sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Manuel Pinho foi assobiado e gostou

Estava aqui a mexer nuns papéis (de vez em quando é preciso mexer nos papéis, isto é, pegar nos papéis que estão na gaveta de cima e metê-los na gaveta de baixo, para, passados uns meses, pegar nos papéis que estão na gaveta de baixo e metê-los na gaveta de cima), estava aqui a mexer nuns papéis, dizia, e reencontrei-me com esta singela porém significativa história:
Era o ano de 2008. Manuel Pinho, o excelente ministro da Economia que se desgraçou por causa dos corninhos malandros na Assembleia da República, foi ao Estádio Nacional entregar a taça ao vencedor do Estoril Open - Roger Federer, para que conste. E levou a vaia da ordem. É uma tradição do torneio: assobiar o vaidoso do Governo que lá vai fazer figura de urso. Mandaram-me ligar-lhe no dia seguinte, para saber como é que ele encaixou a humilhação. E eu, calhou, apanhei-o.
Mas qual humilhação? Pinho estava satisfeitíssimo da vida, ria-se, e explicou-me porquê: "Toda e gente me disse que, de longe, fui o ministro menos assobiado dos últimos anos"...

Moral da história: os assobios são como alguns pronomes, relativos.

Sem comentários:

Enviar um comentário