Mostrar mensagens com a etiqueta Porto Canal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto Canal. Mostrar todas as mensagens

domingo, 8 de dezembro de 2019

O Chico Gordo que agora é magro

Na década de 70 do século passado houve em Portugal um notável avançado chamado Chico Gordo. Bernardo Francisco da Silva passou pelo FC Porto, Tirsense, Lourosa, Braga (creio que ainda é o melhor marcador da história dos arsenalistas no campeonato) e Setúbal, tendo brilhado também a grande altura numa famosa equipa do FC Moxico que foi campeã de Angola na época de 1972/73, portanto no tempo ainda da Guerra Colonial, ao lado de outros craques como Varela, Valença (o Fafe) ou Seninho. Exactamente, esse Seninho supersónico que, anos mais tarde, deixou as Antas para se juntar a Pelé, Carlos Alberto, Beckenbauer, Chinaglia ou Neskeens nos galácticos originais, os New York Cosmos, nos EUA.
Mas estão a ver o Chico Gordo, que por acaso até era magro, não estão?
Pronto, não era dele que eu queria falar. Era de outro Chico, que, este sim, está gordo como um chino: o Francisco José Viegas, que parece rebentar pelas costuras. Vi-o ontem, por acaso, em Caminha, onde o novo secretário de Estado da Cultura teve de gramar a pastilha de servir de aio de honor ao Presidente da República, que visitava a vila alto-minhota.
O Chico está o mesmo: um tipo porreiro, sem peneiras de governante, de fato cinzento mas sem gravata (ele nunca foi de gravata e também não há para aquela tamanho), agarrado à cigarrilha porque ainda era cedo para o charuto, sem séquito de chegamissos, passando pelo meio do povo que aguardava Cavaco Silva, pedindo educada e discretamente "dá licença, dá licença" como outra pessoa qualquer. E isto é bom.
Mas está mais largo, muito mais largo. Para os lados e para a frente. E isto pode ser mau. O Chico, Deus o abençoe, gosta do melhor que a vida tem: da boa mesa, de um bom vinho, de um puro cubano, do FC Porto, de uma charla entretida. Mas tem de se pôr a pau. Não só por questões de saúde ou estética, nem por ter a obrigação de ser agora, mais do que antes, um exemplo para o País. É que ele já tem problemas que cheguem com o Fisco, e, nos tempos que correm, tanta gordura até pode ser considerada sinal exterior de riqueza e ainda acaba a pagar imposto.

Já agora: como gostei de ver a descontracção e o empenho com que Maria Cavaco Silva cantou o Hino Nacional tocado pela Banda de Lanhelas! O secretário de Estado da Cultura, nem nota...

P.S. - Texto escrito originalmente no dia 17 de Julho de 2011. Torno a ele porque acabo de ver o bom do Francisco José Viegas na entrevista do Júlio Magalhães do Porto Canal. E o Francisco agora é magro. Esqueçam portanto o Chico Godo na parte que toca ao Viegas. E estimo-lhe que seja saúde.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Júlio Magalhães, radical em doca seca

Foto Hernâni Von Doellinger

Posso garantir que a seguir meteu água. E ainda lá está. Mas isso parece-me que será para "ler", dentro de dias, numa dessas revistas cor-de-rosa. Grande Juca - sempre disponível.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mentes que bilham


"Mentes que Bilham" dá no Porto Canal às quartas, quintas, sábados e domingos. Hoje não posso, mas um destes dias tenho mesmo de ver. O nome do programa intriga-me.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Falcao já foi

Acontece que eu vi. Vi o "Flash Porto" de terça-feira, no Porto Canal, e a cara de frete, de enjoo, com que Radamel Falcao debitou toda a cartilha de lugares-comuns futebolísticos, falando de tudo sem dizer nada. Não lhe apanhei um sorriso, ainda que esforçado, não lhe pressenti ponta de entusiasmo, ainda que falso, não lhe vi a alma. Só vi desconsolo. E ele não era assim. O ponta-de-lança portista do ano passado já cá não está.
A renovação do contrato, e consequente aumento da cláusula de rescisão, foi apenas uma manobra de Pinto da Costa para optimizar o valor da mais que provável venda do excelente avançado colombiano, que quer sair. Aí entenderam-se, mas pode ser que a castanha ainda lhes rebente nas mãos, se não aparecer o tal negócio por que ambos esperam. Fica o FC Porto sem os milhões a que já fazia contas e com um jogador apenas de corpo presente.
Outra manobra, a de ontem, com Pinto da Costa a recomprar 22,5 por cento do passe de João Moutinho, por quatro milhões de euros, quando, há menos de um ano (Outubro de 2010), tinha vendido 37,5 por cento dos direitos económicos do mesmo jogador a um fundo de investimento por... quatro milhões e 125 mil euros.
E não acredito que seja só o FC Porto a pôr a escrita em ordem, por causa das queixinhas que Luís Filipe Vieira vai certamente fazer à CMVM. Não. É Pinto da Costa a preparar o cenário para mais uma saída.