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quinta-feira, 23 de abril de 2026

As mulheres de Pedro Arroja

É de homem
Homem que é homem não quer nada com mulheres.

Passa das nove e um quarto. Quatro mulheres esperam junto aos portões fechados do palacete-escritório de Pedro Arroja no número 282 da Avenida de Montevideu, na Foz selecta, Porto rico com vista para o mar. Quatro mulheres evidentemente trabalhadoras. Espanto-me. Penso. Não pode ser, não acredito que o Sr. Arroja tenha mulheres ao seu serviço. A escangalharem o quê?, as mulheres. Na empresa do Sr. Arroja até as senhoras da limpeza devem ser homens, tenho a certeza. Continuo a pensar. As mulheres enganaram-se, foi o que foi, e logo as quatro, porque quando as mulheres se ajuntam ainda é pior, desnorteiam-se. Extraviaram-se, é o mais certo. Querem entrar noutro palacete qualquer, uns números à frente ou atrás, mas não sabem. Às tantas era para apresentarem-se no Palacete de Fafe e perderam a Mondinense. Bem o observara em devido tempo o Sr. Arroja, famoso economista e comentador televisivo: as mulheres padecem deveras dessa idiossincrasia tão incorrigivelmente feminil que é a total ausência de sentido de orientação. Não têm tino, as mulheres. Pois se não têm pénis nem testículos, como poderiam?

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje, tomai bem nota, é Dia Internacional das Raparigas nas Tecnologias de Informação e Comunicação. Palavra de honra!)

domingo, 1 de março de 2026

O chichi e a discriminação de género

O maneirismo
O maneirismo desponta na Europa em meados do século XVI e logo começa a ser criticado. A homofobia é, com efeito, uma doença muito antiga.

Antigamente as mulheres urinavam de pé. Quem for de Fafe e provecto, faz uma ideia, embora não seja uma coisa bonita de se pensar. Não vou explicar pormenores, a não ser que me peçam muito, mas urinavam de pé, as mulheres. De pé, como as falecidas árvores da Senhora Dona Palmira Bastos. De pé, como as vítimas da fome. De pé, como os homens em geral. De pé! Homens e mulheres eram iguais. Depois as mulheres resolveram amouchar para o acto e passaram a ir aos pares à casa de banho. Hoje em dia as mulheres queixam-se de discriminação de género.

(Do meu blogue Mistérios de Fafe. Hoje é Dia da Discriminação Zero.)

terça-feira, 15 de abril de 2025

O maneirismo

O maneirismo desponta na Europa em meados do século XVI e logo começa a ser criticado. A homofobia é, com efeito, uma doença muito antiga.

P.S. - Hoje é Dia Mundial da Arte.

sábado, 1 de março de 2025

O chichi e a discriminação de género

Antigamente as mulheres urinavam de pé. Quem for de Fafe e provecto, faz uma ideia. Não vou explicar pormenores, a não ser que me peçam muito, mas urinavam de pé. De pé, como as falecidas árvores da Senhora Dona Palmira Bastos. De pé, como as vítimas da fome. De pé, como os homens em geral. De pé! Homens e mulheres eram iguais. Depois as mulheres resolveram amouchar para o acto e passaram a ir aos pares à casa de banho. Hoje em dia as mulheres queixam-se de discriminação de género.

P.S. - Hoje é Dia da Discriminação Zero.

domingo, 10 de março de 2024

Cabeças brilhantes

Ele abriu um cabeleireiro para carecas. Serviço completo! Lavava, encerava e puxava o lustro.

E já agora, que estou com tempo, uma vez que votei no outro domingo, vamos ao seguinte: "Cabeleireiro masculino". Olho para o reclame, "Cabeleireiro masculino", e fico sempre naquela, coçando a cabeça. Mas quê, será masculino porque é homem? Ou será masculino porque atende homens, isto é, barbeiro? E se o cabeleireiro masculino for mulher, não deveria dizer-se, sem ofensa, cabeleireira masculina? E se o cabeleireiro for feminino, o que é que temos a ver com isso? E se o barbeiro for mulher, não vamos mais longe, porque é que não é barbeira? E em caso de indefinição ou escolha múltipla, coisa absolutamente natural, poderá ser, por exemplo, barbeire? Cabeleireire? São problemas assim, arrepiantes, de porem os cabelos em pé, que de facto me afligem - quero lá saber das eleições, do ódio, do racismo, da xenofobia, do sexismo e dos fascismos e nazismos de todos os feitios. Viva Portugal!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Com os cabelos em pé

"Cabeleireiro masculino". Olho para o reclame e fico sempre naquela, coçando a cabeça. Mas quê, será masculino porque é homem? Ou será masculino porque atende homens, isto é, barbeiro? E se o cabeleireiro masculino for mulher, não deveria dizer-se, sem ofensa, cabeleireira masculina? E se o cabeleireiro for feminino, o que é que temos a ver com isso? E se o barbeiro for mulher, não vamos mais longe, porque é que não é barbeira? E em caso de indefinição ou escolha múltipla, coisa absolutamente natural, poderá ser, por exemplo, barbeire? Cabeleireire? São problemas assim, arrepiantes, que de facto me afligem - quero lá saber da guerra na Ucrânia, dos balões chineses, do terramoto na Turquia e Síria, do racismo do Chega e dos outros chegas ou da pobreza de todos os feitios que atinge cada vez mais portugueses...

P.S. - "O Barbeiro de Sevilha", ópera-bufa de Rossini, estreou no Teatro Argentina, em Roma, no dia 20 de Fevereiro de 1816.

sábado, 25 de junho de 2022

Cabeleireiro masculino

"Cabeleireiro masculino". Olho para o reclame e fico sempre naquela. Mas quê, será masculino porque é homem? Ou será masculino porque atende homens, isto é, barbeiro? E se o cabeleireiro masculino for mulher, não deveria dizer-se, sem ofensa, cabeleireira masculina? E se o cabeleireiro for feminino, o que é que temos a ver com isso? E se o barbeiro for mulher, não vamos mais longe, porque é que não é barbeira? E em caso de indefinição ou escolha múltipla, coisa absolutamente natural, poderá ser, por exemplo, barbeire? Cabeleireire? São problemas assim que de facto me afligem - quero lá saber da guerra na Ucrânia, do aborto nos EUA ou da pobreza de todos os feitios em Portugal...

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

O chichi e a discriminação de género

Antigamente as mulheres urinavam de pé. Não vou explicar pormenores, a não ser que me peçam muito, mas urinavam de pé. De pé, como as falecidas árvores da Senhora Dona Palmira Bastos. De pé, como as vítimas da fome. De pé, como os homens em geral. De pé! Homens e mulheres eram iguais. Depois as mulheres resolveram amouchar para o acto e vão aos pares à casa de banho. Hoje em dia as mulheres queixam-se de discriminação de género.

P.S. - Hoje, 19 de Novembro, é Dia Mundial da Casa de Banho.