sábado, 31 de dezembro de 2016

Um ano negro para os artistas (Portugal, 2016)

                                                                                                                 Foto Hernâni Von Doellinger

O mundo estremece de comoção. E, se o mundo estremece, Portugal abana. Que tragédia, que cataclismo, que ano negro! Em 2016 morreram, entre outros famosos mais-ou-menos, Prince, David Bowie, Leonard Cohen, George Michael, a Princesa Leia, e Bob Dylan ganhou o Prémio Nobel da Literatura.
A comunicação social portuguesa está em choque: um annus horribilis para os artistas, Deus nos abençoe e guarde! E escreve-se, e escreve-se, e escreve-se...
Ora, artistas - em bom e antigo português - são também os nossos trolhas, os nossos pedreiros e os nossos carpinteiros, por exemplo. Artistas, assim se dizia e eu continuo a dizer. Conversei há bocadinho com Albano Ribeiro, o eterno presidente do Sindicato da Construção de Portugal, que me contou o seguinte:
Trinta e nove (39) operários da construção civil morreram a trabalhar, em Portugal, no ano que hoje termina. E, em quatro meses, morreram seis (6) trabalhadores portugueses em obras por essa Europa fora, número grande em tempo de drástica redução de empreitadas.
Albano Ribeiro queria falar com os senhores jornalistas acerca deste e de outros assuntos relativos aos nossos artistas. Convidou a comunicação social portuguesa para uma conferência de imprensa que devia ter sido ontem. Ninguém apareceu.

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