| Foto Hernâni Von Doellinger |
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
O futebol realmente
| Foto Hernâni Von Doellinger |
1. Aos domingos de manhã eles lá estão e são os meus ídolos. Jogam à bola porque gostam, são amigos e compinchas, para além disso dá-lhes imenso jeito ganhar apetite para o almoço, Deus os farture. Jogam a sério, estão organizados, tenho visto assembleias gerais antes dos prélios. Há os da praia seca e, no quintal dos fundos, os da praia molhada. A paixão pelo futebol é a mesma, tremenda e pura. São amadores como quer dizer a palavra. Estes homens nunca se disporiam a ir à Madeira apenas para passear camisolas, teriam vergonha. E a ilha podia afundar.
X. Os jornalistas portugueses estão muito preocupados e preocuparam o País por causa dos ex-jogadores profissionais de futebol que já não são ricos. Falam de Jorge Cadete, de António Veloso, de Fernando Mendes, o magro, de Porsches, de mais de 17 mil euros por mês, de ganhos de um milhão de euros numa carreira, de Rendimento Social de Inserção, da esmola de amigos. E recomendam-nos que sejamos culpados e tenhamos pena.
2. O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol prepara um documento de apoio aos jornalistas portugueses que são despedidos às carradas e passam fome.
P.S. - Não é para me gabar, mas a foto é mesmo um mimo: até tem bola! No tempo do jornalismo, ter bola era condição sine qua non para um boa fotografia de um jogo de futebol. Se não havia bola, ia-se buscar o esférico a outro retrato qualquer e colava-se na fotografia que seguia para publicação. Era o photoshop na ponta da tesoura.
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domingo, 15 de dezembro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
O minuto de silêncio
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sábado, 30 de março de 2013
Este futebol precisa de uma limpeza
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Os dias inúteis
Embirro solenemente com a terminologia manga-de-alpaca dos "dias úteis" e das "horas de expediente". A que propósito é que os nanocrânios da burocracia terreiro-paçal determinaram e mandaram publicar que os meus sábados, os meus domingos, os meus feriados e dias santos, as minhas férias, se as tivesse, ou as férias deles são dias, por assim dizer, imprestáveis para a Nação? Quem lhes deu semelhante poder?
Eu, que tenho a mania de ser antes pelo contrário, desobedeço-lhes com quanta força consigo e gozo como um perdido nos fins-de-semana e correlativos. São os meus dias mais úteis.
Depois, chateiam-me as "horas de expediente", expressão tão prestável ao duplo sentido e que sempre me deixou com a pulga atrás da orelha. A minha dúvida é apenas esta, segredada pela pulga: será que, das 9 às 17, nas Finanças, nas autarquias ou nos ministérios, o papel do funcionalismo passa por lançar mão de todos os truques e armadilhas possíveis e inimagináveis para nos infernizar a vida e sacar-nos tudo, até o cotão dos bolsos, a mando do Estado? Então mais vale ir lá bater à porta depois do fecho dos serviços. Pode ser que, sem a obrigação do expediente, sejamos enfim atendidos com honradez.
Acredito que não estou sozinho nesta minha embirração. E por isso hoje apelo a que todos me sigam na desobediência. Apelo à revolta. Não vamos sair à rua para partir montras e pilhar iPods ou atirar pedras às cabeças dos polícias, mas combinamos o seguinte: peguemos nestes três dias que temos pela frente a façamo-nos felizes como se o fim do mundo fosse terça-feira. Façamo-nos felizes, antes que a felicidade pague imposto.
Eu, que tenho a mania de ser antes pelo contrário, desobedeço-lhes com quanta força consigo e gozo como um perdido nos fins-de-semana e correlativos. São os meus dias mais úteis.
Depois, chateiam-me as "horas de expediente", expressão tão prestável ao duplo sentido e que sempre me deixou com a pulga atrás da orelha. A minha dúvida é apenas esta, segredada pela pulga: será que, das 9 às 17, nas Finanças, nas autarquias ou nos ministérios, o papel do funcionalismo passa por lançar mão de todos os truques e armadilhas possíveis e inimagináveis para nos infernizar a vida e sacar-nos tudo, até o cotão dos bolsos, a mando do Estado? Então mais vale ir lá bater à porta depois do fecho dos serviços. Pode ser que, sem a obrigação do expediente, sejamos enfim atendidos com honradez.
Acredito que não estou sozinho nesta minha embirração. E por isso hoje apelo a que todos me sigam na desobediência. Apelo à revolta. Não vamos sair à rua para partir montras e pilhar iPods ou atirar pedras às cabeças dos polícias, mas combinamos o seguinte: peguemos nestes três dias que temos pela frente a façamo-nos felizes como se o fim do mundo fosse terça-feira. Façamo-nos felizes, antes que a felicidade pague imposto.
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