É de homem
Homem que é homem não joga à malha. Faz.
domingo, 14 de junho de 2026
Está nas nossas mãos
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
O aeroporto é nosso!
Do monólogo ao solilóquio
Tomou a palavra logo a seguir a si próprio, desvanecido com tamanha facúndia. Falou, falou, falou, até que a voz lhe doeu. Então sentou-se e aplaudiu-se entusiasticamente.
E o que é que Fafe tem? Pois, para além da igreja e do palacete levados ao engano, Fafe tem a Casa do Penedo e a Casa do Santo Velho, na minha rua, e "um enorme parque aquático ao ar livre", embora os indígenas prefiram refrescar-se "no reservatório local chamado Barragem de Queimadela". Para além disso, garante o indesmentível The Sun, Fafe tem "comida e bebida baratas", "restaurantes baratos e hotéis económicos". É pouquinho? Mas é de boa vontade.
Isto aqui vai ser outra vez o fim do mundo, vamos ficar a nadar de camones. E convém que parem imediatamente os estudos uns atrás dos outros que só dão despesa e não vão a lado nenhum. Nem Portela, nem Portela + 1, nem Portela + 2, nem Montijo, nem Alcochete, nem Santarém, nem Pegões, nem Rio Frio, nem Poceirão, nem Beja, nem Monte Real, nem Alverca. Nada disso. O novo aeroporto de Lisboa só pode ser em Fafe! Em Fafe, mais exactamente na freguesia de Golães, cumprindo-se enfim a viperina profecia da maledicência de outros tempos - assunto que metia emigração, maridos fora, mulheres sozinhas, desejo, amantes, adultério, "cornos", portanto "aviões", portanto "campo de aviação", falatório desmoderado, boatos, calúnias pela calada, onzenices, muito veneno e ruindade por parte de quem falava só por falar, e talvez também inveja.
domingo, 19 de novembro de 2023
Novo aeroporto de Lisboa é em Fafe
| Foto Hernâni Von Doellinger |
A notícia saiu no insuspeito tablóide britânico The Sun e portanto só pode ser verdade: Fafe é "a cidade mais barata de Portugal". Pelo menos, para inglês ver. De acordo com o bem informado artigo, que confunde o Palacete dos Dantas com a Igreja Românica de Arões, Fafe, "uma cidade pouco conhecida em Portugal", ficou em primeiro lugar num ranking de barateza turística elaborado por uma entidade alegadamente chamada Porto Travel Guide. Mais de cem cidades portuguesas terão sido "analisadas por especialistas", e Fafe ganhou, à frente de Oliveira de Azeméis, Famalicão, Ovar e Amarante, só para se ter uma ideia.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
Fafe teve um anão praticamente famoso
Num artigo muito à época, com o desajeitado título de "Um exemplar raro", o Almanaque falava do "petiz de 59 anos" que passou ao lado de uma grande carreira derivado a dois pormenores que hoje não teriam importância nenhuma: a ignorância e o calçado. O anão de Fafe, que "nos seus tempos fazia serenatas, mas não casou", nasceu lamentavelmente com pelo menos 80 anos de avanço. Fosse ele dos dias de hoje e ninguém sabe se não estaria em São Bento ou Belém.
Porque faltou muito pouco para que o nosso José Nogueira se tivesse transformado numa espécie de atracção de feira a nível nacional, numa celebridade, e é preciso que se note que na altura não havia reality shows nem TVI. Aquilo era mesmo o máximo, era sucesso garantido. E o Paulo Portas também foi pelas feiras que começou.
Segundo rezava o Almanaque, o ilustre fafense José Pinto Bastos "andou para levar" o nosso anão "ao grande Coliseu dos Recreios de Lisboa, pelo que teve entendimentos com o benemérito Empresário Ricardo Covões". A coisa só não foi avante por causa de José Nogueira, tornando ao Almanaque, "ser analfabeto e estar afeito a usar socos e, lá, precisar de usar calçado de polimento, fraque e luvas." Os socos... Os socos é que o lixaram. O analfabetismo foi desculpa, é o que eu acho.
Portanto cá está: desconheço se Cavaco Silva deixou os tamancos em Boliqueime ou se a jovem reformada Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, trocou de chinelas antes de abalar de Valpaços. Ignoro se o PGR Pinto Monteiro escondeu os socos em Porto de Ovelha e se Passos Coelho fez uma fogueira com as velhas chancas em Vila Real. Um coisa é certa, mas não sei quem foram os empresários: estes quatro deixaram a terrinha, cada qual do seu canto, aventuraram-se a Lisboa, fizeram os respectivos coliseus e hoje têm o País a seus pés. Melhor dizendo: debaixo dos pés. No tempo do analfabetismo moral e de outros rasteirismos, eles são os maiores de Portugal. E usam calçado de polimento, fraque e luvas.
P.S. - Publicado originalmente no dia 13 de Dezembro de 2011, sob o título "Calçado de polimento, fraque e luvas". Eram outros os protagonistas políticos, mas os de hoje também servem à pinta. A Fábrica de Camurças, Pelicas e Pergaminhos do Porto foi criada no dia 8 de Fevereiro de 1774.
terça-feira, 8 de maio de 2018
Feiras Francas de Fafe 2018 (programa)
| Foto Hernâni Von Doellinger |
Era a brincar. Eu não sei nada sobre a programação geral das Feiras Francas deste ano e a Câmara de Fafe também não. Tem tempo. Ainda faltam três dias para que a coisa comece e nove para que acabe...
sábado, 2 de dezembro de 2017
sábado, 20 de agosto de 2016
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Calçado de polimento, fraque e luvas
Num artigo muito à época, com o desajeitado título de "Um exemplar raro", o Almanaque falava do "petiz de 59 anos" que passou ao lado de uma grande carreira derivado a dois pormenores que hoje não teriam importância nenhuma: a ignorância e o calçado. O anão de Fafe, que "nos seus tempos fazia serenatas, mas não casou", nasceu lamentavelmente com pelo menos 80 anos de avanço. Fosse ele dos dias de hoje e ninguém sabe se não estaria em São Bento ou Belém.
Porque faltou muito pouco para que o nosso José Nogueira se tivesse transformado numa espécie de atracção de feira a nível nacional, numa celebridade, e é preciso que se note que na altura não havia reality shows nem TVI. Aquilo era mesmo o máximo, era sucesso garantido. E o Paulo Portas também foi pelas feiras que começou.
Segundo rezava o Almanaque, o ilustre fafense José Pinto Bastos "andou para levar" o nosso anão "ao grande Coliseu dos Recreios de Lisboa, pelo que teve entendimentos com o benemérito Empresário Ricardo Covões". A coisa só não foi avante por José Nogueira, tornando ao Almanaque, "ser analfabeto e estar afeito a usar socos e, lá, precisar de usar calçado de polimento, fraque e luvas". Os socos... Os socos é que o lixaram. O analfabetismo foi desculpa, é o que eu acho.
Portanto, cá está: desconheço se Cavaco Silva deixou os tamancos em Boliqueime ou se a jovem reformada Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, trocou de chinelas antes de abalar de Valpaços. Ignoro se o PGR Pinto Monteiro escondeu os socos em Porto de Ovelha e se Passos Coelho fez uma fogueira com as velhas chancas em Vila Real. Um coisa é certa, mas não sei quem foram os empresários: estes quatro deixaram a terrinha, cada qual do seu canto, aventuraram-se a Lisboa, fizeram os respectivos coliseus e hoje têm o País a seus pés. Melhor dizendo: debaixo dos pés. No tempo do analfabetismo moral e de outros rasteirismos, eles são os maiores de Portugal. E usam calçado de polimento, fraque e luvas.
