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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Aprendi a adivinhar Ferreira Fernandes

Os chamados jornais digitais, agora, para serem lidos, tem de se meter a moeda. Não sei achar a esse respeito. Os artigos considerados mais importantes vêm com etiqueta de "premium" e só saem à casa, se saírem, mas estão acima das minhas actuais possibilidades, e portanto não jogo. A verdade é que só me faz falta o Ferreira Fernandes, lamentavelmente pago à linha, embora director do Diário de Notícias.
O Ferreira Fernandes é o meu cronista preferido, já disse. E gosto tanto de o ler que creio que já lhe apanhei o lado para onde descai o bilhar. E então o que é que eu faço? Pego no engodo, aquele paragrafozinho inicial dado à babuge, leio-o uma, duas ou três vezes, que continua a ser de graça, e suponho o resto do texto, porque o Ferreira Fernandes, noves fora os truques comerciais, é o Ferreira Fernandes que eu sei.

P.S. - Jornais digitais eram os antigos, em papel, folheados com os dedos molhados com cuspe, ou desfolhados, como dizia e diz um certo jornalismo analfabeto.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O novo livro de José Sócrates

Diz o DN, em título digital: "Sócrates promete escrever livro sobre "traição do PS" na Operação Marquês". E já se sabe quem é que vai escrever o livro que José Sócrates promete escrever?

sábado, 16 de junho de 2018

No Diário de Notícias está tudo bêbado?

O jornal Diário de Notícias de Lisboa publica um artigo copiado do jornal New York Times da América, e publica-o em inglês. A interessante e extensa prosa, que infelizmente não sei o que quer dizer, chama-se de nome completo Spain and Portugal Play a Draw for the Ages, Starring a Player for All Time, e eu só percebi aquela parte do bítala da bateria, o Ringo Starring. Mais uma vez, já se nota o dedo do meu ídolo Ferreira Fernandes.

Desgraçadamente, o jornal Diário de Notícias de Lisboa está fechando portas, às prestações. De momento vai passar a semanário. Percebi isso numas declarações da directora executiva Catarina Carvalho em que ela parecia querer explicar que não.

sábado, 5 de maio de 2018

O incrível Diário de Notícias

A Senhora Judite de Sousa deu uma entrevista à Senhora Fátima Lopes, na inauguração do programa "Conta-me como és", da TVI. O Diário de Notícias de Lisboa apresentou o seguinte título, espremendo o essencial do que a Senhora Judite de Sousa disse à Senhora Fátima Lopes: "Já passei dias sem tomar banho e já comi borrego com as mãos". O que é extraordinário! Nunca soube de ninguém que tivesse passado por tanto. Já se nota o dedo do Senhor Ferreira Fernandes...

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Controlinveste, a imparável: mais 160 para a rua

Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.

Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.

(Texto escrito e publicado no dia 19 de Outubro de 2012, com o título O que é preciso é Benfica, e repetido no dia 4 de Junho de 2013, com o título Angola toma conta do JN, do DN e da TSF. Hoje sobe outra vez à cena porque a Controlinveste acaba de anunciar o despedimento de mais 160 trabalhadores. E eu nem sabia que ainda havia tantos para despedir. Num país a sério, em jornais a sério, os directores que dão prejuízo é que vão para o olho da rua. Aqui a culpa é sempre do porteiro. E viva a Selecção!)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Angola toma conta do JN, do DN e da TSF

Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.

Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para ir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.

(Texto escrito e publicado em 19 de Outubro de 2012, então sob o título O que é preciso é Benfica. Confirma-se.)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O que é preciso é Benfica

Parece que Joaquim Oliveira vendeu os jornais a Angola. E depois? Qual é o escândalo? O que é que Portugal perde com a passagem do Jornal de Notícias e do buraco do Diário de Notícias para as mãos de um grupo angolano? Perde independência? Isenção? Credibilidade? Transparência? Rigor? Qualidade? Profissionalismo? Competência? Seriedade? Memória? Deontologia? Dignidade? Referência? Jornalismo? Não se perde o que não há. Talvez se percam empregos. Mas estou em condições de assegurar que isso já aconteceu outras vezes, mesmo antes da chegada dos angolanos.

Uma vez, o estado-maior da Controlinveste descia no elevador do Edifício JN do Porto e eu também. Entrei a meio caminho para vir a casa comer a sopa. Era ir num pé e vir no outro. Disse boa tarde, mas ninguém me ligou. Aquela gente não ouve, não vê nem pensa para além do umbigo de cada qual. Iam todos entretidos na galhofa, preparando mais uma leva de despedimentos. A maior de todas. Eram os filhos do Joaquim, acolitados por um ou dois administradores anónimos limitados e pelo director de publicações, João Marcelino. E era exactamente Marcelino o animador de serviço, exibindo a capa do Diário de Notícias daquele dia. Dizia o também director do DN - "O que é preciso é isto: mete-se aqui este vermelhinho e está o assunto resolvido, é só vender".
João Marcelino referia-se à foto do Benfica que dominava a primeira página do DN. E (deixemo-nos de hipocrisias) não estava a dizer nenhuma asneira. Haja Benfica! O Diário de Notícias tem finalmente quem o compre.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Também acontece aos melhores


Ferreira Fernandes é um dos mais brilhantes cronistas do jornalismo português. E é o meu preferido. Todos os dias procuro o cantinho que lhe dão no Diário de Notícias e todos os dias me delicio e aprendo alguma coisa com ele. Ferreira Fernandes é informado, é culto, é estiloso, é escorreito, é claro, é corajoso, é honesto, é sensato, é sucinto, é simples, é assertivo. E também é benfiquista.
Ferreira Fernandes escreve de tudo, não por armanço idiota, mas porque verdadeiramente sabe de quase tudo. Escreve, por exemplo, de futebol, sem que lhe caiam as medalhas ao chão, e continua a ser um prazer lê-lo. O Barcelona e o Real Madrid, Messi e Cristiano Ronaldo, Guardiola e Mourinho devem-lhe se calhar os mais perfeitos textos que sobre eles foram escritos a nível mundial.
Ferreira Fernandes tornou ao tema do pontapé na bola na edição de ontem do DN, mas inesperadamente com uma cirúrgica preocupação doméstica. Na noite em que Rio Ave e Benfica entregaram ao FC Porto mais um título de campeão que, desta vez, parece que mais ninguém queria, o meu cronista favorito esqueceu-se do facto e resolveu escrever sobre os desarranjos intestinais do futebol português. É. Realmente, ninguém está livre.

sábado, 19 de novembro de 2011

Eles, os políticos

O jornalista André Macedo escreveu uma crónica no Diário de Notícias, creio que anteontem, na qual, depois das voltinhas que fazem parte, acabou criticando "aquelas crónicas de jornal que tratam os políticos por "eles"? Desdenhosamente "eles", por oposição a "nós", os justos e bons". O jornalista André Macedo é um jornalista competente e deve ser uma excelente pessoa. Digo isto da excelente pessoa, e tenho quase a certeza, por causa de uma coisa que uma vez tratei com ele. Mas vê-se que é novo, que a vida lhe corre, Nosso Senhor o proteja e guarde, e que não faz a mínima ideia do que se passa cá em baixo. Senão já teria percebido que o defeito não é das crónicas, que há realmente "eles", os políticos filhos da puta e seus eunucos abanadores, políticos que regra geral se servem de "nós" mas não querem saber de "nós". E há realmente "nós", que não nos deixam ser mais do que isso: "nós". Mas "nós" um de cada vez, porque "nós" todos juntos éramos capazes de escangalhar a ordem estabelecida por "eles", e "eles" sabem disso e sabem que isso não lhes convém. E por isso mandam dizer que não é bem assim. E mandam apartarem-nos "uns" dos "outros".
O André Macedo parece que não sabe, mas "eles" é que dizem de nós que nós somos "eles". Somos uma coisa que não é bem coisa nem é nada e que tanto se lhes dá como se lhes deu. A "eles". Esta, caro André, é a verdade da vida. Se nas suas crónicas de jornal tem contas a ajustar com os que escrevem crónicas de jornal, seja homenzinho, baptize os bovinos, não o faça à custa de "nós".

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Concurso de pirilaus

Diz o Diário de Notícias:
"Diário de Notícias é o jornal que mais cresce".
Diz o Jornal de Notícias:
"JN com maior subida até Junho".
O JN e o DN pertencem, ambos, ao grupo Controlinveste, de Joaquim Oliveira.