| Foto Hernâni Von Doellinger |
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Lugares-(in)comuns 120
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
Não foi o fim do mundo, mas serviu de ensaio
sexta-feira, 16 de março de 2012
Olha a novidade!...
1. Santana Lopes disse ao semanário Expresso que admite candidatar-se a Presidente da República e que está a preparar um livro. Como o Costa, mas antes que o Costa se pisgue, não é?
2. O Governo considera que não há qualquer tipo de incompatibilidade no facto de António Borges acumular o cargo de administrador da Jerónimo Martins (dona do Pingo Doce) com a supervisão das privatizações. E não há, pois não?
3. Tudo normal. Tudo como já sabíamos.
2. O Governo considera que não há qualquer tipo de incompatibilidade no facto de António Borges acumular o cargo de administrador da Jerónimo Martins (dona do Pingo Doce) com a supervisão das privatizações. E não há, pois não?
3. Tudo normal. Tudo como já sabíamos.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Lunáticos
Ora bem: eu não sei em que país é que esta gente vive, não sei onde é que esta gente tem a cabeça. Em Portugal é que não é, de certeza. Primeiro aparece-me o Soares dos Santos (SS) com a lengalenga de que andámos anos e anos a viver "acima das nossas possibilidades" e agora só estamos a pagar o patau. Mas de quem fala SS? Da sua família rica? Do seu círculo de amigos ricos? Ou dos pobres trabalhadores do Pingo Doce, aos quais impõe condições de escravos e salários de miséria? Quem é que pôs o País a viver "acima das suas possibilidades"? Fui eu? Foram os operários dos Estaleiros de Viana do Castelo? Mas é mesmo do Portugal onde eu vivo que SS fala?
Agora vem a Manuela Ferreira Leite, que, verdade seja dita, não costuma ter muita sorte cada vez que abre a boca. E voltou a entrar mosca. Portugal tem 800 mil desempregados e mais de dois milhões de pobres, abaixo e acima dos 70 anos. E até 2013 vão desaparecer mais de 116 mil empregos e o rendimento real das famílias vai cair mais de dez por cento. Este é o país real, que MFL desconhece de todo. Este é o país das pessoas, das ruas, dos autocarros e do metro, que MFL obviamente não frequenta. É o país da sopa dos pobres, dos sem-abrigo, dos sem-saúde, dos sem-futuro, que MFL comodamente ignora.
De uma ex-conselheira de Estado, ex-ministra e ex-líder da oposição, eu esperava que ela tivesse rasgo e indicasse o caminho para que, apesar da situação do País e da Europa, Portugal - este Portugal desempregado, pobre e doente - pudesse continuar a ter, pelo menos, um serviço nacional de saúde universal e tendencialmente gratuito. Mas não. A sentença de Manuela Ferreira Leite está dada: hemodiálise para quem tem dinheiro, a morte para quem não tem.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Sempre contra os trabalhadores
João Almeida, porta-voz do CDS e vice-presidente da bancada do partido, sugeriu ontem no Parlamento que os consumidores portugueses deveriam boicotar o Pingo Doce, como castigo pela deslocalização do principal accionista da Jerónimo Martins para a Holanda. "Se é legítimo a um empresário fazer essa opção - ainda que possa ser criticável -, também os consumidores podem retirar consequências dessa opção e adaptar o seu comportamento. Qualquer consumidor, perante esta opção do empresário, pode adaptar o seu perfil de consumo", disse o deputado.
Dei-lhe até à abertura do horário de expediente de hoje para vir explicar que o que disse não era o que queria dizer, que as suas declarações tinham sido retiradas do contexto, etc. e tal. Mas nada! E tomem nota que, a mim, não me pareceu que João Almeida estivesse a atacar o patronato (como se isso fosse possível!). O que eu percebi foi o CDS a virar-se mais uma vez contra os trabalhadores.
Explico: descontado o facto de outros grupos nacionais já andarem lá por fora a fazerem pela vida com os seus supermercados, o que eu pergunto é:
- Ok, liquidamos o Pingo Doce cá em Portugal. E o que é que fazemos com os seus trabalhadores?
- Ok, deixamos de comprar no Pingo Doce. E vamos comprar onde, nas lojas gourmet?
Dei-lhe até à abertura do horário de expediente de hoje para vir explicar que o que disse não era o que queria dizer, que as suas declarações tinham sido retiradas do contexto, etc. e tal. Mas nada! E tomem nota que, a mim, não me pareceu que João Almeida estivesse a atacar o patronato (como se isso fosse possível!). O que eu percebi foi o CDS a virar-se mais uma vez contra os trabalhadores.
Explico: descontado o facto de outros grupos nacionais já andarem lá por fora a fazerem pela vida com os seus supermercados, o que eu pergunto é:
- Ok, liquidamos o Pingo Doce cá em Portugal. E o que é que fazemos com os seus trabalhadores?
- Ok, deixamos de comprar no Pingo Doce. E vamos comprar onde, nas lojas gourmet?
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