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domingo, 27 de outubro de 2013

O homem que sabia uma coisa terminada em "ia"

José Policarpo sabia de uma coisa terminada em "ia". Pedofilia?, perguntaram-lhe logo. Não, de pedofilia não sei nada, respondeu. Compaixão?, insistiram. Vão-se lixar, isso não interessa para nada e nem sequer termina em "ia", protestou o príncipe da Igreja na reforma. Economia, sei é de economia, acabou por se abrir o emérito, parece que um tudo nada afrontado com a maneira leviana como sindicatos e oposição estão a governar Portugal. Ou então seriam gases.

sábado, 13 de outubro de 2012

O que é que o patriarca tem contra as procissões?

José da Cruz Policarpo disse ontem, em Fátima, que a democracia na rua corrompe a "harmonia democrática". Fala bem o cardeal patriarca de Lisboa: o povo merece e tem direito a um lugar digno para exercer o poder, mas, enquanto não chega a São Bento, que mal é que tem a rua? Que mal é que têm as manifestações de fé numa vida melhor? Que mal é que tem a revolução?
Foi na rua que o revolucionário Jesus Cristo afrontou os poderosos e a "harmonia" do Seu tempo, em nome e para salvação dos pobres e oprimidos de todos os tempos. Foi na rua que Jesus fez o Sermão da Montanha, como o próprio nome indica, e nos deu as Bem-Aventuranças e nos ensinou o Pai-Nosso e o perdão. Foi na rua que o Senhor nos mandou sair à rua: Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois, quem pede recebe; e quem procura encontra; e ao que bate abrir-se-á. Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? (Mateus, 7:7-10). Foi na rua que o Filho do Homem curou cegos, coxos, paralíticos e leprosos, confraternizou com "pecadores" e tocou os corações. Foi na rua que Lhe cantaram hossanas e O vilipendiaram até à morte. Na rua. O radical JC era um grande fã das actividades ao ar livre. E, a partir de cinco papos-secos e dois carapaus, até foi Ele o inventor do piquenicão. Truque de nada: dar de comer a quem tem fome.
Mas falou bem o cardeal patriarca de Lisboa. Em Fátima - onde preside à manifestação do 13 de Outubro. Ao menos ficou definitivamente assente de que lado é que ele está. Era portanto isto o que, neste momento, Sua Eminência tinha a dizer aos pobres de Cristo em Portugal: para casa, suas bestas!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Os nossos bispos, a pedofilia e a hipocrisia deles

José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, garantia em Dezembro do ano passado, meia dúzia de dias antes do Natal, que não conhecia casos de pedofilia na Igreja portuguesa. Mas também dizia que o melhor era não "deitar foguetes antes da festa, porque um caso pode sempre aparecer". Pois pode e é preciso ter cuidado. Não faltam por aí manetas, por eles, os foguetes, lhes terem rebentado nas mãos - avisei eu.
Ontem, José Policarpo anunciou que os bispos portugueses querem que as vítimas de abusos sexuais por parte de membros do clero participem os casos "às autoridades civis competentes".
Não sei se o cardeal arrepiou caminho apenas para salvar as mãozinhas ou se teve um rebate de consciência. Mas este desafio dos bispos, tal como foi lançado cá para fora, enrodilhado em alegadas questões legais (e não morais, valha-nos Deus), é uma indecência e de uma hipocrisia e crueldade para as vítimas que envergonham o Jesus Cristo que as excelências reverendíssimas deviam pregar e viver.
Quem é esta gente que fala em nome da minha Igreja e já não sabe o que é o amor ao próximo e a caridade cristã? O que é que acontece a esta gente quando se veste de vermelho, para tão escandalosamente desdenhar dos mais fracos e indefesos, dos estropiados?

E, no entanto, José Policarpo e os seus bispos (não sei quem os empurrou) deram um passo em direcção à verdade: há pedófilos e vítimas de pedofilia na Igreja portuguesa. A Hierarquia anda muito devagar e por isso eu só lhe peço que tente, para já, mais um passo. Um pequeno passo até ao enorme tapete para baixo do qual tem varrido, pelo menos ao longo dos últimos quarenta anos, os diversos casos de abusos sexuais sobre menores que conhece e a que fecha os olhos. E que tenha a dignidade mínima de expor, expurgar e fazer castigar os violadores e não as vítimas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O valor dos feriados

O patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, alertou hoje para o "valor dos feriados". Tanto quanto me lembro, eram pagos a dobrar e davam direito a uma folga.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Temos de ser uns para os outros

D. José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, defendeu hoje em Fátima que os políticos não têm de assumir a sua ligação à maçonaria. Eu não previ que a Igreja tinha uma palavrinha a dizer sobre o assunto? Também não era difícil de adivinhar.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O cardeal e os foguetes

O cardeal patriarca de Lisboa garantiu ontem, em entrevista à rádio TSF e ao jornal Diário de Notícias, que não conhece casos de pedofilia na Igreja portuguesa. Mas, à cautela, acrescentou que "não podemos estar a deitar foguetes antes da festa, porque um caso pode sempre aparecer". Faz muito bem o senhor D. José Policarpo. Foguetes, não! Ainda lhe rebentam mas mãos.