Caro Amigo
Caro Amigo,
Lembrei-me de te escrever hoje. Há que tempos, não é? Andei a mexer nas
gavetas, faço isso uma vez por ano, sei lá porquê, e no meio da papelada
encontrei meia dúzia de abraços antigos mas ainda em razoável estado de
conservação. É o que me resta. Acho que é uma pena deitá-los fora. Vou
mandar-te um. Espero que te sirva.
Melhores cumprimentos,
Haniceto.
Sensibilidade e bom senso
- É pá, pensava que já tinhas morrido...
A mãe, o pai e o filho da mãe
A mãe: - Vai para casa da mamã!...
O filho: - Mas, ó mãe...
A mãe: - Vai chamar mãe a outra!
O filho: - Ó pai!
O pai: - Quê?
O filho: - Olhe a mãe...
O pai: - Era o que faltava...
Felicidade é coisa pouca e tudo
Vou a Oliveira de Azeméis, por exemplo, e levo uma data de "Ó jovem!",
geralmente dito por pessoas de bandeja na mão e com idade para serem, vá
lá, meus netos. Afino! Ai, se soubessem como eu afino!... Por outro
lado: vou a Fafe, por exemplo, e as pessoas, algumas com idade para
serem, vá lá, meus filhos, chamam-me "Meu rico menino!", e eu gosto.
Fico feliz da vida!... Quer-se dizer: todas as terras são por exemplo,
mas algumas são mais por exemplo do que outras. E neste particular,
deixem-me que vos diga, Fafe é, modéstia à parte, uma terra por
exemplíssimo...
Da profissão ao emprego vai semântica e não só
- Profissão?
- Jardineiro.
- Onde trabalha?
- Estou desempregado.
- Então porque disse que é jardineiro?
- Porque é a minha profissão.
- Mas eu perguntei-lhe...
- Perguntou-me pela profissão: sou jardineiro. Se me perguntasse pelo emprego: desempregado.
- Portanto, é ex-jardineiro...
- Não. Portanto, sou jardineiro. Ex-empregado.
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