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domingo, 31 de maio de 2020
Walflan de Queiroz 4
Esta tarde meus olhos estão cansados de te esperar
E de te desejar na tranquila paisagem do porto,
Onde os barcos balançam mansamente sob o crepúsculo.
Esta tarde eu te ouço no murmúrio das águas, no voo
Da gaivota, quando desfalece em mim a visão da retirada ilha.
Esta tarde meu coração adormece docemente em tuas mãos
E penso no silêncio das estrelas e dos teus olhos.
"O Livro de Tânia", Walflan de Queiroz
(Walflan de Queiroz nasceu no dia 31 de Maio de 1930. Morreu em 1995.)
Etiquetas:
A Tânia numa tarde de crepúsculo místico,
cultura,
literatura,
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Walflan de Queiroz
sexta-feira, 31 de maio de 2019
Walflan de Queiroz 3
Autobiografia
Nasci sob o signo de São Bento José Labre.
Pedi esmola na porta de Notre Dame,
E fui encontrado morto numa rua de Madrid.
O primeiro hino foi meu, o primeiro canto,
Que comoveu a alma de Francesca de Rímini.
Fui monge, amei a virgem.
Fui marinheiro, estive no oriente.
Mais tarde, pertenci ao grupo dos poetas malditos,
E escrevi o meu último poema para uma menina espanhola.
"O Tempo da Solidão", Walflan de Queiroz
(Walflan de Queiroz nasceu no dia 31 de Maio de 1930. Morreu em 1995.)
Nasci sob o signo de São Bento José Labre.
Pedi esmola na porta de Notre Dame,
E fui encontrado morto numa rua de Madrid.
O primeiro hino foi meu, o primeiro canto,
Que comoveu a alma de Francesca de Rímini.
Fui monge, amei a virgem.
Fui marinheiro, estive no oriente.
Mais tarde, pertenci ao grupo dos poetas malditos,
E escrevi o meu último poema para uma menina espanhola.
"O Tempo da Solidão", Walflan de Queiroz
(Walflan de Queiroz nasceu no dia 31 de Maio de 1930. Morreu em 1995.)
quinta-feira, 31 de maio de 2018
Walflan de Queiroz 2
Hart Crane
Construamos uma ponte definitiva
Que sirva de ligação eterna entre Ocidente e o Oriente.
Uma ponte universal, maior do que a de Brooklyn
Irmanando pretos e brancos, ricos e proletários,
No grande dia inesquecível
Da paz e do amor entre os povos.
Então o mar devolverá teu corpo eo mundo em alegria.
"O Tempo da Solidão", Walflan de Queiroz
(Walflan de Queiroz nasceu no dia 31 de Maio de 1930. Morreu em 1995.)
Construamos uma ponte definitiva
Que sirva de ligação eterna entre Ocidente e o Oriente.
Uma ponte universal, maior do que a de Brooklyn
Irmanando pretos e brancos, ricos e proletários,
No grande dia inesquecível
Da paz e do amor entre os povos.
Então o mar devolverá teu corpo eo mundo em alegria.
"O Tempo da Solidão", Walflan de Queiroz
(Walflan de Queiroz nasceu no dia 31 de Maio de 1930. Morreu em 1995.)
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Walflan de Queiroz
Não me amem. Mutilaram-me quando vim ao mundo.
Não me olhem. Minhas mãos sangram ainda.
Não tenho presente nem passado, não pertenço a nenhum grupo, partido, seita, ou religião.
Amigos me faltam sempre, nunca inimigos.
As mulheres com as quais eu dormi, assassinaram-me.
Tenho estreita afinidade com os bandidos, os contrabandistas e os gângsters.
Tenho vivido já em várias épocas, não fui aceito por nenhuma.
Meu povo é o de Hamlet, o de Macbeth, e o de Ricardo III.
Detesto a chuva, o mar e o crepúsculo.
Amo somente a noite.
Amo somente minha solidão.
Não me amem. Sou um homem mutilado pelo sofrimento.
Não me olhem. Tenho no rosto os estigmas da crueldade.
Não tenho presente nem passado, não pertenço a nenhuma vida e nem a nenhum coração.
Faço poemas apenas porque sou um homem mutilado.
"O Tempo da Solidão", Walflan de Queiroz
(Walflan de Queiroz nasceu no dia 31 de Maio de 1930. Morreu em 1995.)
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