Ajeitava-se para ser nome de romance ou título de filme de época, "Conhecimento e Sensibilidade", estão a ver?, mas é apenas Jorge Jesus no seu badalado regresso aos microfones. Proclamou o treinador do Benfica na insuspeita televisão do clube, perguntado por José Eduardo Moniz: "O meu conhecimento e sensibilidade dizem-me que o Benfica está próximo de ter a hegemonia do futebol português". Certo. E, cortando a direito, o técnico encarnado explicou como: "O êxito tem dois caminhos: os resultados e os títulos. Para atingir os títulos tem de haver resultados". Pois. Jesus é um filósofo. Da corrente lapaliciana e umbiguista. É filósofo no vácuo. E é por isso que eu gosto dele.
Não cuidem que estou a gozar. É a pura verdade: Jesus alegra-me os dias. Pelo que diz e pelos títulos que dá ao Porto. Está no Benfica mas é como se fosse nosso. Felizmente, no Dragão, pelo que tenho ouvido ao novo treinador durante esta primeira semana, parece que também não estamos mal servidos de Jorge Jesus.
Apenas mais um pormenor, antes que me esqueça: estão a ver aquelas entrevistas ridículas dos pivôs de telejornais aos donos ou presidentes das suas televisões? Aquelas fretadas inqualificáveis?! Pois mudou o paradigma, como se diz agora, embora não queira dizer nada: Jorge Jesus, o empregado, foi entrevistado pelo patrão. José Eduardo Moniz é vice-presidente do Benfica e administrador da SAD, e era o que faltava.
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sexta-feira, 5 de julho de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Organizem-se, porra!
| Foto Hernâni Von Doellinger |
A Liga, os clubes, a Federação, as equipas B, o campeonato da primeira divisão, o campeonato da segunda divisão, a Taça de Portugal e a Taça da Cerveja: anda tudo bêbado. Afinal parece que o cancro do futebol português não é, como estava combinado, o criminoso quarto de hora perpetrado pelo FC Porto, a coberto da noite e por meio de estroncamento. E até daria jeito que fosse, porque era por ali que se cortava e, pronto, o país de letra pequena sossegava a pássara. Bater no FC Porto faz bem a Portugal. E faz bem à Bola, o jornal, e ao Correia da Manhã. Porém vai-se a ver e a merda é geral. Benfica, Sporting e Marítimo também se estão borrifando para a famigerada lei das 72 horas - diz uma "denúncia". Reparem: nada de anormal ressaltou nos registos oficiais. Os organizadores das provas nacionais não verificam nada - nem antes, nem durante, nem depois dos jogos. Foi uma "denúncia". Anónima e retardatária. Obviamente revanchista. Conclusão: a Liga e a Federação não sabem tomar conta do negócio. E A Bola e o Correio da Manhã também não.
Sempre quero ver - no fim disto tudo, se isto tudo tiver fim - quantos pontos vão perder a Federação e a Liga de Clubes.
E já agora: a selecção do Equador é, de facto, muito parecida com a selecção de Israel. Paulo Bento tem toda a razão: Equador e Israel, há lá coisa mais "similar"?
Depois da noite de ontem, tenho muito medo de Israel.
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sábado, 15 de setembro de 2012
A CMVM e os 40 milhões
Compreendo. E então? O que de facto Porto e Benfica receberam, ou vão receber, é o que mandaram dizer cá para fora? Quem é que está a aldrabar o mercado? Quais são os 40 milhões que valem mais? Os da Bola e do Benfica ou os do Pinto da Costa e do Porto? Pode saber-se?
domingo, 2 de setembro de 2012
A Bola interpõe recurso
sábado, 25 de agosto de 2012
"Não tivemos bem", diz A Bola
O jornal A Bola afirma que Rui Vitória, treinador do Guimarães, disse o seguinte no final do jogo com o FC Porto: "Não tivemos bem nas saídas para o ataque. A equipa esteve ansiosa quando tinha a bola. Fica a amargura do resultado. Temos consciência que não tivemos bem mas temos valor."
A pressa não explica tudo. Há um verbo ter e um verbo estar e por acaso até nem são sinónimos. A Bola meteu os pés pelas mãos e levou a oralidade à letra. Vamos lá rectificar. Portanto, o que Rui Vitória realmente declarou foi isto, e peço que fique lavrado em acta: "Não tivemos bem nas saídas para o ataque. A equipa teve ansiosa quando estinha a bola. Fica a amargura do resultado. Estemos consciência que não tivemos bem mas estemos valor."
A pressa não explica tudo. Há um verbo ter e um verbo estar e por acaso até nem são sinónimos. A Bola meteu os pés pelas mãos e levou a oralidade à letra. Vamos lá rectificar. Portanto, o que Rui Vitória realmente declarou foi isto, e peço que fique lavrado em acta: "Não tivemos bem nas saídas para o ataque. A equipa teve ansiosa quando estinha a bola. Fica a amargura do resultado. Estemos consciência que não tivemos bem mas estemos valor."
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A Bola acertou
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Eusébio mas sem molho
Hoje. Eusébio não faz 70 anos. Eusébio não foi internado. Eusébio não está internado. Eusébio não teve alta. Eusébio não voltou a ser internado. Eusébio não está melhor. Eusébio não está pior. Eusébio não é King. Isto é: Eusébio é forever King, por imperativo nacional, mas agora só daqui a um ano, se Deus quiser, que ainda é mais imperativo. A Bola, a Antena 1 e os outros que lhes foram ontem atrás vão dar-nos hoje um bocadinho de descanso. Um dia sossegado. Só não nos vão dar notícias, para variar, porque já há muito que não dão notícias e nas redacções já ninguém sabe o que isso é. Também nunca viram Eusébio jogar a bola. Portanto, porque não sabem do que falam, até são bem capazes de nos voltarem a enfiar, hoje, mais dose e meia de Eusébio, mas sem parabéns-a-você, sem boletins clínicos e sem outros lambe-botismos. Para mim, está bem. Mas sem molho, se faz favor.
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