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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Diz que o Metro do Porto está entregue aos bichos

Foto Hernâni Von Doellinger

Contam-me que a Linha Azul (A) do Metro do Porto (Estádio do Dragão-Senhor de Matosinhos) é cada vez mais o Expresso do Drogódromo do Viso. Porto, 1 - Lisboa, 0. Nem o Casal Ventoso, nos seus tempos de glória, esteve assim tão bem servido de transportes públicos.
A fauna toxicodependente tem de tudo, como as farmácias e as lojas dos chineses. Há os mansos, que vão no seu canto e querem é que os deixem em paz, e ninguém tem nada com isso, mas também há uma perigosa corja de rufias, provocadores e ameaçadores em plena luz do dia e em horas de ponta e mola. Dizem-me que a minoria não toxicodependente dos passageiros da Linha Azul (A) anda cheia de medo desta gente.
E os seguranças também. Consta que ninguém os vê na Linha Azul (A) do Metro do Porto desde o princípio do ano. Será um exagero, mas quer-se dizer: os drogados tomaram conta, e a segurança desertou.
Atenção, esta parte eu não critico. Eu se fosse segurança também me fazia de ceguinho, ou pelo menos olhava para o outro lado, ou saía quando eles entrassem, porque sou cobarde e não tenho músculos que se vejam nem corte de cabelo nazi, e por isso é que não sou segurança. Eu se fosse segurança, palavra de honra, nem sequer me metia com os gandulos que agora viajam na esplanada das traseiras do metro sem que uma farda qualquer os arranque dali para fora pelas orelhas e, já agora, com um par de estalos. E antes que se aleijem.