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domingo, 6 de março de 2022

Quem vê caras também vê baratas

Os óculos são como as luvas, as calças, as meias, as botas, os patins, as jarras, os estalos, os cornos e outras coisas boas da vida - vêm aos pares. Ocorreu-me este acutilante pensamento porque precisei de mudar de óculos. E então: "Estes óculos fazem-me um bocado palerma", disse eu à menina da loja, mirando-me no espelho. "Não diga um coisa dessas, por acaso até lhe ficam muito bem", disse-me a menina da loja. "Exactamente, é isso que eu quero dizer: estes óculos favorecem-me. Normalmente sou palerma completo", esclareci.

Acima de sargento

A ver se nos entendemos, finalmente: os óculos graduados são todos para cima de sargento?

P.S. - Hoje, 6 de Março, é Dia Internacional do Optometrista.

sábado, 6 de março de 2021

Para cima de sargento

Posso fazer uma pergunta? Pronto, já fiz. E agora outra: os óculos graduados são todos para cima de sargento?...

P.S. - Hoje, 6 de Março, é Dia Internacional do Optometrista.

Um bocado palerma

Os óculos são como as luvas, as calças, as meias, as botas, os patins, as jarras, os estalos, os cornos e outras coisas boas da vida - vêm aos pares. Ocorreu-me este acutilante pensamento porque precisei de mudar de óculos. E então: "Estes óculos fazem-me um bocado palerma", disse eu à menina da loja, mirando-me no espelho. "Não diga um coisa dessas, por acaso até lhe ficam muito bem", disse-me a menina da loja. "Exactamente, é isso que eu quero dizer: estes óculos favorecem-me. Normalmente sou palerma completo", esclareci.

Óculos com a bateria em baixo são uma chatice

É desagradável. Pousar os óculos e depois não saber onde. E precisar deles para os procurar. E pegar no telemóvel para lhes ligar, obrigando-os a darem sinal de si. E então lembrar-me de que nunca pus os óculos a carregar.

Ilusão de óptica

Era uma ilusão de óptica. Vista de perto não vendia óculos e similares, era apenas uma loja de fazendas...

O poliglotismo nacional ao serviço da saúde pública

(O Passeio Atlântico de Matosinhos é um mundo. Pelos menos, em dias sem pandemia e de tempo bondoso, é uma razoável amostra de mundo.)

O turista estrangeiro aproximou-se do vendedor de óculos de sol de beira de praia. Era obviamente um turista estrangeiro, só eu e os turistas estrangeiros é que sabemos malvestir assim, nunca me engano a esse respeito. O vendedor de óculos de sol de beira de praia é português dos quatro costados, conheço-o muito bem, há anos, monta banca todos os dias ali em baixo e quando chove é vendedor de guarda-chuvas de beira de praia. É, além disso, ambulante, mas apenas para fugir aos fiscais e à polícia. Ele também percebeu logo que o freguês que tinha pela frente era estrangeiro. Mas pensam que se atrapalhou?, era o que faltava! Nós os portugueses temos connosco esta habilidade extraordinária de nos desenrascarmos sempre, seja em que situação for, cá em casa ou lá fora, mesmo debaixo de água, aprendemos línguas, copiamos hábitos, possuímos este poder de desembaraço, improvisação e adaptação, que tomaram muitos, até os Alemães, e que fez de nós um povo das sete partidas do mundo por excelência. Bem, com estas tretas todas, esqueci-me do que queria contar...

Ah!, já sei: o turista estrangeiro. Portanto, o turista estrangeiro abeirou-se do vendedor de óculos português e perguntou: - The glasses, how much?... (Estão a ver como eu tinha razão?).

Foi um clique, um cagagésimo de segundo bastou para que o rapidíssimo cérebro do nosso vendedor formatasse "é inglês, pois então vamos a isso" e mudasse imediatamente de registo, fazendo um entre parênteses na língua do Camões. Cheio de segurança e poliglotismo, respondeu ao camone, marcando ostensivamente as sílabas no mais escorreito acento cockney: - Quali? Quali qui tu quieres?...

O extraordinário poder de observação dos barmen

Armado em parvo, o que lhe sucedia regularmente todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, cerca das quatro e meia da matina, Quitério entrou no Bar Àluzdasvelas pendurado nuns óculos de sol Ray Ban de lentes enormes e escuríssimas que lhe tapavam cerca de 75 por cento da cara, como se fossem uma máscara antipandémica mas ao contrário. Tacteou um lugar ao balcão e assim ficou. O solícito homem do bar atentou e disse: - Boa noite, senhor Quitério. Está diferente, hoje. O que é? Cortou o cabelo?...