terça-feira, 30 de abril de 2013

Acho piada à palavra estratégia

O alegado Governo de Portugal aprovou hoje aquilo a que chama Documento de Estratégia Orçamental. DEO, para os amigos. O DEO seguiu imediatamente para a Assembleia da República, onde vai ser apresentado pelo ministro Vítor Gaspar - o que não acerta nos números. E é aqui que eu me rio da palavra estratégia.

Onomástico 5

Foto Hernâni Von Doellinger

Heliodoro bacoco,
de esgálguica figura,
como arabesco barroco
saído de iluminura.

Novo terminal de cruzeiros do Porto de Leixões

Foto Hernâni Von Doellinger

Assim vai a construção do extraordinário edifício que acolherá a nova estação de passageiros do Porto de Leixões. As obras deverão estar concluídas "em meados do primeiro semestre de 2014", de acordo com informação ontem recolhida junto da APDL. Só ainda não há data para a inauguração.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Onomástico 4

                                                                                       Foto Hernâni Von Doellinger

Josué do lavatório,
bebedor retardatário,
por causa do falatório
entrou para o seminário.

(1984)

Guerra Colonial sobe ao palco no Porto

Criado a partir do livro "Não sabes como vais morrer", do jornalista Jaime Froufe Andrade, o espectáculo "Estórias do mato - a Guerra Colonial em palco" sobe à cena no Teatro Helena Sá e Costa, de 9 a 12 de Maio, sempre às 21h30. A peça, apresentada pelo TEatroensaio, tem dramaturgia e encenação de Pedro Estorninho e música original de José Mário Branco.
Antes. Na próxima sexta-feira, 3 de Maio, também pelas 21h30, a Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto acolhe um evento paralelo de promoção do espectáculo: a conferência "Memórias de Guerra e de Futuro", com os jornalistas Froufe Andrade e Nuno F. Santos e o encenador Pedro Estorninho, director artístico do TEatroensaio.

Jaime Cortesão

Quero-te, como quero ao ar e à luz
Porque não sou a ovelha do rebanho,
Nem vendi ao pastor a alma e a grei;
E onde não haja mais do que o redil,
És tua a minha pátria e a minha Lei.

Leva-me onde as estradas me pertençam.
Porque as vozes viris que me conduzem
Ninguém, melhor do que eu, sabe dizê-las;
Porque eu não temo as livres solidões,
Onde habitam os ventos e as estrelas.


Jaime Cortesão, "Ode à Liberdade", excerto

(Jaime Cortesão nasceu no dia 29 de Abril de 1884.  Morreu em 1960.)

domingo, 28 de abril de 2013