Lamúrias
"Que pena! Tenho o corpo tão bonito,
E nenhum amoroso me procura!
E, quem sabe?, talvez à sepultura
Eu me vá, de capela e de palmito!
"Em tempos, um rapaz muito esquisito,
Inda imberbe mas lindo de figura,
Passava, mas fugiu! Que desventura:
Era da raça dos Josés do Egipto!
"E os dias vão passando, sem que veja
A mais ligeira mutação de cena!
Por sobre mim uma ave negra adeja!
"De corpo tão bonito, alta e morena
À própria Vénus causaria inveja,
E assim tão bela... durmo só! Que pena!"
"Ecos do Passado", João Penha
(João Penha nasceu no dia 29 de Abril de 1838. Morreu em 1919.)
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segunda-feira, 29 de abril de 2019
quarta-feira, 29 de abril de 2015
João Penha
O fim
Já não tenho inspirações:
Debalde na tinta banho
A minha nervosa pluma!
Era pastor de ilusões,
E de todo o meu rebanho
Já não me resta nenhuma!
"Ecos do Passado", João Penha
(João Penha nasceu no dia 29 de Abril de 1838. Morreu em 1919.)
Já não tenho inspirações:
Debalde na tinta banho
A minha nervosa pluma!
Era pastor de ilusões,
E de todo o meu rebanho
Já não me resta nenhuma!
"Ecos do Passado", João Penha
(João Penha nasceu no dia 29 de Abril de 1838. Morreu em 1919.)
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