013
Segredos da descolonização de Angola
A jornalista Alexandra Marques sai com um livro no próximo dia 14 de Maio. Assunto: a descolonização de Angola. A obra estará já na Feira do Livro de Lisboa, e a autora também.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Ora ainda bem que me faz essa pergunta
Nem de propósito, a ministra da Justiça visitou ontem o Estabelecimento Prisional de Caxias e, à saída, os jornalistas perguntaram-lhe... pela investigação do Ministério Público às parcerias público-privadas (PPP), isto é, ao PS. Paula Teixeira da Cruz agradeceu a oportuna questão e disse esperar que "todo o apuramento da responsabilidade vá até ao fim", garantindo que "ninguém está acima da lei, sejam ex ou actuais", que "tudo deve ser investigado" e que "acabou o tempo em que havia impunidade". Ufa, foi por pouco! As agendas da comunicação social são mesmo assim e às vezes até dão jeito. Também não era o momento para se falar da situação nas cadeias portuguesas, pois não?
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