Horas limpas
Ouça lá: quando mudar a hora, não se esqueça de a pôr para lavar.
O casal passeava o cãozinho de quarto de quilo pela manhã solarenga e ventosa do Parque da Cidade. Nisto, o fraldiqueiro, que é como as pessoas, só lhe falta falar, apertou-se-lhe a vontade e urinou com assinalável pertinácia mesmo em frente à porta principal do magnífico Pavilhão Multiusos. O pai do cão, quero dizer, o homem, olhou ao redor e resolveu dar uma lição de civilidade a quem por ali passava àquela hora de quem não tem palha no ninho. Quer-se dizer: a mim. E mandou à mulher, quero dizer, à mãe do cão: - Trazes o saquinho? Apanha o chichi!
- O chichi? - chispou a madama. - Então eu vou apanhar mijo? Com as mãos? Também não exagéremos!
E eu dei razão à senhora. Realmente, também não exagéremos..
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