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terça-feira, 12 de maio de 2015

A incompetência de Lopetegui

Estão a ver como não era assim tão difícil o FC Porto ter ido a Munique eliminar o Bayern? Porque é que o Julen Lopetegui Argote, vulgo Litopaqui, aliás Giroflex, não meteu lá na frente o Suárez, o Neymar e o Messi? Esteve a guardá-los para quê? Para os dar fresquinhos ao Barcelona? Vê-se logo que o gajo é... basco.

domingo, 20 de maio de 2012

Lá vem a "mudança de paradigma"

Ontem jogaram os alemães e no fim ganharam os ingleses. O prélio de Munique era uma bagatela desportiva, um evento turístico, folclore, bebedeira de cerveja e televisão: toda a gente sabe que o futebol a sério terminou fez exactamente ontem oito dias, em cima de um autocarro descapotável, na portuense Avenida dos Aliados. Todavia, porque o Bayern jogou e o Chelsea ganhou, aposto um emprego em como, hoje, jornais e outros comentadores encartados vão fartar-se de descobrir que houve uma "mudança de paradigma" no futebol europeu. Como já aqui dei a entender, "mudança de paradigma", sendo uma expressão pletórica de concomitância e mais na moda era impossível, não quer dizer absolutamente nada. Não interessa para rigorosamente nada. Mas

faz-me lembrar pecados velhos. Recua-me à década de oitenta do século passado, ao cimo da Rua de 31 de Janeiro, onde havia uma casa de jogos de máquinas de flippers e afins que tinha uma cave com um altifalante fanhoso que, de uns quantos em quantos minutos, gritava cá para fora a curiosa frase "Mudança de modelo". Lá em baixo parece que havia umas raparigas muito jeitosas e nuas a fazerem não sei o quê e umas cabinas individuais e sebentas com ranhura para a clientela meter a moeda como nos flippers e espreitar por um vidro e fazer também não sei o quê. Sei muito pouco do assunto porque, palavra de honra, nunca lá pus os pés. E, agora que penso nisso, nem me lembro sequer porquê. Mas estou arrependido.
Informei-me. "Mudança de modelo", logo a seguir ao ding-dong de uma campainha de aeroporto, queria dizer, por exemplo, que a morena mamuda passava a pasta à loura pernalta e ia para os bastidores ler a Corín Tellado, e assim sucessivamente e vice-versa, mas decerto queria dizer também que os clientes tinham que fechar a braguilha o mais rapidamente possível e dar a vez a outros, que eram mais que as mães, sobretudo no intervalo de almoço. O speaker de serviço dizia "Mudaaaança de modeloooo" com um garbo só comparável ao do mestre-de-cerimónias do Circo Merito quando anunciava a sensacional "Maribelaaaa no seu rrrrrola-rolaaaa". Eu gostava: "Mudaaaança de modeloooo"! Parava em frente para ouvir, uma e outra vez, até à hora de voltar ao trabalho. E ria-me. Quase trinta anos depois, leio e ouço a "mudança de paradigma". E também me faz rir, confesso, mas não me arrebita. Falta-lhe sustância.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Atenção a estes dois jovens turcos!

Há aí dois rapazes que estão a aparecer agora e que eu trago debaixo de olho. O alegado primeiro-ministro de Portugal também já os sinalizou, detectando-lhes logo o defeito essencial: aparecem muito. E ninguém sabe de onde é que eles apareceram! São atrevidos, são oferecidos, são penetras. Metem-se em casamentos e baptizados sem serem convidados, vão aos concursos de talentos da televisão, colam-se atrás dos repórteres da Sport TV à porta dos estádios e sobretudo - atenção, muita atenção! - têm a mania de "assumir protagonismo em datas especiais". Gostam de dar nas vistas.
Pedro Passos Coelho, recatado porém histórico estadista, com mais calo no cu do que o falecido macaco do Palácio de Cristal, emérito punheteiro, é que lhes vai fazer a folha. Os casamentos e baptizados não perdem pela demora, acabam em Portugal antes do Verão, só falta a nota de encomenda da troika, e é mais uma despesa que se desarrisca. A Sport TV passa a fazer reportagens sem som nem imagem, mas aqui com a desculpa do pedido de milhares de assinantes, entre os quais eu me incluo. E quanto aos feriados, que são "datas especiais" da pior espécie e os dias em que os dois jovens emplastros mais gostam de atacar, o assunto há que tempos que está a ser tratado. Quatro sabe-se que vão ao ar, se Deus quiser, e os outros, assim sozinhos, estão prontos a desistir.
Cá entre nós, convenhamos: o alegado primeiro-ministro de Portugal tem razão. Vamos lá pensar como deve ser, agora que passam dois minutos da meia-noite e tornámos à normalidade do 24 de Abril: mas há algum motivo para mantermos, por exemplo, um abcesso como o 25 de Abril no calendário nacional? Ainda por cima, só por causa de um Real Madrid-Bayern de Munique?