quarta-feira, 15 de maio de 2019

Joe Berardo, na Caixa desde 1962

No tempo em que havia 24horas, o original, mandaram-me escrever uma treta qualquer sobre e com os "ricos" da moda. Eram então dois, cromos por sinal: os meus inefáveis chefes, de Lisboa, queriam saber e que o País e mundo soubessem como é que Joe Berardo e Sousa Cintra, os tais, começaram as suas extraordinárias fortunas. Quer-se dizer: os meus inefáveis chefes, de Lisboa, não queriam saber absolutamente nada e faziam votos de que o País e o mundo se fodessem. Precisavam, em todo o caso, de meia dúzia de linhas de coisa nenhuma para meterem lá em cima o título bombástico que já tinham engatilhado e a seguir as fotografias da praxe. Chamarizes...
Isto foi pelos finais de 2007, se não me engano, e o que tinham de bom Sousa Cintra e Joe Berardo era que atendiam o telefone. Cintra contou-me que a avó lhe dava uns centavos quando ele era miúdo de seis ou sete anos, lá na algarvia Raposeira natal, e ele não gastava nem um tostão. E nem sabia bem para quê. Talvez para depois comprar um brinquedo, como via os outros meninos, mas nem isso. Cresceu, meteu-se no futebol e gastou a massa toda em cerveja e petróleo.
Berardo, esse, fez-se milionário sob o alto patrocínio da Caixa Geral de Depósitos. A sua primeira poupança foi uma conta que a mãe lhe abriu na Caixa, em 1962, na Madeira, com dois mil escudos (dez euros), teria ele então 18 anos. Uma semente. Uma conta que se manteve aberta e que nunca parou de crescer. O saldo de Berardo na Caixa já vai em 280 milhões de euros - mas de dívida. Joe Berardo deve ao banco público 280 milhões de euros, que se saiba até ao momento, na sequência de empréstimos manhosos que lhe deram de mão beijada e que ele agora não consegue ou não lhe apetece pagar. À banca portuguesa em geral, o comendador Berardo deve quase mil milhões de euros. Realmente uma fortuna. E tudo começou com apenas dois contos. Parece ilusionismo, número de circo. É por isso que ele se ri tanto e faz pouco do País...

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