Hoje é Dia Mundial do Introvertido. Mas vamos deixá-lo em paz...
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2025
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
Ansiedade climática 2
Aos 19 anos e um mês, o velho activista meteu baixa e os papéis para a reforma. Padecia de ansiedade climática, e contra isso nada.
sábado, 27 de agosto de 2022
A coisa mais violenta que se pode dizer a um filho
O psicólogo Eduardo Sá disse uma vez no Diário de Notícias que "divórcio" é a coisa mais violenta que se pode dizer a um filho. Eu digo, aqui, que "sopa" é que é a coisa mais violenta que se pode dizer a um filho.
Outras coisas mais violentas do que "divórcio" que se podem dizer a um filho: "cama, já!", "esse telemóvel serve muito bem!", "uma semana sem sair!", "um mês sem tablet!", "meio ano sem gomas!", "come uma banana!", "peixe é bom", "não, ela não pode dormir cá!", "acabou-se a mesada!", "podes ajudar aqui?", "empresta à tua irmã!", "dá um beijinho à avó!", "pergunta ao pai!", "pergunta à mãe!", "o pai morreu", "a mãe morreu"...
Outras coisas mais violentas do que "divórcio" que se podem dizer a um filho: "cama, já!", "esse telemóvel serve muito bem!", "uma semana sem sair!", "um mês sem tablet!", "meio ano sem gomas!", "come uma banana!", "peixe é bom", "não, ela não pode dormir cá!", "acabou-se a mesada!", "podes ajudar aqui?", "empresta à tua irmã!", "dá um beijinho à avó!", "pergunta ao pai!", "pergunta à mãe!", "o pai morreu", "a mãe morreu"...
P.S. - Hoje é Dia do Psicólogo. No Brasil.
O complexo 2
Trabalhadores despedidos e abandonados, falência fraudulenta, fábrica encerrada, dívidas ardilosamente insolúveis, fortunas abafadas, putas e vinho verde, Ferraris e Jaguares à porta da mansão com piscina, menino da lágrima e campo de ténis, missinha todos os domingos e rotários às sextas-feiras. Os psicólogos não têm dúvidas: é o chamado complexo industrial...
O complexo
Era evidentemente um complexo, com todos os seus sintomas. Estádio, pavilhão, piscina e quatro campos de ténis. Em Psicologia costumamos chamar-lhe complexo desportivo.
quarta-feira, 25 de maio de 2022
O complexo
Trabalhadores despedidos e abandonados, falência fraudulenta, fábrica encerrada, dívidas ardilosamente insolúveis, fortunas abafadas, putas e vinho verde, Ferraris e Jaguares à porta da mansão com piscina, menino da lágrima e campo de ténis, missinha todos os domingos e rotários às sextas-feiras. Os psicólogos não têm dúvidas: é o chamado complexo industrial...
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Corpo e Identidade, de Orlando von Doellinger
"Corpo e Identidade - Perspetiva Psicodinâmica da Unidade Somatopsíquica", livro de Orlando von Doellinger, acabado de editar pela Lidel. Médico psiquiatra, doutorado em Psicologia e professor no Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Orlando von Doellinger é director do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa e membro titular da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e da International Psychoanalytical Association. É também meu irmão.
Etiquetas:
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segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Os gays, ou quando a Igreja não sabe ser mãe
Diz que vai por aí uma certa e determinada confusão a propósito de umas tais declarações da "psicóloga católica" Maria José Vilaça. A Psicologia Católica é uma especialidade clínica (suponho) que eu ignorava, mas não sou dos que negam à partida uma ciência que desconheço. Portanto...
Maria José Vilaça diz que disse à revista Família Cristã que ter um filho homossexual é como ter um filho toxicodependente. "Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer", diz que disse a senhora doutora. Quer-se dizer, ter um filho homossexual ou toxicodepente é o mesmo que ter um filho trolha que a mãezinha sempre soube que nasceu para ser presidente da república. Isto é, ter um filho homossexual, toxidependente ou trolha é praticamente como ter um filho propriamente dito...
Também não sabia dos homossexuais católicos, que certamente serão completamente diferentes dos homossexuais protestantes, dos homossexuais ortodoxos, dos homossexuais judeus, dos homossexuais budistas, dos homossexuais islâmicos, dos homossexuais agnósticos, dos homossexuais ateus, dos homossexuais bissextos e dos homossexuais apenas. Mas, palavra de honra, não quero saber o que é que objectivamente os diferencia...
Mas sei que, por exemplo, a Igreja Católica Apostólica Romana, que impõe o celibato aos seus funcionários de topo (de padres ao Papa) e lhes exige a castidade, desculpa-lhes o pinanço com mulheres, ainda que casadas, e varre para debaixo do tapete o abuso sobre rapazinhos, posto que inocentes. Os clérigos homossexuais que exigem os seus direitos também me fazem rir, porque não sei qual foi a parte que eles não perceberam quando, no acto da ordenação, perante família e testemunhas, se deitaram no chão aos pés do bispo e aceitaram e juraram desatarraxar a pila para todo o sempre, amém.
A ver se me explico: os padres católicos, enquanto a "Lei" for lamentavelmente assim, não podem reclamar direito a sexualidade de marca nenhuma - nem homo, nem hetero, nem bi, nem pan, nem tudo ao monte e fé em Deus, nem sequer à punheta, escusam de vir com paninhos quentes. Não há sexo para ninguém! Os padres não podem ser sexuais.
O lamentável, o triste, o nojo é que a Igreja instrumental, especialista circense em malabarismos hipócritas, cirrosada em pecado e vício até aos entrefolhos, continue a oprobrizar os seus filhos homossexuais que afinal nunca juraram a Deus castidade e que só querem ser felizes com quem escolheram e acreditando e vivendo em Jesus, tenham ou não cartão de católico em dia. Uma Igreja assim não é boa mãe...
Maria José Vilaça diz que disse à revista Família Cristã que ter um filho homossexual é como ter um filho toxicodependente. "Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer", diz que disse a senhora doutora. Quer-se dizer, ter um filho homossexual ou toxicodepente é o mesmo que ter um filho trolha que a mãezinha sempre soube que nasceu para ser presidente da república. Isto é, ter um filho homossexual, toxidependente ou trolha é praticamente como ter um filho propriamente dito...
Também não sabia dos homossexuais católicos, que certamente serão completamente diferentes dos homossexuais protestantes, dos homossexuais ortodoxos, dos homossexuais judeus, dos homossexuais budistas, dos homossexuais islâmicos, dos homossexuais agnósticos, dos homossexuais ateus, dos homossexuais bissextos e dos homossexuais apenas. Mas, palavra de honra, não quero saber o que é que objectivamente os diferencia...
Mas sei que, por exemplo, a Igreja Católica Apostólica Romana, que impõe o celibato aos seus funcionários de topo (de padres ao Papa) e lhes exige a castidade, desculpa-lhes o pinanço com mulheres, ainda que casadas, e varre para debaixo do tapete o abuso sobre rapazinhos, posto que inocentes. Os clérigos homossexuais que exigem os seus direitos também me fazem rir, porque não sei qual foi a parte que eles não perceberam quando, no acto da ordenação, perante família e testemunhas, se deitaram no chão aos pés do bispo e aceitaram e juraram desatarraxar a pila para todo o sempre, amém.
A ver se me explico: os padres católicos, enquanto a "Lei" for lamentavelmente assim, não podem reclamar direito a sexualidade de marca nenhuma - nem homo, nem hetero, nem bi, nem pan, nem tudo ao monte e fé em Deus, nem sequer à punheta, escusam de vir com paninhos quentes. Não há sexo para ninguém! Os padres não podem ser sexuais.
O lamentável, o triste, o nojo é que a Igreja instrumental, especialista circense em malabarismos hipócritas, cirrosada em pecado e vício até aos entrefolhos, continue a oprobrizar os seus filhos homossexuais que afinal nunca juraram a Deus castidade e que só querem ser felizes com quem escolheram e acreditando e vivendo em Jesus, tenham ou não cartão de católico em dia. Uma Igreja assim não é boa mãe...
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