António Capucho, ex-conselheiro de Estado, cavaquista indesmentido e histórico do PSD, criticou ontem a decisão do Governo de acabar com a tolerância de ponto no Carnaval, especialmente numa altura de austeridade."É uma decisão extremamente contraproducente, negativa, injusta, precipitada e em cima do acontecimento", disse o ex-presidente da Câmara de Cascais, à rádio TSF. "Numa altura em que as pessoas estão relativamente deprimidas por força dos problemas económicos que atravessam e da austeridade que estão a sofrer, acho um disparate completo cortar-lhes a possibilidade de, num dia por ano, darem largas à sua alegria, vir para a rua e comemorar o Carnaval", frisou.
Por acaso, acerca deste assunto, estou como o tolo no meio da ponte. Mas não deixa de ter piada que, uma semana depois da primeira ofensiva dos Cavaquistas Anónimos (como lhes chamou, com o veneno do costume, Marcelo Rebelo de Sousa), Capucho, exactamente Capucho, se agarre a isto para manter a guerrinha em banho-maria.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
Um cavaquista pouco anónimo
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domingo, 29 de janeiro de 2012
"Os cavaquistas"
Então ele ainda há cavaquistas? Os cavaquistas não se esgotaram quando, em 2006, Cavaco Silva foi eleito pela primeira vez para "Presidente de todos os portugueses"? Ou "os cavaquistas" são apenas um alter ego que serve a Cavaco para manobrar e mandar dizer aquilo em que, como chefe de Estado, não mexe e cala? Seja como for, "os cavaquistas" estão pelos cabelos com o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e parece que até já exigem a sua saída do Governo.
"Os cavaquistas" vêem Gaspar como "um ultraliberal" que está a "dar cabo" do modelo social e económico construído após o 25 de Abril e no qual, frisam, os três governos de Cavaco (1985-1995) tiveram um papel crucial. "Os cavaquistas" acham errado que as medidas de austeridade que são impostas pela crise da dívida pública sejam concretizadas com um enquadramento que vai conduzir, acreditam, à destruição da classe média e, consequentemente, do tecido económico português, que assenta em pequenas e médias empresas, que vivem do consumo.
Eu não sou cavaquista, tarrenego!, mas também já tinha dado fé. E denunciei-o aqui. Por isso, não posso estar mais de acordo, olho da rua para Vítor Gaspar! E olho da rua para "os cavaquistas", a ver se esta retrete começa a feder menos.
"Os cavaquistas" vêem Gaspar como "um ultraliberal" que está a "dar cabo" do modelo social e económico construído após o 25 de Abril e no qual, frisam, os três governos de Cavaco (1985-1995) tiveram um papel crucial. "Os cavaquistas" acham errado que as medidas de austeridade que são impostas pela crise da dívida pública sejam concretizadas com um enquadramento que vai conduzir, acreditam, à destruição da classe média e, consequentemente, do tecido económico português, que assenta em pequenas e médias empresas, que vivem do consumo.
Eu não sou cavaquista, tarrenego!, mas também já tinha dado fé. E denunciei-o aqui. Por isso, não posso estar mais de acordo, olho da rua para Vítor Gaspar! E olho da rua para "os cavaquistas", a ver se esta retrete começa a feder menos.
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