terça-feira, 7 de janeiro de 2014

À espera da onda. E depois ela vem.

Foto Hernâni Von Doellinger

As pessoas gostam de "fotografar o mar quando está bravo e lança ondas furiosas contra o farol", conta o jornal. As pessoas vão de carro e estacionam, passam ali manhãs, tardes, noites, a vida inteira à espera da tal onda para a tal foto. A tal. Para mandar para a TVI e aparecer o nome em rodapé. Um dia a onda vem e é praticamente uma tragédia: "quatro feridos sem gravidade" e "duas dezenas de automóveis"... danificados.
As pessoas estão ali de merendeiro e máquina em punho à espera da onda colossal, do tsunami que arrase a cidade do Porto pelo menos até ao Alto da Maia e que a fotografia seja exclusiva. Vem uma onda mais entusiasmada, e dizem que "ninguém estava à espera que ela crescesse daquela maneira". Estavam, estavam - e gostam de falar aos jornais e às televisões.

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