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quarta-feira, 13 de julho de 2022

E tinha bailarinas

A comissão de festas tinha prometido um grande nome e cumpriu satisfatoriamente. Quando as luzes do palco se acenderam e foi anunciado, o cantor chamava-se, com efeito, José Manuel-António Ferreira Rocha Vieira da Silva Pereira Gonçalves Ribeiro e Castro Melo Antunes Bastos Monteiro Neves Brochado Macedo Nogueira Santos Oliveira Costa Rodrigues Martins Carvalho Marques Almeida Cunha Pires Lopes de Perestrelo e Lencastre-Maldonado. E tinha bailarinas...

P.S. - Hoje é Dia do Cantor, que também é no dia 27 de Setembro.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

O número

O famoso comediante subiu ao palco, aproximou-se do microfone e anunciou que tinha um número para apresentar. Apresentou o cinquenta e três e foi um sucesso.  

Um grande nome

A organização tinha prometido um grande nome e cumpriu satisfatoriamente. Quando as luzes do palco se acenderam e foi anunciado, o comediante chamava-se, com efeito, José Manuel-António Ferreira Rocha Vieira da Silva Pereira Gonçalves Ribeiro e Castro Melo Antunes Bastos Monteiro Neves Brochado Macedo Nogueira Santos Oliveira Costa Rodrigues Martins Carvalho Marques Almeida Cunha Pires Lopes de Perestrelo e Lencastre-Maldonado.

P.S. - Hoje, 26 de Fevereiro, é Dia do Comediante. No Brasil.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Um grande nome

A organização tinha prometido um grande nome e cumpriu satisfatoriamente. Quando as luzes do palco se acenderam e foi anunciado, o artista chamava-se, com efeito, José Manuel-António Ferreira Rocha Vieira da Silva Pereira Gonçalves Ribeiro e Castro Melo Antunes Bastos Monteiro Neves Brochado Macedo Nogueira Santos Oliveira Costa Rodrigues Martins Carvalho Marques Almeida Cunha Pires Lopes de Perestrelo e Lencastre-Maldonado. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Alberto de Serpa 6

Espectáculo

Passa a tropa na rua e abrem-se as janelas de repente,
Debruçam-se bustos sobre a rua sem importância.
O sol põe resplendores no ouro falso das bandeiras
E rebrilha nas baionetas erguidas para o céu.
Alarga-se no ar um hino de guerra e de heroísmo,
E a marcha certa dos soldados hirtos e compenetrados
de que são outros homens

Faz, a seu compasso resoluto, bater
O coração dos habitantes da rua sossegada...

Os meninos vêem finalmente marchar os seus soldados de chumbo...

As moças sonham desfalecer nos braços dos heróis
E agitam os seus lenços ao vento da manhã...

Só dentro de uma janela que há-de abrir-se na noite,
Uma mulher triste olha para longe sem ver
E leva o lenço aos olhos encharcados...


Alberto de Serpa

(Alberto de Serpa nasceu no dia 12 de Dezembro de 1906. Morreu em 1992.)

domingo, 10 de dezembro de 2017

De volta ao De volta ao Tatu

O Tatu está de volta. Perguntar-me-ão: mas qual Tatu?, e eu poderia dar uma certa e determinada resposta, rimada e bem conhecida aí por uns tantos, porém, pessoa educada que sou, digo simplesmente: o Tatu da "Ilha da Fantasia", que a RTP Memória em boa hora, dezanove em ponto, resolveu pôr a arejar. O Tatu (Tattoo) era o francês Hervé Villechaize, um excelente anão mas fracativo actor. Ainda assim, gosto mais de o ver trabalhar do que, por exemplo, ao ultrafamoso Tyrion Lannister (Peter Dinklage) da "Guerra dos Tronos", essa tão aclamada série de culto que a mim não me assiste. Exactamente. Se andavam à procura do gajo que, a nível mundial, nunca viu um episódio da "Guerra dos Tronos", spoilers tampouco, podem mandar suspender as buscas - c'est moi.
Anões e o mundo do espectáculo - assunto menor? Não creio. Falo primeiro por mim, que, perguntado ainda na escola primária acerca das minhas perspectivas de futuro, respondi que quando fosse grande queria ser anão para ir para o circo. E antes de mim já havia o Peter Pan e depois de mim saiu da cartola aquela improvável linha média - Adelino Teixeira, Alves, Vítor Martins e Octávio - com que mestre José Maria Pedroto calou Wembley-o-Velho e empatou a arrogante Inglaterra, no nosso mítico ano de 1974. Parece que ainda os estou a ouver, em Dolby 4-4-2, subindo em passinhos curtos a estrada dos tijolos amarelos: The house began to pitch. The kitchen took a slitch. It landed on the Wicked Witch in the middle of a ditch, Which was not a healthy situation for the Wicked Witch.
Dos pequenos, sim, reza a História. Coloquemos pois os anões em cima da mesa, porque merecem. Se me pedissem uma shortlist dos mais famosos, sendo que a fama se mede em televisão e cinema, eu escolheria:
Talvez a Thumbelina (Debbie Lee Carrington), de "Desafio Total". Talvez o Mini Me (Verne Troyer), de "Austin Powers: O Espião Irresistível". Talvez o múltiplo Oompas Loompas (Deep Roy)", em "A Fantástica Fábrica de Chocolate". Talvez o duende Marcus (Tony Cox), em "Um Pai Natal para Esquecer". Talvez o professor Filius Flitwick (Warwick Davis), na saga "Harry Potter". Talvez o Mickey Abbott (Danny Woodburn), na série "Seinfeld". Talvez o "Arnold" Gary Coleman. Talvez o R2-D2 (Kenny Baker), da "Guerra das Estrelas". Talvez o Wee-Man (Jason Acuña), do "Jackass" da MTV. Talvez o munchkin Karl Slover, do "Feiticeiro de Oz". Talvez...
Ou talvez o fogoso Nelson Ned, que era de outras artes e me dava cabo da cabeça aos domingos à tarde, nos altifalantes dos Comandos. Ou talvez o anão do Multibanco. Ou talvez, porque não?, o Sr. José Nogueira, de Fafe, que, em meados do século passado, esteve quase a ir para Lisboa e ser famoso.
Mas que fique registado que o meu anão favorito é uma anã. Chama-se Cadence Roth, Cady para os amigos, e chegou a ser a mulher mais pequena do mundo, se tivesse de facto existido. Conheci-a num livro, "Talvez a Lua", de Armistead Maupin. Procurem o livro. Descubram a Cady.

P.S. - Só hoje dei fé da injustiça que perpetrei aos esquecer-me neste texto de quatro baixinhos de Hollywood que marcaram definitivamente a minha vida, isto já para não falar das minhas duas avós, a Bó de Basto e a Bó da Bomba, e do senhor Flórido Engraxador ou do senhor Clemente ou do César da Recta. E os baixinhos que passei à frente são: James Cagney, Mickey Rooney, Edward G. Robinson e o apalpador Dustin Hoffman. Evidentemente poderia juntar à lista o Danny DeVito e o Tom Cruise, mas estes, peço desculpa, dizem-me muito pouco...

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

De volta ao Tatu

O Tatu está de volta. Perguntar-me-ão: mas qual Tatu?, e eu poderia dar uma certa e determinada resposta, rimada e bem conhecida aí por uns tantos, porém, pessoa educada que sou, digo simplesmente: o Tatu da "Ilha da Fantasia", que a RTP Memória em boa hora, dezanove em ponto, resolveu pôr a arejar. O Tatu (Tattoo) era o francês Hervé Villechaize, um excelente anão mas fracativo actor. Ainda assim, gosto mais de o ver trabalhar do que, por exemplo, ao ultrafamoso Tyrion Lannister (Peter Dinklage) da "Guerra dos Tronos", essa tão aclamada série de culto que a mim não me assiste. Exactamente. Se andavam à procura do gajo que, a nível mundial, nunca viu um episódio da "Guerra dos Tronos", spoilers tampouco, podem mandar suspender as buscas - c'est moi.
Anões e o mundo do espectáculo - assunto menor? Não creio. Falo primeiro por mim, que, perguntado ainda na escola primária acerca das minhas perspectivas de futuro, respondi que quando fosse grande queria ser anão para ir para o circo. E antes de mim já havia o Peter Pan e depois de mim saiu da cartola aquela improvável linha média - Adelino Teixeira, Alves, Vítor Martins e Octávio - com que mestre José Maria Pedroto calou Wembley-o-Velho e empatou a arrogante Inglaterra, no nosso mítico ano de 1974. Parece que ainda os estou a ouver, em Dolby 4-4-2, subindo em passinhos curtos a estrada dos tijolos amarelos: The house began to pitch. The kitchen took a slitch. It landed on the Wicked Witch in the middle of a ditch, Which was not a healthy situation for the Wicked Witch.
Dos pequenos, sim, reza a História. Coloquemos pois os anões em cima da mesa, porque merecem. Se me pedissem uma shortlist dos mais famosos, sendo que a fama se mede em televisão e cinema, eu escolheria:
Talvez a Thumbelina (Debbie Lee Carrington), de "Desafio Total". Talvez o Mini Me (Verne Troyer), de "Austin Powers: O Espião Irresistível". Talvez o múltiplo Oompas Loompas (Deep Roy)", em "A Fantástica Fábrica de Chocolate". Talvez o duende Marcus (Tony Cox), em "Um Pai Natal para Esquecer". Talvez o professor Filius Flitwick (Warwick Davis), na saga "Harry Potter". Talvez o Mickey Abbott (Danny Woodburn), na série "Seinfeld". Talvez o "Arnold" Gary Coleman. Talvez o R2-D2 (Kenny Baker), da "Guerra das Estrelas". Talvez o Wee-Man (Jason Acuña), do "Jackass" da MTV. Talvez o munchkin Karl Slover, do "Feiticeiro de Oz". Talvez...
Ou talvez o fogoso Nelson Ned, que era de outras artes e me dava cabo da cabeça aos domingos à tarde, nos altifalantes dos Comandos. Ou talvez o anão do Multibanco. Ou talvez, porque não?, o Sr. José Nogueira, de Fafe, que, em meados do século passado, esteve quase a ir para Lisboa e ser famoso.
Mas que fique registado que o meu anão favorito é uma anã. Chama-se Cadence Roth, Cady para os amigos, e chegou a ser a mulher mais pequena do mundo, se tivesse de facto existido. Conheci-a num livro, "Talvez a Lua", de Armistead Maupin. Procurem o livro. Descubram a Cady.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

À espera do Tony...

Foto Hernâni Von Doellinger

Sexta-feira, nove da manhã, Parque da Cidade do Porto. Não sei há quantas horas ali está. Marca lugar para o concerto de Tony Carreira dado ao povo pelo Continente. O espectáculo do Tony é sábado, lá pelas 19h30. Faltam trinta e quatro horas e meia - e eu não sei que diga...

sábado, 1 de outubro de 2016

Outubro é mês de Jazz em Fafe


Segunda edição da iniciativa Jazz em Fafe, a encher todo o mês de Outubro. Concertos, oficinas, conversas, conferências e, em destaque este ano, a presença de Bernardo Moreira. Actividades com entrada livre e abertas a todos os públicos. Programa e mais informação, aqui.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Outubro é mês de Jazz em Fafe


Segunda edição da iniciativa Jazz em Fafe, a encher todo o mês de Outubro. Concertos, oficinas, conversas, conferências e, em destaque este ano, a presença de Bernardo Moreira. Actividades com entrada livre e abertas a todos os públicos. Programa e mais informação, aqui.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Lugares-(in)comuns 121

                                                                                      Foto Hernâni Von Doellinger

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Caetano Veloso by night

Acordei com Caetano Veloso cantando. "Alguém cantando longe daqui / Alguém cantando longe, longe / Alguém cantando muito / Alguém cantando bem / Alguém cantando é bom de se ouvir". Os meus sonhos são um bocado tolos, confesso, mas eu não sonhava. Não sonho com homens, sejam de que sexo forem. Não era portanto a minha cabeça. Também não era o rádio da mesinha de cabeceira, nem a televisão dos vizinhos, e já se sabe que nestes prédios de hoje em dia ouvimos tudo uns dos outros. Nada disso. Era mesmo o velho tropicalista, novinho em folha, cantando ao vivo e para mim, trazido do Parque da Cidade por uma brisa de sul. "Ei! Hoje eu mando um abraçaço". E eu de camarote, na cama. Que luxo! Tornei a adormecer, embalado pela quentura da música, aconchegado em memórias felizes. "Gosto muito de te ver, leãozinho / Caminhando sob o sol / Gosto muito de você, leãozinho".
Espero que o dispensável Passos Coelho não me venha agora cobrar o bilhete. Eu moro aqui ao lado, não tenho culpa de ter ouvido. E até estava a dormir. Como a maioria dos portugueses.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Já gastámos as palavras

Na próxima sexta-feira, 13 de Dezembro, dia em que comemora o seu 65.º aniversário, o Teatro Universitário do Porto (TUP) estreia "Já Gastámos as Palavras", um espectáculo de teatro-dança dirigido por Victor Hugo Pontes. Mais informação, aqui.

sábado, 27 de outubro de 2012

Não deixa de ter piada

                                                 Foto Hernâni Von Doellinger

O popular contador de anedotas Fernando Rocha vai actuar no paroquial Auditório Padre Ramos. Exactamente. Tape os ouvidos, senhor padre!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O circo somos nós

Foto Hernâni Von Doellinger

Compreendo as bancadas vazias dos circos. Os circos são, por estes dias tristes e desesperançados, um luxo e uma redundância. Um anacronismo. A magia e o sonho são delito. A felicidade foi proibida por decreto. A gargalhada, se for popular, é considerada um desperdício. A "escola moderna" é aquela que ensina que a "vida não é só alegria", diz o ministro Nuno Crato. A escola moderna é aquela que fecha, digo eu. Não há dinheiro, não há circo.
O circo somos nós - camelos, ursos, jacarés em camisolas, asnos e leões mansos. Homens-bala de pólvora seca, malabaristas, contorcionistas, ilusionistas, equilibristas, palhaços - somos nós, porque nos mandam e porque somos o único circo a que temos direito. Vivemos na corda bamba e sem rede. Tiraram-nos a rede, esticam-nos a corda, caímos que nem tordos sem capacete. Por mim, deixo em testamento: quando já não houver ninguém em cima dela, podem também levar a corda. Usem-na.

Por outro lado: o circo está na cidade. E eu vou-me rir, vou-me rir, vou-me rir.

domingo, 17 de junho de 2012

E ao 21.º dia deixaram o parque em paz

Foto Hernâni Von Doellinger
Foto Hernâni Von Doellinger
Foto Hernâni Von Doellinger
Foto Hernâni Von Doellinger
Foto Hernâni Von Doellinger
Foto Hernâni Von Doellinger